A Udemy pretende requalificar profissionais para trabalharem com IA Getty Images A Udemy, empresa com sede em São Francisco e escritórios em todos os continentes, tem uma posição única no mercado, com US$ 800 milhões em receita anual e parcerias com empresas como Ericsson, Banco Mundial e Volkswagen. Globalmente, são 80 milhões de alunos em 75 países (6 milhões deles no Brasil). Mas, apesar dos números, Hugo Sarrazin, CEO global da empresa, acredita que é hora de mudar. “O mundo está se transformando muito rápido, então era importante começar a implementar mudanças relevantes”, diz. A prioridade, segundo ele, era passar de um catálogo de aprendizado online para uma “plataforma de aceleração de habilidades com inteligência artificial, que sirva como apoio para a força de trabalho do futuro”. O novo modelo integra diferentes ferramentas, como Slack e Teams, por exemplo. Para realizar todas as transformações necessárias, diz o executivo, era preciso focar em quatro palavras-chave: requalificação, plataforma, personalização e localização. Parte desse movimento inclui a recém-anunciada parceria estratégica com a brasileira HSM, que permitirá que clientes da HSM tenham acesso a mais de 30 mil cursos de negócios da Udemy, além de toda a plataforma de aprendizado da empresa. Hugo Sarrazin, CEO global da Udemy Divulgação “As organizações estão passando por uma rápida transformação, e a IA se tornou a habilidade com crescimento de demanda mais rápido no Brasil”, afirma Sarrazin. “Ao capacitar indivíduos com as habilidades necessárias para aproveitar a IA, podemos multiplicar o impacto de cada trabalhador no Brasil, impulsionando o desempenho das empresas.” Requalificação na medida certa A primeira e mais importante transformação, segundo Sarrazin, foi sair de uma lógica de simples distribuição de conteúdo para atuar como suporte contínuo à evolução profissional dos alunos. “Dessa maneira, podemos garantir o nosso posicionamento como uma empresa que dá suporte aos alunos, à medida que avançam em suas carreiras. Isso é muito diferente de apenas fazer cursos”, diz. “É um papel muito mais estratégico para a empresa e para o indivíduo.” A Udemy sempre teve cursos de IA, que eram atualizados com grande velocidade. “Quando o DeepSeek foi lançado, em uma semana já tínhamos cursos sobre ele”, diz o CEO. A diferença, agora, está no foco em tornar esse conteúdo mais acessível e estruturado, concentrando os temas nos fundamentos de IA, divididos por tema: IA para marketing, IA para RH, IA para financeiro etc. A empresa também começou a criar trilhas de carreira personalizadas por IA, com recomendações e aprendizados dirigidos, de acordo com os objetivos do aluno. Uma das inovações mais recentes é o conjunto de simulações com IA. “Você pode praticar conversas difíceis, uma avaliação, uma apresentação para a diretoria, e a IA dá feedback. Já temos 6.000 simulações desse tipo”, afirma Sarrazin. Segundo ele, a ferramenta permite abordar até necessidades bem específicas. “Se você acabou de ser promovido a gerente e nunca fez uma reunião de equipe, nosso assistente pessoal vai te dar um treinamento. Tornamos isso mais imediato e real, não apenas teórico.” Para Sarrazin, esse é o início de “um mundo diferente”, no qual plataformas de aprendizado passam a orientar e apoiar o trabalhador em tempo real. Personalização radical A empresa está utilizando a IA para criar experiências de aprendizado adaptativas e moldadas ao comportamento e às necessidades de cada aluno. “Posso usar sua avaliação de desempenho para definir quais cursos aparecem para você”, diz Sarrazin. Também é possível oferecer o mesmo conteúdo em formatos diferentes — uma forma de respeitar rotinas, preferências e limitações dos usuários. “Pode ser online em formato longo, online em formato curto, em áudio, em vídeos curtos estilo TikTok, por meio de avaliações ou simulações.” A personalização também inclui avaliações geradas por IA, em infinitos formatos. “Por exemplo, posso enviar duas perguntas por dia para o aluno, todos os dias. Ou um vídeo curto para ele assistir quando estiver no trem ou no ônibus.” Internacional de fato Outra transformação é se tornar verdadeiramente local — algo que, na avaliação de Sarrazin, ainda não havia sido feito na escala necessária. “Somos muito fortes internacionalmente. Mas, apesar disso, não tomamos as medidas necessárias para tirar o melhor proveito dessa internacionalização”, afirma. Até