O consumo das famílias no Natal deve aumentar 15% em 2025, segundo dados da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS). A combinação entre renda reforçada — como pagamentos de 13º salário — e aumento das encomendas nos supermercados sustenta a perspectiva de maior movimento.
A cesta com produtos típicos de Natal também aumentou e está 3,5% mais cara que no ano passado. Embora itens básicos tenham apresentado recuos ao longo de 2025, como arroz, feijão e carnes bovinas, as proteínas tradicionalmente consumidas na data seguem caminho diferente.
Marcio Milan, vice-presidente da ABRAS, afirma que esses “produtos são altamente sazonais, com demanda mais pressionada, custos logísticos maiores e, em alguns casos, dependência do câmbio, como o bacalhau”.
“Mesmo em um ambiente de alívio nos preços da alimentação, é comum que chester, peru, tender e cortes especiais registrem aumentos acima da média. A projeção de alta de 5,8% para essas proteínas”, completa.
O azeite foi um dos poucos produtos que contrariou as altas. Depois da eliminação da tarifa de importação em março de 2025, que reduziu o imposto de 9% para zero, o produto registrou queda média de 18% no preço ao longo do ano.
O volume médio de pedidos de proteínas animais aumentou 10%. As variações individuais de preços foram:
No setor de bebidas, as encomendas cresceram 13%. O reajuste médio foi de 5,4%, com variações que vão de 2,3% em sucos a 9,6% em vinhos importados.
Leandro Rosadas, especialistas em gestão de supermercados, explica que as bebidas alcoólicas fazem parte das comemorações no Brasil. Dessa forma, champagnes, vinhos, whiskys e cervejas devem ser mais procurados pelos consumidores.
A cesta de frutas também registrou incremento de 10% no volume de pedidos. As maiores altas foram observadas em nozes e castanhas (+7,7%) e frutas especiais e importadas (+6,7%).
Os produtos tradicionais de Natal — panetones, chocotones, biscoitos especiais e chocolates — tiveram expansão de 13% nas encomendas e aumento de 7,4% nos preços.
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