Muitas vezes usamos as falhas da política global como justificativa para nossa própria inação Getty Images A COP30 chegou ao fim e, como era esperado, as manchetes destacaram os pontos negativos. O acordo final não incluiu um plano explícito para a saída dos combustíveis fósseis, e muitos observadores avaliam que o avanço foi tímido diante da urgência climática e dos impactos já visíveis em enchentes, secas e incêndios ao redor do mundo. Mas existe um ponto importante que corre o risco de ficar fora do debate: o fato de termos um acordo global, assinado por quase 200 países, mantém o tema vivo. Isso garante que a discussão continue, que recursos sejam negociados e que, no próximo ano, a comunidade internacional volte a se reunir, desta vez na Turquia. Imagine o que aconteceria se não estivéssemos mais debatendo soluções conjuntas. Também vale reconhecer nossa própria contradição. Muitos de nós criticamos a lentidão global enquanto, na prática, seguimos dependentes de combustíveis fósseis. A maior parte das casas ainda cozinha com gás. Eu mesmo fui à COP de avião e de carro. O que aconteceria nas eleições em 2026 se o preço da gasolina subisse de forma consistente? Como investidores, colocamos nosso dinheiro para a aposentadoria sem sequer saber se ele financia empresas que desmatam ou agravam o aquecimento global. Como consumidores, fornecedores ou profissionais, tomamos decisões que reforçam esse mesmo sistema. Se formos honestos, parte da solução está nas nossas mãos. Podemos, por exemplo, adotar veículos elétricos e abastecer com uma das matrizes mais limpas do mundo: 88% da energia elétrica brasileira vem de fontes renováveis. Podemos rever nossas carteiras de investimento e retirar empresas que não refletem nossos valores, direcionando uma parcela para fundos de impacto, ex. apoiando negócios que mantêm a floresta em pé e fortalecem a economia real da Amazônia. Nada disso exige um acordo internacional. Muitas vezes usamos as falhas da política global como justificativa para nossa própria inação. Da mesma forma, países que realmente querem acelerar a transição energética não precisam esperar consenso de 200 nações. E é por isso que iniciativas voluntárias são tão relevantes. O novo Fundo para Florestas Tropicais (TFFF) e as discussões paralelas sobre a transição fóssil são exemplos concretos de caminhos que avançam sem depender da agenda oficial da COP. A COP nos lembra que o mundo só muda quando alguém decide agir antes do consenso. A questão agora é pessoal. Diante da crise climática, qual será a sua ação? Você vai esperar o acordo global perfeito ou vai liderar o que está ao seu alcance? Mais Lidas Muitas vezes usamos as falhas da política global como justificativa para nossa própria inação Getty Images A COP30 chegou ao fim e, como era esperado, as manchetes destacaram os pontos negativos. O acordo final não incluiu um plano explícito para a saída dos combustíveis fósseis, e muitos observadores avaliam que o avanço foi tímido diante da urgência climática e dos impactos já visíveis em enchentes, secas e incêndios ao redor do mundo. Mas existe um ponto importante que corre o risco de ficar fora do debate: o fato de termos um acordo global, assinado por quase 200 países, mantém o tema vivo. Isso garante que a discussão continue, que recursos sejam negociados e que, no próximo ano, a comunidade internacional volte a se reunir, desta vez na Turquia. Imagine o que aconteceria se não estivéssemos mais debatendo soluções conjuntas. Também vale reconhecer nossa própria contradição. Muitos de nós criticamos a lentidão global enquanto, na prática, seguimos dependentes de combustíveis fósseis. A maior parte das casas ainda cozinha com gás. Eu mesmo fui à COP de avião e de carro. O que aconteceria nas eleições em 2026 se o preço da gasolina subisse de forma consistente? Como investidores, colocamos nosso dinheiro para a aposentadoria sem sequer saber se ele financia empresas que desmatam ou agravam o aquecimento global. Como consumidores, fornecedores ou profissionais, tomamos decisões que reforçam esse mesmo sistema. Se formos honestos, parte da solução está nas nossas mãos. Podemos, por exemplo, adotar veículos elétricos e abastecer com uma das matrizes mais limpas do mundo: 88% da energia elétrica brasileira vem de fontes renováveis. Podemos rever nossas carteiras de investimento e retirar empresas que não refletem nossos valores, direcionando uma parcela para fundos de impacto, ex. apoiando negócios que mantêm a floresta em pé e fortalecem a economia real da Amazônia. Nada disso exige um acordo internacional. Muitas vezes usamos as falhas da política global como justificativa para nossa própria inação. Da mesma forma, países que realmente querem acelerar a transição energética não precisam esperar consenso de 200 nações. E é por isso que iniciativas voluntárias são tão relevantes. O novo Fundo para Florestas Tropicais (TFFF) e as discussões paralelas sobre a transição fóssil são exemplos concretos de caminhos que avançam sem depender da agenda oficial da COP. A COP nos lembra que o mundo só muda quando alguém decide agir antes do consenso. A questão agora é pessoal. Diante da crise climática, qual será a sua ação? Você vai esperar o acordo global perfeito ou vai liderar o que está ao seu alcance? Mais Lidas

