TikTok Shop, em São Paulo Divulgação Unir entretenimento e comércio para impulsionar o e-commerce no Brasil já é uma estratégia observada de perto por grandes marcas. Um exemplo é o YouTube, que anunciou o YouTube Shopping, recurso que permite compras online diretamente pela televisão. Seguindo essa tendência, o TikTok também passou a investir no novo formato no país com o TikTok Shop, lançado em 2025. Segundo a empresa, a proposta é transformar lives e interações entre usuários em uma vitrine para o varejo digital brasileiro, favorecendo principalmente pequenos e médios empreendedores. De acordo com dados divulgados pelo próprio TikTok, o formato tem se consolidado no país com bons resultados. Entre maio, mês de lançamento, e setembro, a receita média diária de vendas na plataforma cresceu 26 vezes. A plataforma também aponta para uma rápida adoção do modelo por marcas e criadores de conteúdo. Nos quatro primeiros meses de operação, o engajamento com o TikTok Shop aumentou significativamente, com um crescimento de 12 vezes no número de criadores que realizam vendas mensais. Segundo a empresa, esse movimento reforça o papel do TikTok como um novo canal de monetização. O número de lojistas e marcas que vendem ativamente pelo TikTok Shop também cresceu. No mesmo período, houve um aumento de 11 vezes no volume de vendedores com vendas mensais. O desempenho na prática Passando do panorama numérico para a prática, as experiências dos comerciantes no TikTok Shop são diversas. Embora existam desafios, especialmente na transição do comércio físico para o digital, como no caso de Margaret, a Maga dos Anéis, os resultados, em geral, têm sido positivos. A empreendedora de 65 anos, conhecida como Maga, vende joias e semijoias na plataforma desde o início do projeto no Brasil. Acostumada à dinâmica do Instagram, onde já fazia lives e interagia com seus seguidores, ela afirma ter procurado o TikTok para ampliar suas vendas. Mesmo enfrentando dificuldades iniciais com a tecnologia, Maga lembra que, logo na primeira live, vendeu 137 pedidos. “Eu não estava preparada para aquilo. Eu não sabia como funcionava o fluxo de trabalho no TikTok porque, pra mim, era tudo novidade”, afirma. Foi nesse momento que ela se deparou com um novo desafio: as burocracias da plataforma. A empreendedora não sabia, por exemplo, que era necessário ter um certificado digital para realizar vendas, já que o documento é obrigatório para a emissão de notas fiscais dentro do TikTok Shop. “Eu morava há seis anos num motorhome e cuidava do pequeno negócio que eu tinha com as vendas. De repente, tinha 137 caixas dentro dele e nenhum certificado digital”, lembra. “E eu também não sabia que tinha apenas três dias para despachar o produto após a compra do cliente”. Mesmo com esses entraves, Maga percebeu que a constância nas transmissões e a insistência nas lives diárias aumentavam seu engajamento e, consequentemente, atraíam mais usuários ao seu perfil. À medida que se dedicava exclusivamente ao novo negócio digital, ela foi se adaptando às regras da plataforma e passou a “enxergar o TikTok como uma profissão em tempo integral”. Com o aumento das vendas, a empreendedora precisou se reorganizar. O crescimento rápido exigiu a profissionalização completa de sua operação: ela alugou uma casa, deixou o motorhome em segundo plano, montou um escritório físico, investiu em equipamentos para transmissões ao vivo, passou a dominar processos de venda e manteve presença diária nas lives. Segundo o TikTok, em aproximadamente três meses de operação, Maga faturou cerca de R$ 205 mil em receita bruta, com 4.636 itens vendidos e ticket médio entre R$ 70 e R$ 80. No período, realizou mais de 60 transmissões ao vivo, somando 230 horas de live. O sucesso a levou a deixar o MEI, contratar um contador, emitir notas fiscais para todas as 2.004 caixas enviadas e organizar o próprio estoque. Hoje, ela afirma que a diferença está no alcance. “O Instagram entrega live só pra quem já te segue. O TikTok mostra para todo mundo”, explica. Mesmo com a experiência acumulada nesses meses, Maga reconhece que a competição aumentou. “Agora quem tem mais estrutura aparece mais, e isso faz parte do mundo corporativo. Mas a plataforma existe para todo mundo”, defende. Uma