Os EUA anunciaram a retirada do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, sua mulher, a advogada Vivian Barci de Moraes, e a empresa da família, Instituto Lex, das sanções da Lei Magnitsky nesta 6ª feira (12.dez.2025).
Moraes havia sido oficialmente sancionado pelo governo Trump em 30 de julho de 2025 por “uso do cargo para autorizar detenções arbitrárias preventivas e suprimir a liberdade de expressão”. O governo norte-americano sancionou Barci e o Instituto Lex, empresa da família, em 22 de setembro de 2025.
Com a retirada dos nomes, Moraes e sua mulher voltam a ter autorização para fazer negócios com empresas norte-americanas ou que atuam nos EUA. Também poderão ter vínculos comerciais com pessoas que morem ou que estejam no país. Isso implica no desbloqueio de contas bancárias e na retomada de cartões de crédito de bandeira norte-americana.
O Ofac (Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA) sancionou 4 juízes estrangeiros antes de acionar a Lei Magnitsky contra o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.
São eles:
O Magnitsky Act, aprovado em 2012, autoriza o governo dos EUA a bloquear recursos financeiros e vetar a entrada de estrangeiros de qualquer nacionalidade. A legislação foi criada para punir autoridades russas, mas foi ampliada para cidadãos de todos os países em 2016, com a aprovação do Global Magnitsky Human Rights Accountability Act. Eis a íntegra (PDF – 207 kB, em inglês).
As sanções determinam inelegibilidade ao recebimento de visto para entrar nos EUA. Se já tiver o visto, torna-se passível de revogação. Também estabelecem o bloqueio de todas as transações com propriedade nos EUA ou com negócios de interesse no país.
Na prática, a pessoa ou organização punida fica proibida de fazer negócios com empresas norte-americanas ou que atuam nos EUA. Também não pode ter qualquer vínculo comercial com pessoas que morem ou que estejam no país. Isso implica o bloqueio de contas bancárias –inclusive em bancos brasileiros– e o cancelamento de cartões de crédito de bandeira norte-americana.
A sanção também pode levar à perda de propriedades no país e ao confisco de ativos em dólar mantidos dentro ou fora dos Estados Unidos.
Empresas dos EUA ficam responsáveis por monitorar o cumprimento das sanções sob o risco de o governo estender as punições a elas. Com isso, outro impacto possível da lei é a suspensão de perfis em sites, e-mails, redes sociais e sistemas de pagamento das companhias.
A legislação foi nomeada em homenagem ao advogado russo Sergei Magnitsky, que expôs casos de corrupção no governo russo. Ele foi morto em 2009 em uma prisão de Moscou. O objetivo era punir os responsáveis pelo assassinato de Magnitsky.
Com a ampliação em 2016, a lei passou a englobar pessoas de qualquer nacionalidade acusadas de corrupção ou de violação dos direitos humanos. O documento cita como exemplos execuções extrajudiciais, prisões arbitrárias e tortura contra pessoas que denunciam atividades ilegais cometidas por autoridades ou que lutam por liberdade de expressão e religiosa, entre outras.

