Eletroencefalograma Getty Images A healthtech Neurogram criou uma plataforma que permite acompanhar o eletroencefalograma (EEG) enquanto o exame ocorre, por computador ou celular. O objetivo é reduzir o intervalo entre o início de uma alteração neurológica e sua identificação. Na prática, a plataforma chamada Real-time, unifica a coleta, transmissão e visualização do EEG em um único fluxo, com dados em nuvem e, segundo a empresa, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). “Com o Real-time, conseguimos reduzir o tempo entre o surgimento de uma alteração neurológica e a decisão médica. Isso significa identificar convulsões e outras complicações antes que causem danos graves, oferecendo mais segurança e agilidade na UTI”, afirmou Daniele De Mari, CEO e cofundadora da Neurogram, em nota. Segundo a healthtech, atualmente, a ausência de monitoramento contínuo compromete decisões críticas nas UTIs, onde minutos podem alterar o prognóstico. O fluxo tradicional do EEG exige que o exame seja concluído e enviado ao neurofisiologista antes da análise, o que pode atrasar a identificação de alterações neurológicas. “O monitoramento do ‘pescoço para baixo’ funciona bem na UTI, mas o desafio é entender o que acontece do ‘pescoço para cima’. Quando o paciente entra em crise, a informação não chega em tempo real — e essa demora representa uma urgência crítica para o sistema de saúde. A plataforma reduz justamente esse intervalo”, diz De Mari. Acompanhamento em tempo real O Real-time, portanto, altera o fluxo tradicional do exame. Em vez de aguardar a conclusão para enviar o arquivo ao neurofisiologista, a equipe médica passa a visualizar o traçado ao vivo. “Além de antecipar diagnósticos, a plataforma permite que o intensivista acompanhe o EEG em tempo real. É uma mudança estrutural na forma como se monitora o cérebro de pacientes críticos”, afirma a executiva. A expectativa da empresa é que a padronização do acesso reduza atrasos, fortaleça protocolos de UTI, amplie o uso do EEG em pacientes graves e facilite intervenções rápidas, incluindo em pacientes sedados ou com alteração de consciência. Os testes em ambiente clínico do sistema estão programados para começar nos próximos meses em mais de 50 hospitais, segundo a empresa. Além da visualização em tempo real, a healthtech diz que irá desenvolver um algoritmo de inteligência artificial capaz de enviar alertas automáticos ao intensivista sobre eventos silenciosos, como convulsões não visíveis, e indicar quando acionar o neurologista. A incorporação desse recurso à plataforma está prevista para etapas posteriores, após validação técnica e clínica. Mais Lidas Eletroencefalograma Getty Images A healthtech Neurogram criou uma plataforma que permite acompanhar o eletroencefalograma (EEG) enquanto o exame ocorre, por computador ou celular. O objetivo é reduzir o intervalo entre o início de uma alteração neurológica e sua identificação. Na prática, a plataforma chamada Real-time, unifica a coleta, transmissão e visualização do EEG em um único fluxo, com dados em nuvem e, segundo a empresa, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). “Com o Real-time, conseguimos reduzir o tempo entre o surgimento de uma alteração neurológica e a decisão médica. Isso significa identificar convulsões e outras complicações antes que causem danos graves, oferecendo mais segurança e agilidade na UTI”, afirmou Daniele De Mari, CEO e cofundadora da Neurogram, em nota. Segundo a healthtech, atualmente, a ausência de monitoramento contínuo compromete decisões críticas nas UTIs, onde minutos podem alterar o prognóstico. O fluxo tradicional do EEG exige que o exame seja concluído e enviado ao neurofisiologista antes da análise, o que pode atrasar a identificação de alterações neurológicas. “O monitoramento do ‘pescoço para baixo’ funciona bem na UTI, mas o desafio é entender o que acontece do ‘pescoço para cima’. Quando o paciente entra em crise, a informação não chega em tempo real — e essa demora representa uma urgência crítica para o sistema de saúde. A plataforma reduz justamente esse intervalo”, diz De Mari. Acompanhamento em tempo real O Real-time, portanto, altera o fluxo tradicional do exame. Em vez de aguardar a conclusão para enviar o arquivo ao neurofisiologista, a equipe médica passa a visualizar o traçado ao vivo. “Além de antecipar diagnósticos, a plataforma permite que o intensivista acompanhe o EEG em tempo real. É uma mudança estrutural na forma como se monitora o cérebro de pacientes críticos”, afirma a executiva. A expectativa da empresa é que a padronização do acesso reduza atrasos, fortaleça protocolos de UTI, amplie o uso do EEG em pacientes graves e facilite intervenções rápidas, incluindo em pacientes sedados ou com alteração de consciência. Os testes em ambiente clínico do sistema estão programados para começar nos próximos meses em mais de 50 hospitais, segundo a empresa. Além da visualização em tempo real, a healthtech diz que irá desenvolver um algoritmo de inteligência artificial capaz de enviar alertas automáticos ao intensivista sobre eventos silenciosos, como convulsões não visíveis, e indicar quando acionar o neurologista. A incorporação desse recurso à plataforma está prevista para etapas posteriores, após validação técnica e clínica. Mais Lidas