oportunidade também para empresas consolidada no mercado Assim como a Maga dos Anéis, a loja de produtos para casa Amar Enxoval também expandiu seus negócios com o auxílio do TikTok Shop. Ariel, um dos sócios da marca, criada em Ibitinga, interior de São Paulo, conta que ele e sua parceira começaram a investir em vendas em dezembro de 2024, já com foco no e-commerce. Ariel lembra que, ao iniciar as lives no TikTok neste ano, a loja já utilizava outras plataformas de vendas, como a Shopee. Mas o impacto foi imediato, conta. “O TikTok foi a virada. A gente vendia 400, 500 pedidos por dia e, de repente, virou 1500, 2000”. Logo nas primeiras transmissões e na inclusão dos produtos na plataforma, a demanda cresceu a ponto de o estoque não dar conta. “O que comprávamos chegava e já saía. Não dava tempo de parar. Era das 5h da manhã às 10h da noite”. Assim como aconteceu com Maga, a Amar Enxoval precisou se reestruturar. Ariel conta que foi necessário buscar um espaço físico maior, que não fosse a própria casa, para administrar o negócio e armazenar lençóis e artigos de homecare. Ele também destaca que precisou adotar uma rotina mais profissional, se dedicar exclusivamente às lives e mergulhar no funcionamento do TikTok Shop. Atualmente, 80% das vendas da loja vêm da plataforma, segundo o empreendedor. Quanto aos valores, não foram revelados. Além disso, Ariel destacou que a interface do TikTok facilitou a adaptação. “É tudo muito simples: montar anúncio, ver influenciadores, acompanhar os resultados.” Mesmo assim, ele acredita que ter experiência prévia no e-commerce ajudou bastante no processo. “Se eu tivesse começando hoje, talvez fosse difícil, mas pra gente foi natural”. O algoritmo como chave de ouro? Com resultados parecidos, Maga e Ariel concordam que o algoritmo do TikTok favorece quem mantém uma presença constante, ampliando o alcance dos perfis. Para os dois, a plataforma facilita o acesso a novos públicos, recompensa quem investe em lives frequentes e permite que produtos comuns ganhem visibilidade instantânea. A lógica, porém, exige disciplina: lives longas, constância diária, atenção às regras e compreensão da dinâmica da plataforma. “Se eu chego e o povo tá dormindo, eu digo: eu também vou dormir”, brinca Maga. Apesar disso, admite o peso da rotina, chegando a planejar transmissões de até 12 horas. Ariel também conta que sentiu a exaustão do ritmo, que só se estabilizou quando a equipe aumentou. Em ambos os casos, a profissionalização foi inevitável. Além disso, os dois comerciantes destacam a importância de atuar simultaneamente no Instagram e no TikTok. Enquanto o Instagram funciona melhor para anúncios, o TikTok concentra as lives. Juntas, as plataformas potencializam as vendas e ajudam a ampliar o público. Mais Lidas TikTok Shop, em São Paulo Divulgação Unir entretenimento e comércio para impulsionar o e-commerce no Brasil já é uma estratégia observada de perto por grandes marcas. Um exemplo é o YouTube, que anunciou o YouTube Shopping, recurso que permite compras online diretamente pela televisão. Seguindo essa tendência, o TikTok também passou a investir no novo formato no país com o TikTok Shop, lançado em 2025. Segundo a empresa, a proposta é transformar lives e interações entre usuários em uma vitrine para o varejo digital brasileiro, favorecendo principalmente pequenos e médios empreendedores. De acordo com dados divulgados pelo próprio TikTok, o formato tem se consolidado no país com bons resultados. Entre maio, mês de lançamento, e setembro, a receita média diária de vendas na plataforma cresceu 26 vezes. A plataforma também aponta para uma rápida adoção do modelo por marcas e criadores de conteúdo. Nos quatro primeiros meses de operação, o engajamento com o TikTok Shop aumentou significativamente, com um crescimento de 12 vezes no número de criadores que realizam vendas mensais. Segundo a empresa, esse movimento reforça o papel do TikTok como um novo canal de monetização. O número de lojistas e marcas que vendem ativamente pelo TikTok Shop também cresceu. No mesmo período, houve um aumento de 11 vezes no volume de vendedores com vendas mensais. O desempenho na prática Passando do panorama numérico para a prática, as experiências dos comerciantes no TikTok Shop são