Presidente cita resistência de França e Itália e diz que bloco já cedeu ao máximo nas negociaçõesPresidente cita resistência de França e Itália e diz que bloco já cedeu ao máximo nas negociações

Brasil não assinará acordo Mercosul-UE se adiado, diz Lula

2025/12/18 01:08
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta 3ª feira (17.dez.2025) que não enxerga possibilidade de nova prorrogação da assinatura do acordo Mercosul-União Europeia. Segundo ele, o acordo comercial entre os blocos pode não avançar por resistência de governos europeus, citando impasses domésticos em Paris e Roma.

É importante lembrar que essa reunião do Mercosul estava prevista para o dia 12, porque a União Europeia pediu mais prazo e disse que só conseguiria aprovar o acordo no dia 19. E agora estou sabendo que eles não vão conseguir aprovar”, afirmou durante o discurso na última reunião ministerial do ano, comandada na Granja do Torto.

A assinatura ainda é esperada no sábado (20.dez), durante a 67ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, em Foz do Iguaçu (PR). O petista disse que foi informado de que a aprovação não deve se dar agora por dificuldades políticas internas.

Lula disse que os países do bloco sul-americano já cederam ao máximo nas tratativas e que o Brasil não deve insistir caso a decisão seja novamente adiada. Internamente, avalia-se que um adiamento para fevereiro ou março abriria caminho para novos obstáculos à confirmação do pacto comercial.

Nós do Mercosul trabalhamos muito para aceitar esse acordo. […] Se a gente não fizer agora, o Brasil não fará mais acordo enquanto eu for presidente. Se disserem não, nós vamos ser duros daqui pra frente com eles”, declarou.

O presidente criticou o contexto internacional e disse que o pacto teria valor simbólico diante do cenário global. Segundo ele, a iniciativa mostraria a força do multilateralismo no momento em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano) quer fortalecer o unilateralismo.

Desse modo, fontes do governo destacam que a não conclusão do acordo enviaria um sinal negativo, mostrando incapacidade de entendimento entre 2 dos maiores blocos econômicos do mundo. 

Sobre o acordo, Lula afirmou que a diplomacia brasileira já fez todas as concessões possíveis. Segundo ele, a negociação enfrenta obstáculos porque “a Itália e a França não querem fazer por problemas políticos internos”. O acordo está em discussão há 26 anos.

Parlamento Europeu endurece salvaguardas

O Parlamento Europeu aprovou nesta 3ª feira (16.dez) um mecanismo de salvaguarda que endurece as regras para importações agrícolas do Mercosul. O texto estabelece que a UE pode suspender temporariamente preferências tarifárias se as importações prejudicarem produtores europeus.

A Comissão Europeia será obrigada a abrir investigação sobre medidas de proteção quando a entrada de produtos sensíveis –como carne bovina ou aves– aumentar 5% na média de 3 anos. Na proposta original, o limite era de 10%. O texto foi aprovado por 431 votos a favor, 161 contra e 70 abstenções.

O Parlamento também acelerou o prazo de investigações: de 6 para 3 meses em geral, e de 4 para 2 meses para produtos sensíveis. Uma emenda incluiu mecanismo de reciprocidade que permite investigação quando houver evidências de que importações não atendem requisitos de meio ambiente, bem-estar animal ou proteção trabalhista da UE.

Acordo em números

O entendimento preliminar entre os blocos foi alcançado em dezembro de 2024, após 25 anos de negociações. O acordo criaria um mercado comum com mais de 700 milhões de pessoas e PIB combinado de US$ 22 trilhões.

A União Europeia é o 2º maior parceiro comercial do Mercosul em bens. Em 2024, respondeu por 57 bilhões de euros em exportações. Em serviços, representa 1/4 das trocas, com 29 bilhões de euros exportados à região em 2023.

O pacto busca reduzir tarifas alfandegárias e facilitar comércio de bens e serviços, além de incluir compromissos em propriedade intelectual, compras públicas e sustentabilidade ambiental.

Com o aval do Parlamento Europeu, o Conselho Europeu pode avançar na redação final. O órgão deve se reunir nesta 4ª feira (17.dez). A expectativa é que o texto seja assinado no sábado (20.dez), em Foz do Iguaçu.

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