O jornalista morreu na noite de 3ª feira (25.nov.2025), aos 65 anos, em São Paulo. Estava internado desde janeiro de 2025, quando sofreu um AVC (acidente vascular cerebral).
Chiaretti estava sedado, depois de ser acometido por uma grave pneumonia, embolia e trombose. Seu corpo será velado no cemitério Gethsêmani, na região do Morumbi, zona sul de São Paulo, a partir das 12h desta 4ª feira (26.nov). O enterro está marcado para as 17h.
Formado em direito e filosofia pela USP (Universidade de São Paulo) e com pós-graduação em jornalismo pela ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), Chiaretti trabalhou em vários veículos de mídia. Foi editor na Folha de S.Paulo (1986-1994), na Editora Abril (1994-1997) e no portal de notícias UOL (1997-1998). Atuou também como editor-chefe de Conteúdo Digital no Estado de S. Paulo (2007-2009).
Na área acadêmica, deu aulas na Unesp (1984-1987) e na Cásper Líbero (2000-2002).
Ele havia passado no exame da OAB, necessário para exercer a profissão de advogado, em novembro de 2024. Sofreu o AVC 2 meses depois.
“Marco tinha um grande coração e uma memória impressionante. Detestava perder. Meu irmão mais velho, eu só conheço a vida com ele presente. Viveu muito intensamente. Quem esteve perto dele, sabe. Tinha 3 toneladas de livros e muitos amigos. Era cheio de vida. Era um homem bom”, disse Daniela Chiaretti, também jornalista e irmã de Marco.
Em uma conversa com estudantes da pós-graduação em jornalismo científico do Labjor, divulgada em 3 de janeiro de 2024, Chiaretti falou sobre fake news e seus impactos. Ele defendeu a necessidade de alguma regulamentação, mas disse que a “Justiça não pode definir o que é informação e jornalismo”. Ele afirmava que o Judiciário só devia atuar depois que a notícia tivesse sido veiculada.