diversas. Embora existam desafios, especialmente na transição do comércio físico para o digital, como no caso de Margaret, a Maga dos Anéis, os resultados, em geral, têm sido positivos. A empreendedora de 65 anos, conhecida como Maga, vende joias e semijoias na plataforma desde o início do projeto no Brasil. Acostumada à dinâmica do Instagram, onde já fazia lives e interagia com seus seguidores, ela afirma ter procurado o TikTok para ampliar suas vendas. Mesmo enfrentando dificuldades iniciais com a tecnologia, Maga lembra que, logo na primeira live, vendeu 137 pedidos. “Eu não estava preparada para aquilo. Eu não sabia como funcionava o fluxo de trabalho no TikTok porque, pra mim, era tudo novidade”, afirma. Foi nesse momento que ela se deparou com um novo desafio: as burocracias da plataforma. A empreendedora não sabia, por exemplo, que era necessário ter um certificado digital para realizar vendas, já que o documento é obrigatório para a emissão de notas fiscais dentro do TikTok Shop. “Eu morava há seis anos num motorhome e cuidava do pequeno negócio que eu tinha com as vendas. De repente, tinha 137 caixas dentro dele e nenhum certificado digital”, lembra. “E eu também não sabia que tinha apenas três dias para despachar o produto após a compra do cliente”. Mesmo com esses entraves, Maga percebeu que a constância nas transmissões e a insistência nas lives diárias aumentavam seu engajamento e, consequentemente, atraíam mais usuários ao seu perfil. À medida que se dedicava exclusivamente ao novo negócio digital, ela foi se adaptando às regras da plataforma e passou a “enxergar o TikTok como uma profissão em tempo integral”. Com o aumento das vendas, a empreendedora precisou se reorganizar. O crescimento rápido exigiu a profissionalização completa de sua operação: ela alugou uma casa, deixou o motorhome em segundo plano, montou um escritório físico, investiu em equipamentos para transmissões ao vivo, passou a dominar processos de venda e manteve presença diária nas lives. Segundo o TikTok, em aproximadamente três meses de operação, Maga faturou cerca de R$ 205 mil em receita bruta, com 4.636 itens vendidos e ticket médio entre R$ 70 e R$ 80. No período, realizou mais de 60 transmissões ao vivo, somando 230 horas de live. O sucesso a levou a deixar o MEI, contratar um contador, emitir notas fiscais para todas as 2.004 caixas enviadas e organizar o próprio estoque. Hoje, ela afirma que a diferença está no alcance. “O Instagram entrega live só pra quem já te segue. O TikTok mostra para todo mundo”, explica. Mesmo com a experiência acumulada nesses meses, Maga reconhece que a competição aumentou. “Agora quem tem mais estrutura aparece mais, e isso faz parte do mundo corporativo. Mas a plataforma existe para todo mundo”, defende. Uma oportunidade também para empresas consolidada no mercado Assim como a Maga dos Anéis, a loja de produtos para casa Amar Enxoval também expandiu seus negócios com o auxílio do TikTok Shop. Ariel, um dos sócios da marca, criada em Ibitinga, interior de São Paulo, conta que ele e sua parceira começaram a investir em vendas em dezembro de 2024, já com foco no e-commerce. Ariel lembra que, ao iniciar as lives no TikTok neste ano, a loja já utilizava outras plataformas de vendas, como a Shopee. Mas o impacto foi imediato, conta. “O TikTok foi a virada. A gente vendia 400, 500 pedidos por dia e, de repente, virou 1500, 2000”. Logo nas primeiras transmissões e na inclusão dos produtos na plataforma, a demanda cresceu a ponto de o estoque não dar conta. “O que comprávamos chegava e já saía. Não dava tempo de parar. Era das 5h da manhã às 10h da noite”. Assim como aconteceu com Maga, a Amar Enxoval precisou se reestruturar. Ariel conta que foi necessário buscar um espaço físico maior, que não fosse a própria casa, para administrar o negócio e armazenar lençóis e artigos de homecare. Ele também destaca que precisou adotar uma rotina mais profissional, se dedicar exclusivamente às lives e mergulhar no funcionamento do TikTok Shop. Atualmente, 80% das vendas da loja vêm da plataforma, segundo o empreendedor. Quanto aos valores, não foram revelados. Além disso, Ariel destacou que a interface do TikTok facilitou a adaptação. “É tudo muito simples: montar anúncio, ver