hoje, a Udemy se concentrava em oferecer cursos no idioma local — português, espanhol, alemão, japonês —, mas faltava adaptar campanhas, estratégias e posicionamento para cada país. Ele cita um exemplo: campanhas em momentos culturais relevantes, como “uma final de campeonato”, mas com linguagem e estilo adequados. O Brasil ocupa um papel central nessa estratégia: são 8 mil instrutores brasileiros, 10% do total da empresa, e 22 mil cursos em português, também cerca de 10% do acervo global. “Conforme vamos criando novos produtos, fazemos questão de que eles fiquem disponíveis em português rapidamente”, diz o CEO. Entre as mudanças em andamento para fortalecer a operação brasileira estão novas opções de pagamento, incluindo meios de pagamento locais, parcerias com empresas nacionais como a XP e a HSM, e campanhas de marketing mais específicas. “Não se trata apenas de comprar palavras-chave em português. É preciso criar campanhas que ressoem com o público local e apareçam nos lugares que as pessoas frequentam.” Futuro do aprendizado O que vem pela frente, segundo Sarrazin, é uma mudança profunda no próprio conceito de curso. “Acho que o futuro vai mudar o conceito de aprendizado. Vamos ter menos aulas e mais experiências.” Para exemplificar o que está dizendo, ele conta uma conversa com o chefe de engenharia da segunda maior farmacêutica do mundo. “Ele me disse: ‘Hugo, não quero mais cursos de 20 horas que as pessoas esquecem rapidamente. Eu quero zero aprendizado’. Pedi que ele explicasse, e o que ele quer é algo programático: quando alguém se depara com algo que precisa fazer, a plataforma monta o conteúdo em tempo real, exatamente para aquilo.” Embora não considere esse o destino final, Sarrazin acredita que essa direção será inevitável. Para chegar lá, a Udemy precisará integrar dados de múltiplas fontes de forma segura, usá-los para treinar modelos e entregar conteúdos hiperpersonalizados. A plataforma também deve aprender com o comportamento do usuário. “Se você reage melhor a histórias, apresentarei conteúdo assim. Se reage melhor à teoria antes dos exemplos, apresentarei mais dessa forma. Assim, entrego mais conteúdos alinhados ao seu estilo de aprendizado.” A Udemy pretende requalificar profissionais para trabalharem com IA Getty Images A Udemy, empresa com sede em São Francisco e escritórios em todos os continentes, tem uma posição única no mercado, com US$ 800 milhões em receita anual e parcerias com empresas como Ericsson, Banco Mundial e Volkswagen. Globalmente, são 80 milhões de alunos em 75 países (6 milhões deles no Brasil). Mas, apesar dos números, Hugo Sarrazin, CEO global da empresa, acredita que é hora de mudar. “O mundo está se transformando muito rápido, então era importante começar a implementar mudanças relevantes”, diz. A prioridade, segundo ele, era passar de um catálogo de aprendizado online para uma “plataforma de aceleração de habilidades com inteligência artificial, que sirva como apoio para a força de trabalho do futuro”. O novo modelo integra diferentes ferramentas, como Slack e Teams, por exemplo. Para realizar todas as transformações necessárias, diz o executivo, era preciso focar em quatro palavras-chave: requalificação, plataforma, personalização e localização. Parte desse movimento inclui a recém-anunciada parceria estratégica com a brasileira HSM, que permitirá que clientes da HSM tenham acesso a mais de 30 mil cursos de negócios da Udemy, além de toda a plataforma de aprendizado da empresa. Hugo Sarrazin, CEO global da Udemy Divulgação “As organizações estão passando por uma rápida transformação, e a IA se tornou a habilidade com crescimento de demanda mais rápido no Brasil”, afirma Sarrazin. “Ao capacitar indivíduos com as habilidades necessárias para aproveitar a IA, podemos multiplicar o impacto de cada trabalhador no Brasil, impulsionando o desempenho das empresas.” Requalificação na medida certa A primeira e mais importante transformação, segundo Sarrazin, foi sair de uma lógica de simples distribuição de conteúdo para atuar como suporte contínuo à evolução profissional dos alunos. “Dessa maneira, podemos garantir o nosso posicionamento como uma empresa que dá suporte aos alunos, à medida que avançam em suas carreiras. Isso é muito diferente de apenas fazer cursos”, diz. “É um papel muito mais estratégico para a empresa e para o indivíduo.” A Udemy sempre teve cursos de IA, que eram atualizados