O governo federal vetou a ampliação do ressarcimento a usinas solares e eólicas em casos de cortes forçados de geração quando há sobra de oferta ou falta de capacidade de transmissão, o chamado curtailment.
O dispositivo estava na MP (Medida Provisória) nº 1.304, sancionada na 2ª feira (24.nov), e autorizava compensações para praticamente qualquer evento externo às usinas.
O Planalto afirmou que a mudança poderia elevar tarifas e incentivar a instalação de usinas em locais onde a rede não suporta o escoamento da energia.
O governo manteve apenas o modelo atual, que permite compensação somente quando o problema está na transmissão.
Curtailment é o desligamento obrigatório de usinas renováveis pelo ONS (Operador Nacional do Sistema), mesmo quando há vento ou sol.
Isso acontece porque o sistema elétrico precisa equilibrar geração e consumo em tempo real. Quando a rede não consegue absorver toda a energia disponível, o ONS reduz a produção.
Os principais motivos são:
Com mais usinas solares e eólicas entrando em operação, a quantidade de cortes aumentou, especialmente no Nordeste.
Para os empreendedores, o curtailment significa menos energia vendida e dificuldades para cumprir contratos. Para o governo, pagar por energia que não chega aos consumidores pode onerar tarifas e reduzir o incentivo a expandir a transmissão.
A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) reconhece 3 tipos de cortes:
A compensação é restrita ao REL. O dispositivo vetado ampliava o ressarcimento do curtailment para eólicas e solares em praticamente todos os cenários, inclusive cortes motivados por excesso de oferta.