influenciadores, acompanhar os resultados.” Mesmo assim, ele acredita que ter experiência prévia no e-commerce ajudou bastante no processo. “Se eu tivesse começando hoje, talvez fosse difícil, mas pra gente foi natural”. O algoritmo como chave de ouro? Com resultados parecidos, Maga e Ariel concordam que o algoritmo do TikTok favorece quem mantém uma presença constante, ampliando o alcance dos perfis. Para os dois, a plataforma facilita o acesso a novos públicos, recompensa quem investe em lives frequentes e permite que produtos comuns ganhem visibilidade instantânea. A lógica, porém, exige disciplina: lives longas, constância diária, atenção às regras e compreensão da dinâmica da plataforma. “Se eu chego e o povo tá dormindo, eu digo: eu também vou dormir”, brinca Maga. Apesar disso, admite o peso da rotina, chegando a planejar transmissões de até 12 horas. Ariel também conta que sentiu a exaustão do ritmo, que só se estabilizou quando a equipe aumentou. Em ambos os casos, a profissionalização foi inevitável. Além disso, os dois comerciantes destacam a importância de atuar simultaneamente no Instagram e no TikTok. Enquanto o Instagram funciona melhor para anúncios, o TikTok concentra as lives. Juntas, as plataformas potencializam as vendas e ajudam a ampliar o público. Mais Lidas
TikTok Shop: como o entretenimento também pode ser usado como uma ferramenta de e-commerce
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TikTok Shop, em São Paulo — Foto: Divulgação
Unir entretenimento e comércio para impulsionar o e-commerce no Brasil já é uma estratégia observada de perto por grandes marcas. Um exemplo é o YouTube, que anunciou o YouTube Shopping, recurso que permite compras online diretamente pela televisão. Seguindo essa tendência, o TikTok também passou a investir no novo formato no país com o TikTok Shop, lançado em 2025. Segundo a empresa, a proposta é transformar lives e interações entre usuários em uma vitrine para o varejo digital brasileiro, favorecendo principalmente pequenos e médios empreendedores.
De acordo com dados divulgados pelo próprio TikTok, o formato tem se consolidado no país com bons resultados. Entre maio, mês de lançamento, e setembro, a receita média diária de vendas na plataforma cresceu 26 vezes.
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A plataforma também aponta para uma rápida adoção do modelo por marcas e criadores de conteúdo. Nos quatro primeiros meses de operação, o engajamento com o TikTok Shop aumentou significativamente, com um crescimento de 12 vezes no número de criadores que realizam vendas mensais. Segundo a empresa, esse movimento reforça o papel do TikTok como um novo canal de monetização.
O número de lojistas e marcas que vendem ativamente pelo TikTok Shop também cresceu. No mesmo período, houve um aumento de 11 vezes no volume de vendedores com vendas mensais.
O desempenho na prática
Passando do panorama numérico para a prática, as experiências dos comerciantes no TikTok Shop são diversas. Embora existam desafios, especialmente na transição do comércio físico para o digital, como no caso de Margaret, a Maga dos Anéis, os resultados, em geral, têm sido positivos.
A empreendedora de 65 anos, conhecida como Maga, vende joias e semijoias na plataforma desde o início do projeto no Brasil. Acostumada à dinâmica do Instagram, onde já fazia lives e interagia com seus seguidores, ela afirma ter procurado o TikTok para ampliar suas vendas.
Mesmo enfrentando dificuldades iniciais com a tecnologia, Maga lembra que, logo na primeira live, vendeu 137 pedidos. “Eu não estava preparada para aquilo. Eu não sabia como funcionava o fluxo de trabalho no TikTok porque, pra mim, era tudo novidade”, afirma. Foi nesse momento que ela se deparou com um novo desafio: as burocracias da plataforma.
A empreendedora não sabia, por exemplo, que era necessário ter um certificado digital para realizar vendas, já que o documento é obrigatório para a emissão de notas fiscais dentro do TikTok Shop. “Eu morava há seis anos num motorhome e cuidava do pequeno negócio que eu tinha com as vendas. De repente, tinha 137 caixas dentro dele e nenhum certificado digital”, lembra. “E eu também não sabia que tinha apenas três dias para despachar o produto após a compra do cliente”.
