Ministro da Fazenda diz que ajuda do Tesouro dependerá da execução do plano de reestruturação da estatalMinistro da Fazenda diz que ajuda do Tesouro dependerá da execução do plano de reestruturação da estatal

Haddad descarta privatizar Correios e fala em plano “consistente”

2025/11/27 19:31
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Fernando Haddad descartou a possibilidade de privatizar os Correios em entrevista ao canal Globonews na 4ª feira (26.nov.2025). “Não vejo um debate dentro do governo sobre privatizar”, disse o ministro da Fazenda.

Haddad afirmou que qualquer apoio do Tesouro à estatal dependerá do plano de reestruturação em curso na empresa, que enfrenta 12 trimestres de prejuízo. Um dos itens do plano de reestruturação é um empréstimo de R$ 20 bilhões com um consórcio de bancos.

O ministro disse ter encomendado estudos sobre serviços postais no mundo e que os resultados mostram a dificuldade de países abrirem mão desse tipo de operação. “É muito difícil um Estado nacional abrir mão dos serviços postais […], até porque parte dos quais são mesmo subsidiados para garantir a universalização”, disse.

Segundo ele, a tendência internacional tem sido ampliar o escopo das estatais postais. “O que tem acontecido no mundo é agregar aos serviços postais outros serviços de natureza financeira, previdenciária, securitária, para dar sustentabilidade para um serviço postal universal, e é o que estamos discutindo”.

Os dados mais recentes mostram deterioração financeira da empresa. No 1º semestre de 2025, o prejuízo superou o resultado negativo de 2024 inteiro, quando os Correios fecharam o ano com perda de R$ 597 milhões. A estatal trabalha com um plano de reestruturação que prevê empréstimo de R$ 20 bilhões, proposta aprovada internamente em novembro para ser enviada ao Ministério da Fazenda e ao Tesouro Nacional. O desenho do financiamento ainda depende de aval do governo.

Haddad reforçou que a equipe econômica só dará sinal verde quando houver segurança sobre a execução. “Não há como o Tesouro Nacional pensar em algo que não passe por um plano de reestruturação aprovado pelo Tesouro Nacional, que é de quem se pede o aval para viabilizar esse plano”, afirmou. Disse também que o impacto fiscal em 2025 foi administrado dentro das regras vigentes. “O impacto fiscal esse ano foi absorvido pelo arcabouço fiscal […]. Só vamos aprovar o plano de reestruturação se ele for apresentado de forma consistente”, declarou.

O ministro disse considerar que há avanço na interlocução com a atual administração da empresa. “Penso que tem havido uma evolução satisfatória da atual diretoria, eles entendem o desafio que está presente, e a interlocução com o Tesouro é a melhor possível”. Segundo dados do Tesouro Nacional, os Correios integram a lista de estatais com risco fiscal relevante, o que reforça a pressão por ajustes na governança e nas contas da empresa.

Na 3ª feira (25.nov.2025), o ex-diretor financeiro e ex-presidente interino dos Correios, Heglehyschynton Valério Marçal, disse que não há mais solução para recuperar as contas dos Correios, que irão quebrar “inevitavelmente”.

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