O FBI derruba um esquema internacional de lavagem de dinheiro que movimentou cerca de US$ 70 milhões usando criptomoedas. A operação identificou o russo Mykhalio Petrovich Chudnovets como operador da plataforma ilegal E-Note. As autoridades afirmam que o sistema atendia grupos que atacavam hospitais e outras infraestruturas críticas nos Estados Unidos.
Os investigadores explicam que a plataforma funcionava como um canal rápido para transformar recursos roubados em moedas fiduciárias. Desde 2017, o FBI rastreou valores ligados a invasões de contas e ataques de ransomware. Além disso, a ação contou com apoio de órgãos europeus, que ajudaram a localizar servidores e derrubar a infraestrutura digital.
As equipes de investigação apreenderam domínios, aplicativos e bancos de dados usados no esquema. As autoridades obtiveram registros de clientes, transações e comunicações internas. O Departamento de Justiça afirma que Chudnovets pode enfrentar até 20 anos de prisão, embora ainda permaneça foragido segundo a imprensa internacional.
O FBI destaca que Chudnovets começou a oferecer serviços de lavagem de dinheiro em 2010. Ele usava o E-Note para converter criptomoedas roubadas em várias moedas fiduciárias. O processo ocorria sempre de modo a ocultar a origem dos recursos, evitando controles bancários tradicionais.
As autoridades afirmam que o serviço operava como ponto central de movimentações ilícitas. Criminosos enviavam fundos após ataques e recebiam o dinheiro “limpo” em diferentes países. Além disso, o sistema funcionava com apoio de uma rede de “mulas financeiras”, que ajudavam a circular valores roubados.
A cooperação internacional permitiu derrubar servidores hospedados fora dos Estados Unidos. A polícia da Alemanha e da Finlândia forneceu informações sobre a localização da estrutura digital. Além disso, o FBI afirma que o material apreendido ajudará a rastrear novos envolvidos no esquema.
As autoridades americanas relacionaram o caso à plataforma Cryptomixer, suspeita de processar mais de um bilhão de euros. O serviço aparece em várias investigações europeias sobre crimes cibernéticos. Além disso, as transações indicam um padrão de conversão rápida para ocultar fundos roubados.
A Rússia enfrenta problemas parecidos e já realizou operações contra corretoras ilegais em Moscou. As autoridades investigam fuga de capitais e lavagem de dinheiro envolvendo serviços clandestinos. Em 2024, dezenas de suspeitos foram acusados de operar sistemas anônimos como UAPS e Cryptex.
Ainda mais, um assessor do governo russo afirmou que dois terços do dinheiro roubado no país passam hoje por criptomoedas. Especialistas afirmam que a tendência pressiona governos a ampliar mecanismos de fiscalização. Além disso, o FBI reforça que novas ações internacionais devem ocorrer contra redes que usam ativos digitais para ocultar grandes volumes de recursos ilícitos.
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