O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), voltou a afirmar que será candidato à reeleição. Em entrevista ao jornal O Globo, publicada na 3ª feira (25.nov.2025), o político disse que comandará o Estado por mais 4 anos “se o eleitor de São Paulo assim decidir”.
A prisão de Jair Bolsonaro (PL) aumentou a pressão para que a direita defina o seu candidato para disputar a Presidência contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Apesar disso, Tarcísio disse que a prisão de seu aliado “não muda nada” em sua decisão.
Tarcísio é apontado como a principal possibilidade de concorrer ao Executivo federal no lugar de Bolsonaro. São pré-candidatos os governadores de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil). Outros nomes que circulam são os do governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), e, com menos chances, o do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), que deve disputar o Senado.
O governador paulista declarou que deve pedir ao STF (Supremo Tribunal Federal) autorização para visitar Bolsonaro na Superintendência da PF (Polícia Federal), onde o ex-presidente cumpre pena por tentativa de golpe de Estado.
Tarcísio afirmou, contudo, que quer conversar com os filhos e com a mulher de Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, para definir a melhor data para essa visita. Ele disse que, por ora, prefere “dar um tempo para a família respirar”.
O político tinha uma autorização do ministro do STF Alexandre de Moraes, relator do processo de Bolsonaro, para visitar o ex-presidente no dia 10 de dezembro. À época da autorização, Bolsonaro ainda cumpria prisão domiciliar.
Na 3ª feira (25.nov), a 1ª Turma do STF decidiu, por unanimidade, referendar a determinação de Moraes sobre o início do cumprimento de penas de Bolsonaro e de outros 6 condenados por tentativa de golpe de Estado. Foi fixado trânsito em julgado do processo, o que encerra a possibilidade de novos recursos.
O ex-presidente foi preso preventivamente já no sábado (22.nov) por ter violado a tornozeleira eletrônica que usava para cumprir a prisão domiciliar. Segundo Moraes, havia “risco concreto de fuga”.
Na fixação do trânsito em julgado, Moraes considerou que os recursos apresentados pelas defesas na 2ª feira (24.nov) foram para atrasar o cumprimento das penas.
O julgamento da sessão extraordinária do plenário virtual teve início às 18h16 de 3ª feira (25.nov) por decisão do presidente da 1ª Turma, ministro Flávio Dino. A sessão estava prevista para encerrar nesta 4ª feira (26.nov), às 19h.
Acompanharam o relator os outros ministros que compõem a 1ª Turma: Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
Moraes declarou que todos os pontos apresentados pela defesa foram devidamente analisados no julgamento do mérito, que resultou na condenação, em 11 de setembro.
O magistrado também disse que a defesa do ex-presidente não apresentou novos embargos de declaração dentro do prazo e destacou que não há “previsão legal” para interposição de outros recursos, incluindo embargos infringentes.
Os outros 6 condenados do chamado “núcleo 1” do julgamento também iniciaram o cumprimento de penas. São eles: Walter Braga Netto, Augusto Heleno, Anderson Torres, Alexandre Ramagem (foragido nos EUA), Paulo Sérgio Nogueira e Almir Garnier.
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