Qual é o legado que fica da COP30 em Belém?

2025/11/24 22:45
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Muitas vezes usamos as falhas da política global como justificativa para nossa própria inação — Foto: Getty Images Muitas vezes usamos as falhas da política global como justificativa para nossa própria inação — Foto: Getty Images

A COP30 chegou ao fim e, como era esperado, as manchetes destacaram os pontos negativos. O acordo final não incluiu um plano explícito para a saída dos combustíveis fósseis, e muitos observadores avaliam que o avanço foi tímido diante da urgência climática e dos impactos já visíveis em enchentes, secas e incêndios ao redor do mundo.

Mas existe um ponto importante que corre o risco de ficar fora do debate: o fato de termos um acordo global, assinado por quase 200 países, mantém o tema vivo. Isso garante que a discussão continue, que recursos sejam negociados e que, no próximo ano, a comunidade internacional volte a se reunir, desta vez na Turquia. Imagine o que aconteceria se não estivéssemos mais debatendo soluções conjuntas.

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Também vale reconhecer nossa própria contradição. Muitos de nós criticamos a lentidão global enquanto, na prática, seguimos dependentes de combustíveis fósseis. A maior parte das casas ainda cozinha com gás. Eu mesmo fui à COP de avião e de carro.

O que aconteceria nas eleições em 2026 se o preço da gasolina subisse de forma consistente? Como investidores, colocamos nosso dinheiro para a aposentadoria sem sequer saber se ele financia empresas que desmatam ou agravam o aquecimento global. Como consumidores, fornecedores ou profissionais, tomamos decisões que reforçam esse mesmo sistema.

Se formos honestos, parte da solução está nas nossas mãos.

Podemos, por exemplo, adotar veículos elétricos e abastecer com uma das matrizes mais limpas do mundo: 88% da energia elétrica brasileira vem de fontes renováveis. Podemos rever nossas carteiras de investimento e retirar empresas que não refletem nossos valores, direcionando uma parcela para fundos de impacto, ex. apoiando negócios que mantêm a floresta em pé e fortalecem a economia real da Amazônia.

Nada disso exige um acordo internacional. Muitas vezes usamos as falhas da política global como justificativa para nossa própria inação. Da mesma forma, países que realmente querem acelerar a transição energética não precisam esperar consenso de 200 nações.

E é por isso que iniciativas voluntárias são tão relevantes. O novo Fundo para Florestas Tropicais (TFFF) e as discussões paralelas sobre a transição fóssil são exemplos concretos de caminhos que avançam sem depender da agenda oficial da COP.

A COP nos lembra que o mundo só muda quando alguém decide agir antes do consenso. A questão agora é pessoal.

Diante da crise climática, qual será a sua ação? Você vai esperar o acordo global perfeito ou vai liderar o que está ao seu alcance?

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