O vereador Jair Renan Bolsonaro (PL-SC) afirmou nesta 5ª feira (27.nov.2025) que “tentou levantar o ânimo” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante visita à Superintendência Regional da Polícia Federal, em Brasília. Segundo ele, Bolsonaro “estava muito fragilizado” e passou a noite com “crise de soluço”. Renan chegou às 9h13 e deixou a PF às 11h40.
O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe desde a 3ª feira (25.nov), depois de o STF declarar o trânsito em julgado da condenação. Ele já estava detido desde sábado (22.nov), quando teve prisão preventiva decretada após tentar violar a tornozeleira eletrônica.
Ao relatar o encontro, Renan disse que o pai está abatido. “Está muito triste com tudo que está acontecendo. Um crime que não houve, não existiu. Meu pai nem estava aqui. Ele tá fragilizado, gente”, afirmou a jornalistas.
Renan afirmou que tentou confortar o pai durante a visita. “Tentei tirar um sorriso dele. Muito difícil, tá se sentindo injustiçado”, disse. “Ontem prenderam o Heleno, um senhor de idade com Alzheimer”, destacou.
Ele contou que conversou sobre assuntos leves para distraí-lo: “Conversei bastante sobre futebol”.
Disse ainda ter levado livros para Bolsonaro ler. “Trouxe alguns livros pra ele ler, tá ok?”. Questionado sobre os títulos, respondeu: “Trouxe um caça-palavra pra ele”.
Ao ser questionado sobre anistia, afirmou: “Isso quem tá tratando é o Flávio Bolsonaro (PL) [senador]. Ele é o porta-voz da família”. Em seguida, pediu para evitar temas políticos: “Sem política, gente. Só um filho que foi visitar o pai, tá ok?”.
O filho do ex-presidente disse ter encontrado a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), que também estava autorizada a visitar o ex-chefe do Executivo, ao sair da PF. “Ela veio trazer o almoço do pai”, declarou.
A visita terminou depois das 11h30 –o tempo limite do encontro era até às 11h. Jair Renan disse ter permanecido no prédio acompanhando o advogado do pai. “Se quiser pode puxar as câmeras. Estou sentado ali na entrada da Polícia Federal”, afirmou.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou em 25 de fevereiro de 2025 o início do cumprimento das penas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de 6 aliados condenados por tentativa de golpe de Estado.
A ordem veio depois do encerramento do processo, por não haver mais possibilidade de recursos. Trata-se do chamado núcleo 1. Foram condenados em 11 de setembro pela 1ª Turma do STF. Votaram pela condenação do ex-presidente e dos outros 7 réus: Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
Eis os locais de cumprimento de pena dos condenados:


