O Ethereum voltou ao centro das atenções após retomar força acima de US$ 2.800, mesmo depois de testar níveis mais baixos durante a correção recente. Esse retorno animou o mercado, sobretudo porque vários sinais técnicos começaram a apontar para uma possível virada de ciclo.
Além disso, o movimento reacendeu o debate sobre a saúde do setor, já que indicadores sugerem que o ETH pode entrar em uma fase de alta nas próximas semanas. Analistas destacam quatro sinais-chave que, juntos, reforçam a chance de uma recuperação sustentada.
O interesse pelo Ethereum aumentou de forma constante desde que o preço caiu abaixo de US$ 3.000 em 22 de novembro. O ETH já subiu 11% desde então e voltou a testar zonas importantes de suporte, sustentando o nível de US$ 2.800, que se tornou crucial para a confiança dos compradores.
Métrica de demanda aparente atingiu 90.995 ETH, maior desde 2024, indicando forte acumulação e possível alta futura adiante.
Demanda aparente por Ethereum. Fonte: Capriole Investments
Além disso, os ETFs à vista de Ethereum registraram entradas por três dias consecutivos, somando US$ 230,9 milhões. Esse fluxo interrompeu um período de forte saída que ultrapassou US$ 1,28 bilhão entre 11 e 20 de novembro. A reversão ocorreu no exato momento em que o ETH testava seu suporte principal, reforçando a tese de que investidores institucionais identificaram um ponto de compra estratégico.
Tabela de fluxos do ETF Ethereum. Fonte: Farside Investors
Outro elemento que ajuda a moldar o cenário é o esperado encerramento do aperto quantitativo (QT) pelo Federal Reserve em 1º de dezembro. Em ciclos anteriores, o fim do QT abriu espaço para a volta da liquidez e provocou altas expressivas no mercado de ativos digitais.
Analistas da Front Runners destacaram que, “no ciclo anterior, as altcoins superaram o Bitcoin após o fim do QT”, reforçando o impacto direto da liquidez sobre ativos menores. Um gráfico citado pelos especialistas mostrou que o domínio do BTC atingiu o pico logo após o QT e, em seguida, entrou em declínio contínuo.
Desempenho do TOTAL2 em comparação com o BTC após a atualização QuickTime. Fonte: Front Runners
Analistas destacam diferenças atuais e afirmam que o Ethereum pode se beneficiar primeiro da mudança macroeconômica.
A zona entre US$ 2.800 e US$ 2.830, onde investidores adquiriram cerca de 4,95 milhões de ETH, também ganhou destaque. Esse bloco concentra compradores que tendem a defender o preço e, portanto, consolida um dos suportes mais importantes da estrutura atual.
Gráfico de distribuição da base de custos do Ethereum. Fonte: Glassnode
Do lado técnico, o ETH forma um padrão de recuperação em formato de V no gráfico de quatro horas. Para que ele seja confirmado, o preço precisa romper a área de oferta entre US$ 3.000 e US$ 3.500, onde estão as médias móveis simples de 100 e 200 períodos. Se ocorrer o rompimento, o ativo pode avançar até US$ 3.650, indicando alta próxima de 26%.
Gráfico de quatro horas do par ETH/USD. Fonte: TradingView
Enquanto isso, a SMA de 50 períodos continua oferecendo suporte firme na região de US$ 2.891, sustentando a tese de que compradores seguem ativos. Michael van de Poppe, fundador da MN Capital, reforçou essa visão ao afirmar que o ETH “se prepara para uma forte alta nas próximas semanas”.
Com dados que apontam para demanda crescente, apoio institucional, melhora macroeconômica e sinais técnicos favoráveis, o Ethereum tenta consolidar o suporte de US$ 2.800 como ponto de partida para uma possível nova perna de alta entre as criptomoedas com potencial.
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