Pedro Queiroga, Senior Manager de Digitalização para Produção e Tecnologia da BASF Divulgação Já há alguns anos a fabricante de produtos químicos BASF começou a incorporar inteligência artificial em múltiplas frentes. Segundo Pedro Queiroga, Senior Manager de Digitalização para Produção e Tecnologia da companhia, a IA é aplicada em áreas que vão desde o tratamento de efluentes até a visão computacional voltada à segurança. Um dos recursos criados pela companhia é o Plant GPT, um modelo de linguagem próprio que integra documentos internos com os padrões de segurança da empresa. Queiroga explica que não houve um “marco zero”, uma data específica em que as equipes decidiram investir em IA. Ainda assim, a adoção da tecnologia surgiu da busca por otimização e automação. “A gente vem acelerando o uso há algum tempo, tanto por conta do acesso às ferramentas quanto por causa da própria estratégia da BASF”, afirma. Um dos exemplos do uso de IA é uma solução criada pela equipe de pesquisa e desenvolvimento para o tratamento de efluentes na fábrica de Guaratinguetá, em São Paulo. Segundo Queiroga, apenas 15% dos critérios eram acompanhados de forma consistente. Com o sistema de IA, a cobertura passou a abranger 90 parâmetros críticos, com recomendações que reduziram a variabilidade e padronizaram a performance da estação de tratamento. “Sabemos que é difícil para o operador prestar atenção em diversas coisas ao mesmo tempo. Pensando nessa ótica, desenvolvemos uma ferramenta que desse suporte a esse profissional, mas sem tomar a decisão final”, comenta. Demorou dois anos para que o sistema fosse desenvolvido, e mais um ano para a implementação. Com o tempo, a análise passou a considerar 1.500 parâmetros, em vez dos 90 iniciais. "Incorporamos as variáveis da caldeira, que atua como o coração da nossa unidade de Guaratinguetá”, diz o executivo. Com esse avanço, o apoio ao operador ficou mais efetivo. Na aplicação de IA para segurança operacional, outra frente investida, a fábrica de Guaratinguetá conta com mais de 150 câmeras que funcionam 24 horas por dia. A iniciativa surgiu da necessidade de reforçar a segurança em áreas estratégicas, como a caldeira. A equipe de Digitalização para Produção e Tecnologia desenvolveu uma solução baseada em IA que detecta movimentação em áreas não autorizadas, uso de EPIs e sinais de fumaça, além de realizar monitoramento por câmeras rotativas para otimizar a vigilância. O sistema funciona por meio de visão computacional, voltada não apenas à segurança física da companhia, mas também à processual. “Quando falamos de segurança, não falamos apenas do patrimônio, mas também dos nossos processos. Ou seja, a tecnologia nos ajuda a identificar algo indesejado o quanto antes, para resolver o problema nessas áreas”, explica. O novo sistema levou aproximadamente um ano para ser desenvolvido, desde o início até sua finalização. Ele também foi integrado ao sistema de segurança atual, garantindo que apenas imagens com atividades relevantes sejam exibidas, aumentando a eficácia das operações. Os desafios durante a implementação O manager destaca que um dos maiores desafios não foi a adaptação dos funcionários antigos, mas transformar o modelo tradicional de treinamento em uma rotina digital. “O desafio era entender como transformar aquela cultura em que, quando chegava um novo operador, era preciso treiná-lo por três meses, fazê-lo assinar vários termos e ler cada um deles. Ou seja, transformar esse processo em um ambiente digital, no qual a máquina pudesse instruir o novo funcionário.” Ele também ressalta que “muitas vezes, quem tem mais tempo de casa é quem mais ensina na cultura digital”. Além disso, a BASF mantém grupos amplos de treinamento e diálogo sobre cultura digital, como o CrossGeneration. O futuro e os investimentos A companhia planeja lançar novas versões tanto do sistema de efluentes quanto do de segurança. Apesar de ambos estarem em constante desenvolvimento, a BASF pretende lançar versões 2.0 mais consolidadas. “Sem dúvida vamos desenvolver novas versões. Já saímos da periferia do processo e estamos indo para o coração dele”. Sobre investimentos, o executivo explica que não há um orçamento único, já que os aportes são distribuídos por múltiplas áreas, aparecendo em licenças, como Copilot, e em projetos fabris. Ainda assim, a BASF investiu 2,1 bilhões de euros em pesquisa e desenvolvimento global em 2024, segundo a assessoria da companhia. Mais Lidas