Mesmo com esses entraves, Maga percebeu que a constância nas transmissões e a insistência nas lives diárias aumentavam seu engajamento e, consequentemente, atraíam mais usuários ao seu perfil. À medida que se dedicava exclusivamente ao novo negócio digital, ela foi se adaptando às regras da plataforma e passou a “enxergar o TikTok como uma profissão em tempo integral”.
Com o aumento das vendas, a empreendedora precisou se reorganizar. O crescimento rápido exigiu a profissionalização completa de sua operação: ela alugou uma casa, deixou o motorhome em segundo plano, montou um escritório físico, investiu em equipamentos para transmissões ao vivo, passou a dominar processos de venda e manteve presença diária nas lives.
Segundo o TikTok, em aproximadamente três meses de operação, Maga faturou cerca de R$ 205 mil em receita bruta, com 4.636 itens vendidos e ticket médio entre R$ 70 e R$ 80. No período, realizou mais de 60 transmissões ao vivo, somando 230 horas de live. O sucesso a levou a deixar o MEI, contratar um contador, emitir notas fiscais para todas as 2.004 caixas enviadas e organizar o próprio estoque.
Hoje, ela afirma que a diferença está no alcance. “O Instagram entrega live só pra quem já te segue. O TikTok mostra para todo mundo”, explica.
Mesmo com a experiência acumulada nesses meses, Maga reconhece que a competição aumentou. “Agora quem tem mais estrutura aparece mais, e isso faz parte do mundo corporativo. Mas a plataforma existe para todo mundo”, defende.
Uma oportunidade também para empresas consolidada no mercado
Assim como a Maga dos Anéis, a loja de produtos para casa Amar Enxoval também expandiu seus negócios com o auxílio do TikTok Shop. Ariel, um dos sócios da marca, criada em Ibitinga, interior de São Paulo, conta que ele e sua parceira começaram a investir em vendas em dezembro de 2024, já com foco no e-commerce.
Ariel lembra que, ao iniciar as lives no TikTok neste ano, a loja já utilizava outras plataformas de vendas, como a Shopee. Mas o impacto foi imediato, conta.
“O TikTok foi a virada. A gente vendia 400, 500 pedidos por dia e, de repente, virou 1500, 2000”.
Logo nas primeiras transmissões e na inclusão dos produtos na plataforma, a demanda cresceu a ponto de o estoque não dar conta. “O que comprávamos chegava e já saía. Não dava tempo de parar. Era das 5h da manhã às 10h da noite”.
Assim como aconteceu com Maga, a Amar Enxoval precisou se reestruturar. Ariel conta que foi necessário buscar um espaço físico maior, que não fosse a própria casa, para administrar o negócio e armazenar lençóis e artigos de homecare. Ele também destaca que precisou adotar uma rotina mais profissional, se dedicar exclusivamente às lives e mergulhar no funcionamento do TikTok Shop.
Atualmente, 80% das vendas da loja vêm da plataforma, segundo o empreendedor. Quanto aos valores, não foram revelados.
Além disso, Ariel destacou que a interface do TikTok facilitou a adaptação. “É tudo muito simples: montar anúncio, ver influenciadores, acompanhar os resultados.” Mesmo assim, ele acredita que ter experiência prévia no e-commerce ajudou bastante no processo. “Se eu tivesse começando hoje, talvez fosse difícil, mas pra gente foi natural”.
O algoritmo como chave de ouro?
Com resultados parecidos, Maga e Ariel concordam que o algoritmo do TikTok favorece quem mantém uma presença constante, ampliando o alcance dos perfis. Para os dois, a plataforma facilita o acesso a novos públicos, recompensa quem investe em lives frequentes e permite que produtos comuns ganhem visibilidade instantânea.
A lógica, porém, exige disciplina: lives longas, constância diária, atenção às regras e compreensão da dinâmica da plataforma. “Se eu chego e o povo tá dormindo, eu digo: eu também vou dormir”, brinca Maga. Apesar disso, admite o peso da rotina, chegando a planejar transmissões de até 12 horas.
Ariel também conta que sentiu a exaustão do ritmo, que só se estabilizou quando a equipe aumentou. Em ambos os casos, a profissionalização foi inevitável.
Além disso, os dois comerciantes destacam a importância de atuar simultaneamente no Instagram e no TikTok. Enquanto o Instagram funciona melhor para anúncios, o TikTok concentra as lives. Juntas, as plataformas potencializam as vendas e ajudam a ampliar o público.
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