Frequência cardíaca, pressão arterial, temperatura e níveis de oxigênio. Esses são os sinais vitais que os médicos usam para monitorar a saúde de uma pessoa. Mas, agora, um quinto pode ser acrescentado à lista: a viscosidade do sangue - ou seja, o quão espesso ou viscoso o sangue é enquanto flui pelo corpo. Pesquisadores da Universidade de Missouri, dos Estados Unidos, dizem que a viscosidade desempenha um papel oculto, mas crucial, na saúde. Segundo o autor principal Nilesh Salvi, o sangue espesso e lento força o coração a trabalhar mais e pode aumentar o risco de coágulos ou danos aos tecidos. “A pressão arterial nos diz o que está acontecendo com as paredes dos vasos sanguíneos”, salientou em comunicado. “Mas não nos diz nada sobre o próprio sangue. A viscosidade pode ser essa peça que falta.” Diante disso, Salvi e colegas desenvolveram um dispositivo que utiliza ondas ultrassônicas para monitorá-la de forma não invasiva e em tempo real. O sistema funciona vibrando suavemente o sangue com uma onda sonora contínua. Isso significa que ele envia uma onda sonora constante através do sangue enquanto simultaneamente detecta a sua resposta. Em seguida, um algoritmo analisa como o som se propaga pelo corpo. “Este não é apenas um novo dispositivo”, apontou o autor. “É uma nova maneira de pensar sobre o corpo humano. Quando pudermos visualizar a viscosidade em tempo real, entenderemos o fluxo sanguíneo e a progressão de doenças de maneiras que nunca foram possíveis antes.” No futuro, o equipamento poderá ser usado, por exemplo, no tratamento de doenças como a anemia falciforme, em que as células sanguíneas com formato irregular aumentam a viscosidade e ameaçam a saúde dos órgãos. O monitoramento contínuo poderá ajudar a adequar as transfusões ou medicamentos às necessidades de cada paciente em tempo real, em vez de depender de intervalos programados. Dos automóveis para a saúde A inovação, inicialmente, não foi projetada para uso médico. Salvi a idealizou para monitorar a qualidade do óleo em motores. Mais tarde, com a orientação de seu mentor, o professor de engenharia química e biomédica Jinglu Tan, ele começou a explorar como os mesmos princípios de sensoriamento poderiam ser usados para estudar fluidos biológicos. E, ao perceber o potencial médico, William Fay, professor de farmacologia médica e fisiologia o incentivou a explorar os usos clínicos da tecnologia. “Medir a viscosidade do sangue sempre foi um desafio”, observou Fay. “São necessários equipamentos de laboratório especializados, e a maioria dos hospitais não os possui. Este novo dispositivo pode revolucionar o setor — ele permite leituras de viscosidade precisas e em tempo real, sem a necessidade de coleta de sangue.” Tan completou: “O sangue é um órgão vivo. Não se pode retirá-lo e esperar que se comporte da mesma maneira. Medir o sangue no corpo — in situ — é o que torna nossa abordagem tão eficaz”. Mais Lidas Frequência cardíaca, pressão arterial, temperatura e níveis de oxigênio. Esses são os sinais vitais que os médicos usam para monitorar a saúde de uma pessoa. Mas, agora, um quinto pode ser acrescentado à lista: a viscosidade do sangue - ou seja, o quão espesso ou viscoso o sangue é enquanto flui pelo corpo. Pesquisadores da Universidade de Missouri, dos Estados Unidos, dizem que a viscosidade desempenha um papel oculto, mas crucial, na saúde. Segundo o autor principal Nilesh Salvi, o sangue espesso e lento força o coração a trabalhar mais e pode aumentar o risco de coágulos ou danos aos tecidos. “A pressão arterial nos diz o que está acontecendo com as paredes dos vasos sanguíneos”, salientou em comunicado. “Mas não nos diz nada sobre o próprio sangue. A viscosidade pode ser essa peça que falta.” Diante disso, Salvi e colegas desenvolveram um dispositivo que utiliza ondas ultrassônicas para monitorá-la de forma não invasiva e em tempo real. O sistema funciona vibrando suavemente o sangue com uma onda sonora contínua. Isso significa que ele envia uma onda sonora constante através do sangue enquanto simultaneamente detecta a sua resposta. Em seguida, um algoritmo analisa como o som se propaga pelo corpo. “Este não é apenas um novo dispositivo”, apontou o autor. “É uma nova maneira de pensar sobre o corpo humano. Quando pudermos visualizar a viscosidade em tempo real, entenderemos o fluxo sanguíneo e a progressão de doenças de maneiras que nunca foram possíveis antes.” No futuro, o equipamento poderá ser usado, por exemplo, no tratamento de doenças como a anemia falciforme, em que as células sanguíneas com formato irregular aumentam a viscosidade e ameaçam a saúde dos órgãos. O monitoramento contínuo poderá ajudar a adequar as transfusões ou medicamentos às necessidades de cada paciente em tempo real, em vez de depender de intervalos programados. Dos automóveis para a saúde A inovação, inicialmente, não foi projetada para uso médico. Salvi a idealizou para monitorar a qualidade do óleo em motores. Mais tarde, com a orientação de seu mentor, o professor de engenharia química e biomédica Jinglu Tan, ele começou a explorar como os mesmos princípios de sensoriamento poderiam ser usados para estudar fluidos biológicos. E, ao perceber o potencial médico, William Fay, professor de farmacologia médica e fisiologia o incentivou a explorar os usos clínicos da tecnologia. “Medir a viscosidade do sangue sempre foi um desafio”, observou Fay. “São necessários equipamentos de laboratório especializados, e a maioria dos hospitais não os possui. Este novo dispositivo pode revolucionar o setor — ele permite leituras de viscosidade precisas e em tempo real, sem a necessidade de coleta de sangue.” Tan completou: “O sangue é um órgão vivo. Não se pode retirá-lo e esperar que se comporte da mesma maneira. Medir o sangue no corpo — in situ — é o que torna nossa abordagem tão eficaz”. Mais Lidas

Descobrir qual é a viscosidade do seu sangue pode ser fundamental para melhorar a saúde: entenda

2025/11/26 21:19
Leu 1 min
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Sangue espesso e lento força o coração a trabalhar mais e pode aumentar o risco de coágulos ou danos aos tecidos
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