Ministro defende asfixia financeira de organizações criminosas; operação desta 5ª feira (27.nov) bloqueou R$ 8 bi de fundosMinistro defende asfixia financeira de organizações criminosas; operação desta 5ª feira (27.nov) bloqueou R$ 8 bi de fundos

“Não tem bala de prata contra o crime organizado”, diz Haddad

2025/11/27 22:47
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou nesta 5ª feira (27.nov.2025) que “não tem bala de prata contra o crime organizado”. Em declaração a jornalistas, o chefe da equipe econômica do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a “asfixia financeira” de organizações criminosas.

“Se você não asfixiar financeiramente as organizações criminosas, vai ocorrer uma reposição da mão de obra barata na base. É o ‘andar de cima’ que irriga com bilhões de reais as atividades criminosas”, declarou Haddad.

Em sua fala, citou a operação Poço de Lobato, deflagrada nesta 5ª feira (27.nov). O ministro disse que já foram bloqueados R$ 8 bilhões em fundos ligados ao Grupo Fit, que teria movimentado R$ 80 bilhões ao ano: “São pessoas que devem uma fortuna para os fiscos de todo o país”.

Haddad afirmou que o valor que o grupo investigado deixou de repassar para o Rio de Janeiro é equivalente ao gasto para manter as polícias estaduais por 1 ano. Segundo a pesquisa nacional “O Funil de Investimentos da Segurança Pública e do Sistema Prisional”, do centro de pesquisa Justa, o Estado destinou R$ 10,3 bilhões em 2024 para o policiamento. 

OPERAÇÃO POÇO DE LOBATO

A operação Poço de Lobato é um desdobramento da operação Carbono Oculto, que investigou a infiltração do PCC (Primeiro Comando da Capital) no setor de combustíveis. A nova ação cumpre 126 mandados de busca e apreensão em 5 Estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Distrito Federal e Bahia. 

Os alvos são pessoas ligadas ao Grupo Fit –antiga Refit, dono da então refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro. A operação investiga suspeitas de sonegação fiscal, fraude estruturada e ocultação de patrimônio que, segundo autoridades, podem ter causado prejuízo superior a R$ 26 bilhões aos cofres públicos.

O grupo, chefiado pelo empresário Ricardo Magro, é considerado o maior devedor de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) do Estado de São Paulo e um dos maiores da União.

A operação envolve mais de 600 agentes públicos e é uma ação conjunta do CIRA/SP (Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de São Paulo) com a Receita Federal, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, além das polícias Civil e Militar. 

O CIRA/SP é coordenado pelo governo paulista e é composto pela Sefaz/SP, Procuradoria-Geral do Estado e MP-SP. A ação também contou com apoio de comitês interinstitucionais de outros Estados e de grupos especiais de combate ao crime organizado.

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