Belarus endureceu sua postura contra o setor cripto nesta quinta-feira ao bloquear o acesso às principais corretoras internacionais, enquanto a Rússia aumenta a pressão sobre o mercado paralelo. Mesmo assim, Moscou discute possíveis flexibilizações para investidores qualificados, criando uma mensagem regulatória confusa na região.
A decisão bielorrussa surge em meio a um ambiente regulatório cada vez mais tenso no leste europeu, onde autoridades debatem o futuro das criptomoedas com sinais contraditórios. Assim, governos adotam medidas duras ao mesmo tempo em que exploram caminhos para integrar parte do mercado ao sistema financeiro formal.
O Ministério da Informação da Bielorrússia anunciou o bloqueio dos domínios globais de Bybit, OKX, Bitget, Gate, BingX e Weex, alegando “publicidade inadequada” com base no Artigo 511 da Lei de Mídia de Massa. A decisão corta o acesso direto dos usuários do país a algumas das plataformas mais usadas no mercado global.
O governo afirmou que o bloqueio pretende coibir práticas que violam normas de comunicação, embora não tenha detalhado os critérios adotados para essas classificações. Ainda assim, a medida reforça o alinhamento político entre Belarus e Rússia, já que ambos os países vêm fortalecendo mecanismos de controle sobre atividades digitais consideradas sensíveis.
Ao mesmo tempo, analistas destacam que a repressão ocorre enquanto Belarus tenta sinalizar apoio às diretrizes russas, sobretudo diante das sanções internacionais que moldam a política econômica da região.
No mesmo dia do bloqueio, Vladimir Chistyukhin, primeiro vice-presidente do Banco Central russo, afirmou que a instituição pode permitir a entrada de investidores qualificados no mercado de criptomoedas. A declaração confirma relatos recentes de que Moscou avalia ampliar o acesso ao setor diante das dificuldades impostas pelas sanções.
A Rússia sugeriu que investidores superqualificados com patrimônio acima de 100 milhões de rublos poderiam operar nas criptomoedas. No entanto, Chistyukhin admitiu que existe discussão para abrir o mercado também a investidores não qualificados, ainda que sob regras rígidas.
Mesmo assim, ele ressaltou que pagamentos internacionais com cripto são inevitáveis, pois o país enfrenta barreiras crescentes no sistema financeiro tradicional.
Ele afirmou que um milhão de investidores qualificados já acessam criptoativos e futuras permissões incluirão testes e limites adicionais.
Chistyukhin afirmou que o foco permanece em “restrições e proibições rigorosas“, garantindo que transações ocorram apenas por participantes regulados. Qualquer operação fora desse escopo, disse ele, será tratada como ilegal.
A decisão de Belarus, portanto, amplia a incerteza em uma região que tenta equilibrar controle estatal, demanda crescente por ativos digitais e pressões econômicas externas.
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