Informação foi publicada pelo Ofac (Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA) nesta 6ª feiraInformação foi publicada pelo Ofac (Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA) nesta 6ª feira

EUA retiram Moraes e sua família da Lei Magnitsky

2025/12/13 01:51
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O Ofac (Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA) retirou o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, sua mulher, a advogada Vivian Barci de Moraes, e a empresa da família, Instituto Lex, das sanções da Lei Magnitsky nesta 6ª feira (12.dez.2025).

A remoção foi divulgada 10 dias depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ter telefonado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano). A ligação durou cerca de 40 minutos. Os 2 líderes falaram sobre comércio e cooperação contra o crime organizado.

Em 26 de outubro, quando se reuniram pessoalmente na Malásia, o petista havia pedido a Trump que retirasse as tarifas adicionais de 50% impostas a produtos brasileiros importados e que revogasse a aplicação da Lei Magnitsky ao ministro do STF e à sua mulher.

Moraes foi oficialmente sancionado pelo governo Trump em 30 de julho de 2025 por “uso do cargo para autorizar detenções arbitrárias preventivas e suprimir a liberdade de expressão”. O governo norte-americano sancionou Barci e o Instituto Lex, empresa da família, em 22 de setembro de 2025.

LEI MAGNITSKY

A Lei Magnitsky, criada em 2012, é um instrumento de política externa dos EUA que permite sancionar indivíduos em todo o mundo considerados responsáveis por corrupção ou violações de direitos humanos. As punições geralmente envolvem bloqueio de ativos, proibição de entrada no país e restrições de negócios com cidadãos e empresas norte-americanas.

As sanções são aplicadas com base nas listas mantidas pela Ofac, como a SDN List (Lista de Nacionais Especialmente Designados e Pessoas Bloqueadas, em português) e outros cadastros relacionados, como a Foreign Sanctions Evaders List e a Sectoral Sanctions Identifications List. 

Pessoas e organizações incluídas nessas listas têm seus ativos bloqueados nos EUA e ficam impedidas de realizar transações financeiras sob jurisdição norte-americana. 

O sistema de busca da Ofac é consultado por bancos e empresas em todo o mundo como parte do processo de due diligence internacional, que verifica possíveis vínculos com indivíduos sancionados.

ATUAÇÃO DA AGU

A Justiça dos Estados Unidos opera de forma diferente da brasileira: Moraes não poderia recorrer diretamente das sanções. O ministro poderia entrar com uma petição ao Ofac para remover seu nome da lista somente com advogados nos Estados Unidos para representá-lo.

A AGU (Advocacia Geral da União) se responsabilizou pela representação do ministro. Em 27 de agosto, o órgão divulgou que contratou o escritório Arnold & Porter Kaye Scholer LLP com um orçamento de até US$ 3,5 milhões em 48 meses para contestar as sanções. O TCU (Tribunal de Contas da União) concluiu que a atuação da AGU na contratação de escritórios internacionais foi regular em sessão realizada em 3 de dezembro.

Segundo o advogado Michael Diaz, especializado em casos da Lei Magnitsky, o processo para reverter as sanções precisa conter provas e depoimentos de terceiros para provar que as alegações contra ele são infundadas. A decisão do Ofac para sancionar o ministro afirmava que Moraes “usou seu cargo para autorizar detenções arbitrárias preventivas e suprimir a liberdade de expressão”.

A partir do envio da petição, inicia-se um processo administrativo. O Ofac comunica por carta que recebeu a demanda e pode aceitar ou recusar a petição, sem um prazo delimitado para responder.

Com a inclusão de Moraes na Lei Magnitsky, na prática, ele ficou proibido de fazer negócios com empresas norte-americanas ou que atuam nos EUA. Também não poderia ter qualquer vínculo comercial com pessoas que morem ou que estejam no país. Isso implicou o bloqueio de contas bancárias –inclusive em bancos brasileiros– e o cancelamento de cartões de crédito de bandeira norte-americana. A sanção também poderia levar à perda de propriedades no país e ao confisco de ativos em dólar mantidos dentro ou fora dos Estados Unidos. Leia mais nesta reportagem.

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