A Natura e a Siemens se uniram em uma iniciativa inédita que visa digitalizar processos industriais em ambientes rurais amazônicos, ainda marcados por práticas analógicas. Por meio do Projeto Moiru (palavra em tupi que significa 'ajuda mútua'), as empresas mostram como a tecnologia pode ser uma aliada da bioeconomia, fortalecendo a produção local e a sustentabilidade na região amazônica. O ponto de partida foi a iniciativa Tech4Amazonia da Siemens, que busca cocriar soluções tecnológicas junto a atores locais da Amazônia, priorizando desafios reais identificados por meio de escuta ativa. A implementação pioneira do Moiru foi feita em 2024 na digitalização e automatização do processo de extração de óleos essenciais Cooperativa de Campo Limpo, em Santo Antônio do Tauá (PA), que fornece matéria-prima vegetal para a Natura desde 2003 por meio da associação Aprocamp. Cooperativa de Campo Limpo, em Santo Antônio do Tauá (PA), fornece matéria-prima vegetal para a Natura desde 2003 Divulgação Segundo explica Romulo Zamberlan, diretor de Pesquisa Avançada na Natura, a cooperativa enfrentava desafios típicos de processos produtivos analógicos em contextos rurais amazônicos: alta dependência da intervenção manual dos operadores, baixa adaptabilidade para otimização dos resultados e consumo moderado de energia e água durante a extração dos óleos essenciais. "A ausência de instrumentos de controle e de coleta de dados dificultava o monitoramento da eficiência produtiva e a calibração precisa dos equipamentos, limitando o ganho de produtividade dos óleos essenciais", conta. Romulo Zamberlan, diretor de Pesquisa Avançada na Natura Divulgação A comunidade precisava de mais previsibilidade e eficiência para tornar essa operação sustentável e escalável. Foi aí que a digitalização se mostrou como melhor alternativa para dar instrumentos que garantissem a qualidade da extração dos óleos e reduzissem os desperdícios, fortalecendo a autonomia produtiva da cooperativa. Gêmeo digital para maior precisão e eficiência A partir da escuta ativa dos desafios enfrentados pelas cooperativas, a Siemens desenvolveu um gêmeo digital, espécie de versão virtual, da dorna de extração (um grande recipiente usado na extração de óleos essenciais, onde as plantas são aquecidas com vapor para liberar seus compostos aromáticos). A tecnologia foi criada a partir de modelagem fluidodinâmica (CFD) e conectada ao equipamento físico por meio de sensores e sistemas de automação. "Essa integração permite simular, monitorar e ajustar variáveis críticas – como pressão, temperatura e fluxo – em tempo real, garantindo maior precisão, eficiência e segurança no processo", afirma José Borges Frias Jr, Head de Inovação Estratégica da Siemens. José Borges Frias Jr, Head de Inovação Estratégica da Siemens Divulgação Os dados gerados e coletados em tempo real serão integrados e trabalhados pelos cientistas da Natura, já apoiados por inteligência artificial e aplicado no aprimoramento de processos atuais e desenvolvimento de novos bioingredientes gerando um modelo replicável para diversas agroindústrias parceiras. Os resultados iniciais da prova de conceito (PoC) indicam um potencial de reduzir em torno de 50% a pressão operacional da caldeira usada na extração do óleo essencial — o que possibilitará uma economia expressiva no consumo de energia. Como a pressão de vapor é menor, também é possível reduzir o consumo de água no processo de resfriamento. "Esses ganhos ainda estão sendo medidos de forma estruturada para estabelecer indicadores comparativos robustos. O que já é evidente, no entanto, é o potencial da solução para melhorar o processo de extração, reduzir desperdícios de água e energia e ampliar a previsibilidade produtiva", completa o executivo. Banner da série Inovação de Resultado (Novo) Clayton Rodrigues Mais Lidas A Natura e a Siemens se uniram em uma iniciativa inédita que visa digitalizar processos industriais em ambientes rurais amazônicos, ainda marcados por práticas analógicas. Por meio