O STF (Supremo Tribunal Federal) divulgou nesta 5ª feira (27.nov.2025) um vídeo da cela do ex-ministro da Justiça Anderson Torres no presídio da Papuda, em Brasília. A unidade tem 54 metros quadrados e conta com quarto, banheiro, lavanderia, cozinha, sala e área externa de 10,07 metros quadrados.
O espaço destinado a Torres é 4,5 vezes maior do que a cela do ex-presidente Jair Bolsonaro na Superintendência da PF (Polícia Federal), que tem aproximadamente 12 metros quadrados.
Condenado a 24 anos de prisão por atuar em plano de golpe de Estado em favor de Bolsonaro, Torres está desde 3ª feira (25.nov.2025) na cela exclusiva, com água quente, armários, cama de casal e TV. O ex-ministro também terá acesso a uma área externa exclusiva para praticar exercícios físicos, sem controle de horário.
Assista ao vídeo (1min3s):
O ex-ministro da Justiça é o único integrante do núcleo 1 a cumprir sua pena na Papuda. Conforme determinação do ministro Alexandre de Moraes, Bolsonaro continuará na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde já estava preso preventivamente desde sábado (22.nov).
Segundo as informações do STF, Torres terá por perto postos de saúde com 2 médicos clínicos, 3 enfermeiros, 2 dentistas, 1 assistente social, 2 psicólogos, 1 fisioterapeuta, 3 técnicos de enfermagem, 1 psiquiatra e 1 farmacêutico. Serão oferecidas 5 refeições ao dia como: café da manhã, almoço, lanche, jantar e ceia.
A unidade fica localizada no núcleo de custódia da Polícia Militar do Distrito Federal, em uma área conhecida como Papudinha, no Complexo Penitenciário da Papuda.
O ministro Alexandre de Moraes determinou nesta 3ª feira (25.nov.2025) o início do cumprimento das penas de de aliados condenados por tentativa de golpe de Estado.
A ordem veio depois do encerramento do processo, por não haver mais possibilidade de recursos. Trata-se do chamado “núcleo 1” do julgamento, que teve sua sentença divulgada em 11 de setembro. Outros núcleos ainda recorrem ou esperam um veredicto.
Eis os locais de cumprimento de pena dos condenados:
Moraes também determinou a perda do mandato de Alexandre Ramagem e a sua inclusão no banco de foragidos da Justiça.