Pedro Queiroga, Senior Manager de Digitalização para Produção e Tecnologia da BASF Divulgação Já há alguns anos a fabricante de produtos químicos BASF começou a incorporar inteligência artificial em múltiplas frentes. Segundo Pedro Queiroga, Senior Manager de Digitalização para Produção e Tecnologia da companhia, a IA é aplicada em áreas que vão desde o tratamento de efluentes até a visão computacional voltada à segurança. Um dos recursos criados pela companhia é o Plant GPT, um modelo de linguagem próprio que integra documentos internos com os padrões de segurança da empresa. Queiroga explica que não houve um “marco zero”, uma data específica em que as equipes decidiram investir em IA. Ainda assim, a adoção da tecnologia surgiu da busca por otimização e automação. “A gente vem acelerando o uso há algum tempo, tanto por conta do acesso às ferramentas quanto por causa da própria estratégia da BASF”, afirma. Um dos exemplos do uso de IA é uma solução criada pela equipe de pesquisa e desenvolvimento para o tratamento de efluentes na fábrica de Guaratinguetá, em São Paulo. Segundo Queiroga, apenas 15% dos critérios eram acompanhados de forma consistente. Com o sistema de IA, a cobertura passou a abranger 90 parâmetros críticos, com recomendações que reduziram a variabilidade e padronizaram a performance da estação de tratamento. “Sabemos que é difícil para o operador prestar atenção em diversas coisas ao mesmo tempo. Pensando nessa ótica, desenvolvemos uma ferramenta que desse suporte a esse profissional, mas sem tomar a decisão final”, comenta. Demorou dois anos para que o sistema fosse desenvolvido, e mais um ano para a implementação. Com o tempo, a análise passou a considerar 1.500 parâmetros, em vez dos 90 iniciais. "Incorporamos as variáveis da caldeira, que atua como o coração da nossa unidade de Guaratinguetá”, diz o executivo. Com esse avanço, o apoio ao operador ficou mais efetivo. Na aplicação de IA para segurança operacional, outra frente investida, a fábrica de Guaratinguetá conta com mais de 150 câmeras que funcionam 24 horas por dia. A iniciativa surgiu da necessidade de reforçar a segurança em áreas estratégicas, como a caldeira. A equipe de Digitalização para Produção e Tecnologia desenvolveu uma solução baseada em IA que detecta movimentação em áreas não autorizadas, uso de EPIs e sinais de fumaça, além de realizar monitoramento por câmeras rotativas para otimizar a vigilância. O sistema funciona por meio de visão computacional, voltada não apenas à segurança física da companhia, mas também à processual. “Quando falamos de segurança, não falamos apenas do patrimônio, mas também dos nossos processos. Ou seja, a tecnologia nos ajuda a identificar algo indesejado o quanto antes, para resolver o problema nessas áreas”, explica. O novo sistema levou aproximadamente um ano para ser desenvolvido, desde o início até sua finalização. Ele também foi integrado ao sistema de segurança atual, garantindo que apenas imagens com atividades relevantes sejam exibidas, aumentando a eficácia das operações. Os desafios durante a implementação O manager destaca que um dos maiores desafios não foi a adaptação dos funcionários antigos, mas transformar o modelo tradicional de treinamento em uma rotina digital. “O desafio era entender como transformar aquela cultura em que, quando chegava um novo operador, era preciso treiná-lo por três meses, fazê-lo assinar vários termos e ler cada um deles. Ou seja, transformar esse processo em um ambiente digital, no qual a máquina pudesse instruir o novo funcionário.” Ele também ressalta que “muitas vezes, quem tem mais tempo de casa é quem mais ensina na cultura digital”. Além disso, a BASF mantém grupos amplos de treinamento e diálogo sobre cultura digital, como o CrossGeneration. O futuro e os investimentos A companhia planeja lançar novas versões tanto do sistema de efluentes quanto do de segurança. Apesar de ambos estarem em constante desenvolvimento, a BASF pretende lançar versões 2.0 mais consolidadas. “Sem dúvida vamos desenvolver novas versões. Já saímos da periferia do processo e estamos indo para o coração dele”. Sobre investimentos, o executivo explica que não há um orçamento único, já que os aportes são distribuídos por múltiplas áreas, aparecendo em licenças, como Copilot, e em projetos fabris. Ainda assim, a BASF investiu 2,1 bilhões de euros em pesquisa e desenvolvimento global em 2024, segundo a assessoria da companhia. Mais Lidas

