O dólar fechou esta quinta-feira (11) em queda de 1,17%, a R$ 5,40. A sessão foi influenciada por dados fracos da economia dos Estados Unidos e pelos efeitos da “super quarta”, quando o Federal Reserve (Fed) e o Comitê de Política Monetária (Copom) divulgaram suas decisões sobre juros.
No exterior, o Fed reduziu a taxa básica de juros dos EUA em 0,25 ponto percentual, enquanto o Copom manteve a Selic em 15% pela quarta vez seguida e não deu sinais claros de que deve iniciar cortes a partir de janeiro.
O real teve o melhor desempenho entre as principais divisas, recuperando parte das perdas recentes. Nos últimos dias, o câmbio havia reagido ao anúncio da pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que elevou a percepção de risco político.
Analistas avaliam que a moeda brasileira foi a principal beneficiada pela “super quarta”. Isso se deve ao aumento do diferencial de juros — diferença entre as taxas de juros do Brasil e dos EUA — que reforça o apelo das operações de carry trade, estratégia em que investidores buscam ganhos ao aplicar em moedas de países com juros mais altos.
No exterior, o índice DXY — que mede o dólar contra uma cesta de moedas fortes — caiu para abaixo de 98,3 pontos. Confira o gráfico DXY (em tempo real):
Em relatório, os analistas do BTG Pedro Oliveira e Iana Ferrão afirmam que o setor financeiro pode registrar aumento de remessas nas próximas semanas devido à mudança na tributação de dividendos a partir de 2026.
O banco pondera que esse fluxo pode ser menor caso a regulamentação secundária permita que corporações distribuam dividendos até 2028, desde que provisionados até dezembro de 2024.
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