com grande velocidade. “Quando o DeepSeek foi lançado, em uma semana já tínhamos cursos sobre ele”, diz o CEO. A diferença, agora, está no foco em tornar esse conteúdo mais acessível e estruturado, concentrando os temas nos fundamentos de IA, divididos por tema: IA para marketing, IA para RH, IA para financeiro etc. A empresa também começou a criar trilhas de carreira personalizadas por IA, com recomendações e aprendizados dirigidos, de acordo com os objetivos do aluno. Uma das inovações mais recentes é o conjunto de simulações com IA. “Você pode praticar conversas difíceis, uma avaliação, uma apresentação para a diretoria, e a IA dá feedback. Já temos 6.000 simulações desse tipo”, afirma Sarrazin. Segundo ele, a ferramenta permite abordar até necessidades bem específicas. “Se você acabou de ser promovido a gerente e nunca fez uma reunião de equipe, nosso assistente pessoal vai te dar um treinamento. Tornamos isso mais imediato e real, não apenas teórico.” Para Sarrazin, esse é o início de “um mundo diferente”, no qual plataformas de aprendizado passam a orientar e apoiar o trabalhador em tempo real. Personalização radical A empresa está utilizando a IA para criar experiências de aprendizado adaptativas e moldadas ao comportamento e às necessidades de cada aluno. “Posso usar sua avaliação de desempenho para definir quais cursos aparecem para você”, diz Sarrazin. Também é possível oferecer o mesmo conteúdo em formatos diferentes — uma forma de respeitar rotinas, preferências e limitações dos usuários. “Pode ser online em formato longo, online em formato curto, em áudio, em vídeos curtos estilo TikTok, por meio de avaliações ou simulações.” A personalização também inclui avaliações geradas por IA, em infinitos formatos. “Por exemplo, posso enviar duas perguntas por dia para o aluno, todos os dias. Ou um vídeo curto para ele assistir quando estiver no trem ou no ônibus.” Internacional de fato Outra transformação é se tornar verdadeiramente local — algo que, na avaliação de Sarrazin, ainda não havia sido feito na escala necessária. “Somos muito fortes internacionalmente. Mas, apesar disso, não tomamos as medidas necessárias para tirar o melhor proveito dessa internacionalização”, afirma. Até hoje, a Udemy se concentrava em oferecer cursos no idioma local — português, espanhol, alemão, japonês —, mas faltava adaptar campanhas, estratégias e posicionamento para cada país. Ele cita um exemplo: campanhas em momentos culturais relevantes, como “uma final de campeonato”, mas com linguagem e estilo adequados. O Brasil ocupa um papel central nessa estratégia: são 8 mil instrutores brasileiros, 10% do total da empresa, e 22 mil cursos em português, também cerca de 10% do acervo global. “Conforme vamos criando novos produtos, fazemos questão de que eles fiquem disponíveis em português rapidamente”, diz o CEO. Entre as mudanças em andamento para fortalecer a operação brasileira estão novas opções de pagamento, incluindo meios de pagamento locais, parcerias com empresas nacionais como a XP e a HSM, e campanhas de marketing mais específicas. “Não se trata apenas de comprar palavras-chave em português. É preciso criar campanhas que ressoem com o público local e apareçam nos lugares que as pessoas frequentam.” Futuro do aprendizado O que vem pela frente, segundo Sarrazin, é uma mudança profunda no próprio conceito de curso. “Acho que o futuro vai mudar o conceito de aprendizado. Vamos ter menos aulas e mais experiências.” Para exemplificar o que está dizendo, ele conta uma conversa com o chefe de engenharia da segunda maior farmacêutica do mundo. “Ele me disse: ‘Hugo, não quero mais cursos de 20 horas que as pessoas esquecem rapidamente. Eu quero zero aprendizado’. Pedi que ele explicasse, e o que ele quer é algo programático: quando alguém se depara com algo que precisa fazer, a plataforma monta o conteúdo em tempo real, exatamente para aquilo.” Embora não considere esse o destino final, Sarrazin acredita que essa direção será inevitável. Para chegar lá, a Udemy precisará integrar dados de múltiplas fontes de forma segura, usá-los para treinar modelos e entregar conteúdos hiperpersonalizados. A plataforma também deve aprender com o comportamento do usuário. “Se você reage melhor a histórias, apresentarei conteúdo assim. Se reage melhor à teoria antes dos exemplos, apresentarei mais dessa forma. Assim, entrego mais conteúdos alinhados ao seu estilo de aprendizado.”
