A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram nesta 5ª feira (18.nov) uma nova fase da Operação Sem Desconto, que apura um esquema nacional de descontos associativos não autorizados aplicados sobre aposentadorias e pensões no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Entre os alvos da operação estão:
Em nota enviada à GloboNews, o senador afirmou ter sido surpreendido, mas que está à disposição para “esclarecer quaisquer dúvidas”.
Eis a íntegra: “O senador informa que recebeu com surpresa a busca em sua residência, com serenidade e se coloca à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas assim que tiver acesso integra à decisão”.
Estão sendo cumpridos 52 mandados de busca e apreensão, 16 mandados de prisão preventiva e outras medidas cautelares.
As ordens foram expedidas pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e são executadas nos Estados de São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Minas Gerais e Maranhão, além do Distrito Federal.
As autoridades não detalharam o papel atribuído a cada investigado.
De acordo com a PF e a CGU, as diligências têm como objetivo aprofundar as investigações já em curso e esclarecer a prática dos crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial.
Em 23 de abril, a PF deflagrou a operação Sem Desconto para investigar um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS.
A investigação identificou a existência de irregularidades relacionadas aos descontos de mensalidades associativas aplicados sem autorização dos beneficiários sobre suas aposentadorias e pensões, concedidos pelo INSS.
A repercussão do caso levou à demissão do ministro da Previdência, Carlos Lupi (PDT). O pedetista foi aconselhado por deputados a deixar o cargo, desde que afirmasse que as fraudes começaram no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e que as apurações ficaram a cargo da atual gestão.