BASF aposta na IA para melhorar tomada de decisão e reforçar segurança operacional

2025/12/04 17:01
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Pedro Queiroga, Senior Manager de Digitalização para Produção e Tecnologia da BASF — Foto: Divulgação Pedro Queiroga, Senior Manager de Digitalização para Produção e Tecnologia da BASF — Foto: Divulgação

Já há alguns anos a fabricante de produtos químicos BASF começou a incorporar inteligência artificial em múltiplas frentes. Segundo Pedro Queiroga, Senior Manager de Digitalização para Produção e Tecnologia da companhia, a IA é aplicada em áreas que vão desde o tratamento de efluentes até a visão computacional voltada à segurança. Um dos recursos criados pela companhia é o Plant GPT, um modelo de linguagem próprio que integra documentos internos com os padrões de segurança da empresa.

Queiroga explica que não houve um “marco zero”, uma data específica em que as equipes decidiram investir em IA. Ainda assim, a adoção da tecnologia surgiu da busca por otimização e automação. “A gente vem acelerando o uso há algum tempo, tanto por conta do acesso às ferramentas quanto por causa da própria estratégia da BASF”, afirma.

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Um dos exemplos do uso de IA é uma solução criada pela equipe de pesquisa e desenvolvimento para o tratamento de efluentes na fábrica de Guaratinguetá, em São Paulo. Segundo Queiroga, apenas 15% dos critérios eram acompanhados de forma consistente. Com o sistema de IA, a cobertura passou a abranger 90 parâmetros críticos, com recomendações que reduziram a variabilidade e padronizaram a performance da estação de tratamento.

“Sabemos que é difícil para o operador prestar atenção em diversas coisas ao mesmo tempo. Pensando nessa ótica, desenvolvemos uma ferramenta que desse suporte a esse profissional, mas sem tomar a decisão final”, comenta. Demorou dois anos para que o sistema fosse desenvolvido, e mais um ano para a implementação.

Com o tempo, a análise passou a considerar 1.500 parâmetros, em vez dos 90 iniciais. "Incorporamos as variáveis da caldeira, que atua como o coração da nossa unidade de Guaratinguetá”, diz o executivo. Com esse avanço, o apoio ao operador ficou mais efetivo.

Na aplicação de IA para segurança operacional, outra frente investida, a fábrica de Guaratinguetá conta com mais de 150 câmeras que funcionam 24 horas por dia. A iniciativa surgiu da necessidade de reforçar a segurança em áreas estratégicas, como a caldeira.

A equipe de Digitalização para Produção e Tecnologia desenvolveu uma solução baseada em IA que detecta movimentação em áreas não autorizadas, uso de EPIs e sinais de fumaça, além de realizar monitoramento por câmeras rotativas para otimizar a vigilância.

O sistema funciona por meio de visão computacional, voltada não apenas à segurança física da companhia, mas também à processual. “Quando falamos de segurança, não falamos apenas do patrimônio, mas também dos nossos processos. Ou seja, a tecnologia nos ajuda a identificar algo indesejado o quanto antes, para resolver o problema nessas áreas”, explica.

O novo sistema levou aproximadamente um ano para ser desenvolvido, desde o início até sua finalização. Ele também foi integrado ao sistema de segurança atual, garantindo que apenas imagens com atividades relevantes sejam exibidas, aumentando a eficácia das operações.

Os desafios durante a implementação

O manager destaca que um dos maiores desafios não foi a adaptação dos funcionários antigos, mas transformar o modelo tradicional de treinamento em uma rotina digital. “O desafio era entender como transformar aquela cultura em que, quando chegava um novo operador, era preciso treiná-lo por três meses, fazê-lo assinar vários termos e ler cada um deles. Ou seja, transformar esse processo em um ambiente digital, no qual a máquina pudesse instruir o novo funcionário.”

Ele também ressalta que “muitas vezes, quem tem mais tempo de casa é quem mais ensina na cultura digital”. Além disso, a BASF mantém grupos amplos de treinamento e diálogo sobre cultura digital, como o CrossGeneration.

O futuro e os investimentos

A companhia planeja lançar novas versões tanto do sistema de efluentes quanto do de segurança. Apesar de ambos estarem em constante desenvolvimento, a BASF pretende lançar versões 2.0 mais consolidadas. “Sem dúvida vamos desenvolver novas versões. Já saímos da periferia do processo e estamos indo para o coração dele”.

Sobre investimentos, o executivo explica que não há um orçamento único, já que os aportes são distribuídos por múltiplas áreas, aparecendo em licenças, como Copilot, e em projetos fabris. Ainda assim, a BASF investiu 2,1 bilhões de euros em pesquisa e desenvolvimento global em 2024, segundo a assessoria da companhia.

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