Requalificação com IA, personalização e operações locais: o novo momento da plataforma de cursos Udemy
Para enviar feedbacks ou expressar preocupações a respeito deste conteúdo, contate-nos em crypto.news@mexc.com
A Udemy pretende requalificar profissionais para trabalharem com IA — Foto: Getty Images
A Udemy, empresa com sede em São Francisco e escritórios em todos os continentes, tem uma posição única no mercado, com US$ 800 milhões em receita anual e parcerias com empresas como Ericsson, Banco Mundial e Volkswagen. Globalmente, são 80 milhões de alunos em 75 países (6 milhões deles no Brasil). Mas, apesar dos números, Hugo Sarrazin, CEO global da empresa, acredita que é hora de mudar.
“O mundo está se transformando muito rápido, então era importante começar a implementar mudanças relevantes”, diz. A prioridade, segundo ele, era passar de um catálogo de aprendizado online para uma “plataforma de aceleração de habilidades com inteligência artificial, que sirva como apoio para a força de trabalho do futuro”. O novo modelo integra diferentes ferramentas, como Slack e Teams, por exemplo.
Continuar lendo
Para realizar todas as transformações necessárias, diz o executivo, era preciso focar em quatro palavras-chave: requalificação, plataforma, personalização e localização. Parte desse movimento inclui a recém-anunciada parceria estratégica com a brasileira HSM, que permitirá que clientes da HSM tenham acesso a mais de 30 mil cursos de negócios da Udemy, além de toda a plataforma de aprendizado da empresa.
Hugo Sarrazin, CEO global da Udemy — Foto: Divulgação
“As organizações estão passando por uma rápida transformação, e a IA se tornou a habilidade com crescimento de demanda mais rápido no Brasil”, afirma Sarrazin. “Ao capacitar indivíduos com as habilidades necessárias para aproveitar a IA, podemos multiplicar o impacto de cada trabalhador no Brasil, impulsionando o desempenho das empresas.”
Requalificação na medida certa
A primeira e mais importante transformação, segundo Sarrazin, foi sair de uma lógica de simples distribuição de conteúdo para atuar como suporte contínuo à evolução profissional dos alunos. “Dessa maneira, podemos garantir o nosso posicionamento como uma empresa que dá suporte aos alunos, à medida que avançam em suas carreiras. Isso é muito diferente de apenas fazer cursos”, diz. “É um papel muito mais estratégico para a empresa e para o indivíduo.”
A Udemy sempre teve cursos de IA, que eram atualizados com grande velocidade. “Quando o DeepSeek foi lançado, em uma semana já tínhamos cursos sobre ele”, diz o CEO. A diferença, agora, está no foco em tornar esse conteúdo mais acessível e estruturado, concentrando os temas nos fundamentos de IA, divididos por tema: IA para marketing, IA para RH, IA para financeiro etc.
A empresa também começou a criar trilhas de carreira personalizadas por IA, com recomendações e aprendizados dirigidos, de acordo com os objetivos do aluno. Uma das inovações mais recentes é o conjunto de simulações com IA. “Você pode praticar conversas difíceis, uma avaliação, uma apresentação para a diretoria, e a IA dá feedback. Já temos 6.000 simulações desse tipo”, afirma Sarrazin.
Segundo ele, a ferramenta permite abordar até necessidades bem específicas. “Se você acabou de ser promovido a gerente e nunca fez uma reunião de equipe, nosso assistente pessoal vai te dar um treinamento. Tornamos isso mais imediato e real, não apenas teórico.” Para Sarrazin, esse é o início de “um mundo diferente”, no qual plataformas de aprendizado passam a orientar e apoiar o trabalhador em tempo real.
