Proposta aprovada pelo Conselho de Administração da empresa ainda precisa do aval da Secretaria do TesouroProposta aprovada pelo Conselho de Administração da empresa ainda precisa do aval da Secretaria do Tesouro

Correios aprovam empréstimo de R$ 20 bi para socorrer estatal

2025/11/30 08:44
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O Conselho de Administração dos Correios aprovou neste sábado (29.nov.2025) a contratação de um empréstimo de R$ 20 bilhões com a garantia da União para socorrer a empresa. A proposta aprovada foi apresentada por 5 bancos: ABC Brasil, Banco do Brasil, BTG Pactual, Citibank e Safra. A Secretaria do Tesouro, ligada ao Ministério da Fazenda, precisa dar aval à operação. As informações são da Folha de S.Paulo.

A reunião do conselho foi realizada 1 dias após a estatal informar que o prejuízo acumulado de janeiro a setembro de 2025 é de R$ 6,1 bilhões. É quase 3 vezes maior que o apresentado no mesmo período de 2024 (perda de R$ 2,1 bilhões). A empresa divulgou as demonstrações contábeis do 3º trimestre nesta 6ª feira (28.nov.2025). Leia a íntegra (PDF – 1 MB).

No 1º semestre, o prejuízo foi de R$ 4,4 bilhões. Ao considerar apenas o 3º trimestre, as perdas foram de R$ 1,7 bilhão.

O resultado financeiro inclui os números contábeis, como receitas, custos, ativos e passivos. Difere, portanto, do resultado primário, que leva em conta as receitas menos as despesas.

As receitas atingiram R$ 12,35 bilhões de janeiro a setembro. Houve um recuo de 12,7% na comparação com o mesmo período de 2024, quando totalizaram R$ 14,15 bilhões.

Os custos com produtos vendidos e serviços atingiram R$ 11,69 bilhões no acumulado de 2025. É 1,3% menor do que os R$ 11,85 bilhões registrados de janeiro a setembro de 2024.

Já as despesas gerais e administrativas saltaram de R$ 3,14 bilhões de janeiro a setembro de 2024 para R$ 4,82 bilhões no mesmo período deste ano. Trata-se de uma alta de 53,5%.

No balanço, os Correios afirmam que o aumento de despesa “decorre principalmente do crescimento no número de decisões judiciais definitivas, de natureza trabalhista, com desfecho desfavorável” à empresa.

IMPACTO NAS CONTAS PÚBLICAS

A expectativa para os Correios é de um deficit primário de R$ 5,8 bilhões em 2025, segundo o governo. No relatório bimestral anterior, a projeção era de saldo negativo de R$ 2,4 bilhões. Os 2 números, contudo, sintetizam a situação financeira da estatal.

O secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, disse na 2ª feira (24.nov) que o deficit apresentado pelos Correios “causa um impacto negativo” nas contas do governo no 5º bimestre de 2025. Durigan classificou o resultado primário da empresa pública como “muito ruim”.

O número 2 da Fazenda afirmou reconhecer uma “situação grave” na estatal e disse que mantém conversas com o presidente dos Correios, Emmanoel Schmidt Rondon, sobre o plano de reestruturação.

“O que eu tenho pedido pessoalmente ao presidente Emmanoel é que apresente um bom plano de reestruturação do Correios. O plano que está em curso está sendo apresentado na governança dos Correios e deve ser ousado e, ao mesmo tempo, muito cuidadoso para que a gente tenha uma operação desenhada que se pague e possa melhorar a situação dos Correios”, disse a jornalistas.

RISCO MAIOR EM 2026

Durigan afirmou haver chance de maior contingenciamento em 2026 por causa da saúde financeira dos Correios: “A gente ainda não tem um número fechado, mas existe um risco de ser ainda maior do que a gente está vendo neste ano”.

Em 2025, a equipe econômica espera um deficit primário de R$ 9,2 bilhões para as estatais federais. Está acima da meta deste ano, de saldo negativo de R$ 6,2 bilhões. O resultado se dá depois da dedução das despesas com investimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

“Não fossem os Correios, e com a receita administrada em linha com os desbloqueios, frutos da revisão de gastos, a gente poderia estar num cenário um pouco melhor”, acrescentou Durigan.

Em setembro, Dario Durigan havia dito que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “não vê com bons olhos” aporte do Tesouro Nacional aos Correios para cobrir prejuízos da empresa.

SEM PRIVATIZAÇÃO

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, descartou na 4ª feira (26.nov) a possibilidade de privatizar os Correios. “Não vejo um debate dentro do governo sobre privatizar”, disse em entrevista ao canal de notícias GloboNews.

Haddad afirmou que qualquer apoio do Tesouro à estatal dependerá do plano de reestruturação em curso na empresa, que enfrenta 12 trimestres de prejuízo. Um dos itens do plano de reestruturação é um empréstimo de R$ 20 bilhões com um consórcio de bancos.

META FISCAL

Na 6ª feira (21.nov), o governo Lula revisou a projeção de deficit nas contas públicas para R$ 34,3 bilhões em 2025. A estimativa anterior era de saldo negativo de R$ 30,2 bilhões.

A meta deste ano é zerar o deficit. Porém, o arcabouço fiscal determina um intervalo de tolerância de saldo negativo de até 0,25% do PIB (Produto Interno Bruto) para o saldo primário. Isso permite que o governo gaste até R$ 31 bilhões a mais do que arrecada neste ano para cumprir o objetivo.

Os dados foram publicados no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas do 5º bimestre, elaborado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento em conjunto com o Ministério da Fazenda. Leia a íntegra (PDF – 2 MB).


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