PIX Parcelado é crédito. Isso significa juros e encargos, e essa deve ser a primeira lembrança do consumidor. A modalidade tem sido comparada ao cartão de crédito, mas há uma diferença importante: no Brasil, o parcelamento “sem juros” do cartão ainda é muito comum. As aspas existem porque, quando há desconto à vista (ou “no PIX”, para atualizar a linguagem), fica claro que o preço anterior já incluí os juros. Onde esse desconto não existe, o cartão tende a ser mais vantajoso do que o PIX Parcelado. Endividar-se com essa nova modalidade deve seguir o mesmo critério de qualquer outro empréstimo: avaliar seus objetivos, as taxas, a capacidade de pagamento e o prazo. O ponto dos objetivos é essencial. Diferente de modalidades como crediário ou consignado, o PIX Parcelado é oferecido no ato da compra, o que pode estimular o consumo por impulso. O viés de antecipar o consumo para obter satisfação imediata é comum e tem raízes evolutivas. A velocidade da vida moderna adiciona uma camada de ansiedade que muitas vezes buscamos aplacar com o consumo. Esse tipo de comportamento é comum, ainda que existam diferentes formas de lidar com ele. O que os estudos das últimas décadas apontam é que o mais efetivo é montar uma arquitetura que facilite decisões benéficas, ou mais refletidas. Muitas empresas já fazem isso pensando em benefício próprio: colocam os produtos nas prateleiras de maneira pensada, deixam certos botões mais visíveis em seus aplicativos, entre outros. Seria positivo para o consumidor se conseguisse estabelecer um contraponto. Outra questão que pode surgir com o PIX Parcelado é o excesso de pequenos parcelamentos. Contratar vários empréstimos simultâneos pode confundir a cabeça e dificultar ainda mais um controle que já é difícil no dia a dia. Pessoas nessa situação relatam enxergar as despesas do mês como uma surpresa, tornando-se reféns de boletos com os quais possuem pouca intimidade. Afasta-se, assim, dos próprios objetivos e preferências, que podem envolver realizações futuras ou até outras despesas no mesmo mês, porém que tragam mais bem-estar. Quanto aos juros, o ideal é avaliar o Custo Efetivo Total, que contempla quaisquer outros encargos que venham a ser cobrados. Como o PIX Parcelado é oferecido na boca do caixa, a tendência é que seja mais caro do que modalidades como o crediário tradicional ou empréstimos com garantia. Por isso, antes de realizar a compra, o ideal é comparar as fontes de crédito que tem disponível. Além disso, atenção às multas, prazo e ao seu espaço para pagamento. É aí que o planejamento financeiro faz a diferença. Mapear entradas, gastos fixos e variáveis, saldo de dívidas e investimentos pode ser desconfortável, mas evita frustrações maiores. Somos feitos de muitos desejos, subjetividades e conflitos internos. Planejar não significa sufocá-los, mas reconhecê-los e trazer materialidade para as escolhas. Esse exercício, feito de tempos em tempos, tende a permitir uma vida melhor, respeitando seu perfil e suas características. O PIX Parcelado entra nesse contexto como mais um instrumento. O mais importante é que o consumidor seja sujeito e protagonista das suas escolhas e não o contrário. Jaques Cohen é planejador financeiro pessoal e possui a certificação CFP® (Certified Financial Planner), concedida pela Planejar - Associação Brasileira de Planejamento Financeiro. E-mail: projetos@naturezaeconomica.com.br Mais Lidas PIX Parcelado é crédito. Isso significa juros e encargos, e essa deve ser a primeira lembrança do consumidor. A modalidade tem sido comparada ao cartão de crédito, mas há uma diferença importante: no Brasil, o parcelamento “sem juros” do cartão ainda é muito comum. As aspas existem porque, quando há desconto à vista (ou “no PIX”, para atualizar a linguagem), fica claro que o preço anterior já incluí os juros. Onde esse desconto não existe, o cartão tende a ser mais vantajoso do que o PIX Parcelado. Endividar-se com essa nova modalidade deve seguir o mesmo critério de qualquer outro empréstimo: avaliar seus objetivos, as taxas, a capacidade de pagamento e o prazo. O ponto dos objetivos é essencial. Diferente de modalidades como crediário ou consignado, o PIX Parcelado é oferecido no ato da compra, o que pode estimular o consumo por impulso. O viés de antecipar o consumo para obter satisfação imediata é comum e tem raízes evolutivas. A velocidade da vida moderna adiciona uma camada de ansiedade que muitas vezes buscamos aplacar com o consumo. Esse tipo de comportamento é comum, ainda que existam diferentes formas de lidar com ele. O que os estudos das últimas décadas apontam é que o mais efetivo é montar uma arquitetura que facilite decisões benéficas, ou mais refletidas. Muitas empresas já fazem isso pensando em benefício próprio: colocam os produtos nas prateleiras de maneira pensada, deixam certos botões mais visíveis em seus aplicativos, entre outros. Seria positivo para o consumidor se conseguisse estabelecer um contraponto. Outra questão que pode surgir com o PIX Parcelado é o excesso de pequenos parcelamentos. Contratar vários empréstimos simultâneos pode confundir a cabeça e dificultar ainda mais um controle que já é difícil no dia a dia. Pessoas nessa situação relatam enxergar as despesas do mês como uma surpresa, tornando-se reféns de boletos com os quais possuem pouca intimidade. Afasta-se, assim, dos próprios objetivos e preferências, que podem envolver realizações futuras ou até outras despesas no mesmo mês, porém que tragam mais bem-estar. Quanto aos juros, o ideal é avaliar o Custo Efetivo Total, que contempla quaisquer outros encargos que venham a ser cobrados. Como o PIX Parcelado é oferecido na boca do caixa, a tendência é que seja mais caro do que modalidades como o crediário tradicional ou empréstimos com garantia. Por isso, antes de realizar a compra, o ideal é comparar as fontes de crédito que tem disponível. Além disso, atenção às multas, prazo e ao seu espaço para pagamento. É aí que o planejamento financeiro faz a diferença. Mapear entradas, gastos fixos e variáveis, saldo de dívidas e investimentos pode ser desconfortável, mas evita frustrações maiores. Somos feitos de muitos desejos, subjetividades e conflitos internos. Planejar não significa sufocá-los, mas reconhecê-los e trazer materialidade para as escolhas. Esse exercício, feito de tempos em tempos, tende a permitir uma vida melhor, respeitando seu perfil e suas características. O PIX Parcelado entra nesse contexto como mais um instrumento. O mais importante é que o consumidor seja sujeito e protagonista das suas escolhas e não o contrário. Jaques Cohen é planejador financeiro pessoal e possui a certificação CFP® (Certified Financial Planner), concedida pela Planejar - Associação Brasileira de Planejamento Financeiro. E-mail: projetos@naturezaeconomica.com.br Mais Lidas

Como funciona a nova modalidade de PIX Parcelado? Vale a pena utilizar? Que cuidados devo tomar?

2025/12/03 21:16
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Endividar-se com essa nova modalidade deve seguir o mesmo critério de qualquer outro empréstimo: avaliar seus objetivos, as taxas, a capacidade de pagamento e o prazo
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