O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), afirmou na 2ª feira (24.nov.2025) que a renovação dos contratos das distribuidoras é essencial para evitar um “declínio na qualidade” e até o risco de “colapsar o setor de distribuição”. A declaração foi feita em entrevista ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura, quando o ministro defendia a decisão do governo de não abrir novas licitações.
Silveira argumentou que os documentos renegociados corrigem distorções herdadas dos anos 1990 e colocam o consumidor no centro das obrigações das concessionárias.
Segundo o ministro, a alternativa de deixar vencer os contratos e abrir novos leilões levaria empresas a reduzir investimentos e piorar a qualidade do serviço, já que as concessionárias poderiam conter obras e manutenção enquanto aguardassem uma nova disputa.
Silveira disse que os novos contratos estabeleceram 17 exigências adicionais de desempenho, com metas rígidas de DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) e FEC (Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) e maior poder de fiscalização pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).
De acordo com o ministro, as 19 distribuidoras terão de investir R$ 120 bilhões até 2030 para cumprir as novas condições.
Ele citou como exemplo Pernambuco. Depois da assinatura da renovação, a Neoenergia teria informado que precisará gastar 50% a mais que o previsto para atender ao rigor das metas.
Questionado sobre o desempenho da Enel São Paulo, alvo de críticas do governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do prefeito da cidade de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), Silveira afirmou que todas as falhas abordadas já estão contempladas nas exigências para renovação e que a qualidade do serviço deve melhorar caso o contrato seja aprovado pela Aneel e pelo TCU (Tribunal de Contas da União).
“Todas as entrevistas que vejo do governador e do prefeito sobre as deficiências da Enel São Paulo estão sanadas nas exigências feitas para a renovação”, disse o ministro.
Até agora, apenas 2 contratos foram assinados. Recentemente, Silveira disse que o ritmo lento se deve ao protocolo interno de submeter previamente, e de forma individual, cada minuta ao TCU antes da assinatura.
Segundo ele, mais de 10 contratos já receberam recomendação técnica favorável da área responsável, mas seguem em discussão com a Corte de contas.
Eis as companhias que solicitaram a renovação:

