O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, acionou o TCU (Tribunal de Contas da União) nesta 4ª feira (3.dez.2025) para investigar a aprovação de um empréstimo de R$ 20 bilhões pelos Correios. Eis a íntegra da representação (PDF – 2MB).
A operação conta com garantia da União e foi aprovada pelo Conselho de Administração da estatal. O Tesouro, no entanto, rejeitou a proposta na 3ª feira (2.dez).
Na representação, Marinho aponta indícios de “favorecimento indevido” a instituições financeiras privadas. O principal argumento é o custo da operação: a taxa anunciada seria superior a 120% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário).
Para o senador, esse patamar é injustificável para uma transação que tem o Tesouro Nacional como fiador, o que, em tese, deveria reduzir o risco e os juros cobrados.
O plano da direção dos Correios estabelece o desembolso em duas etapas:
O montante seria destinado ao plano de reestruturação da empresa pública. No entanto, a oposição alerta para a situação financeira delicada da companhia.
Segundo Marinho, o documento enviado ao tribunal de contas sustenta que a operação carece de transparência quanto à taxa final, prazos e carência.
Marinho argumenta que, dados os prejuízos bilionários recentes e a queda de receitas dos Correios, o empréstimo transfere o risco de inadimplência integralmente para o contribuinte brasileiro.
“Não é aceitável contrair uma dívida bilionária com a União de fiadora para pagar juros de operação privada. Isso não é plano de recuperação, é mais um aparelhamento com dinheiro público”, afirmou o senador.
Segundo o congressista, o governo “sabota o presente e hipoteca o futuro” para salvar uma estatal que, na visão dele, foi “falida pela irresponsabilidade do governo Lula”.
A representação solicita uma medida cautelar para suspender imediatamente os efeitos da decisão do conselho da estatal até que o mérito seja julgado.
Além da suspensão, Marinho pede:
O senador alerta que a governança da empresa apresenta vulnerabilidades que podem resultar na “socialização de perdas por má gestão”.