do Projeto Moiru (palavra em tupi que significa 'ajuda mútua'), as empresas mostram como a tecnologia pode ser uma aliada da bioeconomia, fortalecendo a produção local e a sustentabilidade na região amazônica. O ponto de partida foi a iniciativa Tech4Amazonia da Siemens, que busca cocriar soluções tecnológicas junto a atores locais da Amazônia, priorizando desafios reais identificados por meio de escuta ativa. A implementação pioneira do Moiru foi feita em 2024 na digitalização e automatização do processo de extração de óleos essenciais Cooperativa de Campo Limpo, em Santo Antônio do Tauá (PA), que fornece matéria-prima vegetal para a Natura desde 2003 por meio da associação Aprocamp. Cooperativa de Campo Limpo, em Santo Antônio do Tauá (PA), fornece matéria-prima vegetal para a Natura desde 2003 Divulgação Segundo explica Romulo Zamberlan, diretor de Pesquisa Avançada na Natura, a cooperativa enfrentava desafios típicos de processos produtivos analógicos em contextos rurais amazônicos: alta dependência da intervenção manual dos operadores, baixa adaptabilidade para otimização dos resultados e consumo moderado de energia e água durante a extração dos óleos essenciais. "A ausência de instrumentos de controle e de coleta de dados dificultava o monitoramento da eficiência produtiva e a calibração precisa dos equipamentos, limitando o ganho de produtividade dos óleos essenciais", conta. Romulo Zamberlan, diretor de Pesquisa Avançada na Natura Divulgação A comunidade precisava de mais previsibilidade e eficiência para tornar essa operação sustentável e escalável. Foi aí que a digitalização se mostrou como melhor alternativa para dar instrumentos que garantissem a qualidade da extração dos óleos e reduzissem os desperdícios, fortalecendo a autonomia produtiva da cooperativa. Gêmeo digital para maior precisão e eficiência A partir da escuta ativa dos desafios enfrentados pelas cooperativas, a Siemens desenvolveu um gêmeo digital, espécie de versão virtual, da dorna de extração (um grande recipiente usado na extração de óleos essenciais, onde as plantas são aquecidas com vapor para liberar seus compostos aromáticos). A tecnologia foi criada a partir de modelagem fluidodinâmica (CFD) e conectada ao equipamento físico por meio de sensores e sistemas de automação. "Essa integração permite simular, monitorar e ajustar variáveis críticas – como pressão, temperatura e fluxo – em tempo real, garantindo maior precisão, eficiência e segurança no processo", afirma José Borges Frias Jr, Head de Inovação Estratégica da Siemens. José Borges Frias Jr, Head de Inovação Estratégica da Siemens Divulgação Os dados gerados e coletados em tempo real serão integrados e trabalhados pelos cientistas da Natura, já apoiados por inteligência artificial e aplicado no aprimoramento de processos atuais e desenvolvimento de novos bioingredientes gerando um modelo replicável para diversas agroindústrias parceiras. Os resultados iniciais da prova de conceito (PoC) indicam um potencial de reduzir em torno de 50% a pressão operacional da caldeira usada na extração do óleo essencial — o que possibilitará uma economia expressiva no consumo de energia. Como a pressão de vapor é menor, também é possível reduzir o consumo de água no processo de resfriamento. "Esses ganhos ainda estão sendo medidos de forma estruturada para estabelecer indicadores comparativos robustos. O que já é evidente, no entanto, é o potencial da solução para melhorar o processo de extração, reduzir desperdícios de água e energia e ampliar a previsibilidade produtiva", completa o executivo. Banner da série Inovação de Resultado (Novo) Clayton Rodrigues Mais Lidas

Cooperativa paraense amplia eficiência na extração de óleos essenciais com projeto pioneiro da Natura e Siemens

2025/12/01 19:21
Leu 1 min
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Cooperativa paraense amplia eficiência na extração de óleos essenciais com projeto pioneiro da Natura e Siemens
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