Neurogram cria plataforma de monitoramento para acelerar identificação de alteração neurológica

2025/12/10 02:30
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Eletroencefalograma — Foto: Getty Images Eletroencefalograma — Foto: Getty Images

A healthtech Neurogram criou uma plataforma que permite acompanhar o eletroencefalograma (EEG) enquanto o exame ocorre, por computador ou celular. O objetivo é reduzir o intervalo entre o início de uma alteração neurológica e sua identificação.

Na prática, a plataforma chamada Real-time, unifica a coleta, transmissão e visualização do EEG em um único fluxo, com dados em nuvem e, segundo a empresa, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

“Com o Real-time, conseguimos reduzir o tempo entre o surgimento de uma alteração neurológica e a decisão médica. Isso significa identificar convulsões e outras complicações antes que causem danos graves, oferecendo mais segurança e agilidade na UTI”, afirmou Daniele De Mari, CEO e cofundadora da Neurogram, em nota.

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Segundo a healthtech, atualmente, a ausência de monitoramento contínuo compromete decisões críticas nas UTIs, onde minutos podem alterar o prognóstico. O fluxo tradicional do EEG exige que o exame seja concluído e enviado ao neurofisiologista antes da análise, o que pode atrasar a identificação de alterações neurológicas.

“O monitoramento do ‘pescoço para baixo’ funciona bem na UTI, mas o desafio é entender o que acontece do ‘pescoço para cima’. Quando o paciente entra em crise, a informação não chega em tempo real — e essa demora representa uma urgência crítica para o sistema de saúde. A plataforma reduz justamente esse intervalo”, diz De Mari.

Acompanhamento em tempo real

O Real-time, portanto, altera o fluxo tradicional do exame. Em vez de aguardar a conclusão para enviar o arquivo ao neurofisiologista, a equipe médica passa a visualizar o traçado ao vivo. “Além de antecipar diagnósticos, a plataforma permite que o intensivista acompanhe o EEG em tempo real. É uma mudança estrutural na forma como se monitora o cérebro de pacientes críticos”, afirma a executiva.

A expectativa da empresa é que a padronização do acesso reduza atrasos, fortaleça protocolos de UTI, amplie o uso do EEG em pacientes graves e facilite intervenções rápidas, incluindo em pacientes sedados ou com alteração de consciência.

Os testes em ambiente clínico do sistema estão programados para começar nos próximos meses em mais de 50 hospitais, segundo a empresa.

Além da visualização em tempo real, a healthtech diz que irá desenvolver um algoritmo de inteligência artificial capaz de enviar alertas automáticos ao intensivista sobre eventos silenciosos, como convulsões não visíveis, e indicar quando acionar o neurologista. A incorporação desse recurso à plataforma está prevista para etapas posteriores, após validação técnica e clínica.

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