Personalização radical
A empresa está utilizando a IA para criar experiências de aprendizado adaptativas e moldadas ao comportamento e às necessidades de cada aluno. “Posso usar sua avaliação de desempenho para definir quais cursos aparecem para você”, diz Sarrazin.
Também é possível oferecer o mesmo conteúdo em formatos diferentes — uma forma de respeitar rotinas, preferências e limitações dos usuários. “Pode ser online em formato longo, online em formato curto, em áudio, em vídeos curtos estilo TikTok, por meio de avaliações ou simulações.”
A personalização também inclui avaliações geradas por IA, em infinitos formatos. “Por exemplo, posso enviar duas perguntas por dia para o aluno, todos os dias. Ou um vídeo curto para ele assistir quando estiver no trem ou no ônibus.”
Internacional de fato
Outra transformação é se tornar verdadeiramente local — algo que, na avaliação de Sarrazin, ainda não havia sido feito na escala necessária. “Somos muito fortes internacionalmente. Mas, apesar disso, não tomamos as medidas necessárias para tirar o melhor proveito dessa internacionalização”, afirma.
Até hoje, a Udemy se concentrava em oferecer cursos no idioma local — português, espanhol, alemão, japonês —, mas faltava adaptar campanhas, estratégias e posicionamento para cada país. Ele cita um exemplo: campanhas em momentos culturais relevantes, como “uma final de campeonato”, mas com linguagem e estilo adequados.
O Brasil ocupa um papel central nessa estratégia: são 8 mil instrutores brasileiros, 10% do total da empresa, e 22 mil cursos em português, também cerca de 10% do acervo global. “Conforme vamos criando novos produtos, fazemos questão de que eles fiquem disponíveis em português rapidamente”, diz o CEO.
Entre as mudanças em andamento para fortalecer a operação brasileira estão novas opções de pagamento, incluindo meios de pagamento locais, parcerias com empresas nacionais como a XP e a HSM, e campanhas de marketing mais específicas. “Não se trata apenas de comprar palavras-chave em português. É preciso criar campanhas que ressoem com o público local e apareçam nos lugares que as pessoas frequentam.”
Futuro do aprendizado
O que vem pela frente, segundo Sarrazin, é uma mudança profunda no próprio conceito de curso. “Acho que o futuro vai mudar o conceito de aprendizado. Vamos ter menos aulas e mais experiências.” Para exemplificar o que está dizendo, ele conta uma conversa com o chefe de engenharia da segunda maior farmacêutica do mundo.
“Ele me disse: ‘Hugo, não quero mais cursos de 20 horas que as pessoas esquecem rapidamente. Eu quero zero aprendizado’. Pedi que ele explicasse, e o que ele quer é algo programático: quando alguém se depara com algo que precisa fazer, a plataforma monta o conteúdo em tempo real, exatamente para aquilo.”
Embora não considere esse o destino final, Sarrazin acredita que essa direção será inevitável. Para chegar lá, a Udemy precisará integrar dados de múltiplas fontes de forma segura, usá-los para treinar modelos e entregar conteúdos hiperpersonalizados. A plataforma também deve aprender com o comportamento do usuário.
“Se você reage melhor a histórias, apresentarei conteúdo assim. Se reage melhor à teoria antes dos exemplos, apresentarei mais dessa forma. Assim, entrego mais conteúdos alinhados ao seu estilo de aprendizado.”
Siga a Epoca Negócios:
Mais recente Próxima Camil usa IA para aproximar campo e indústria com a assistente virtual Camila
Isenção de responsabilidade: Os artigos republicados neste site são provenientes de plataformas públicas e são fornecidos apenas para fins informativos. Eles não refletem necessariamente a opinião da MEXC. Todos os direitos permanecem com os autores originais. Se você acredita que algum conteúdo infringe direitos de terceiros, entre em contato pelo e-mail crypto.news@mexc.com para solicitar a remoção. A MEXC não oferece garantias quanto à precisão, integridade ou atualidade das informações e não se responsabiliza por quaisquer ações tomadas com base no conteúdo fornecido. O conteúdo não constitui aconselhamento financeiro, jurídico ou profissional, nem deve ser considerado uma recomendação ou endosso por parte da MEXC.