Os Correios anunciaram nesta 6ª feira (29.dez.2025) um plano de recuperação com ganho de R$ 7,4 bilhões por ano. Serão R$ 4,2 bilhões em corte de gastos com 15.000 funcionários e fechamento de 1.000 unidades de atendimento, e outros R$ 3,2 bilhões com o aumento de receita.
A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos firmou um contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões com um grupo de 5 grandes bancos –Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú e Santander Brasil. O montante será usado para quitar dívidas. Serão R$ 10 bilhões obtidos em dezembro de 2025 e o restante (R$ 2 bilhões) até o fim de janeiro.
A estatal registou um prejuízo de R$ 6,1 bilhões no acumulado de janeiro a setembro de 2025. O valor é quase 3 vezes o que foi apresentado no mesmo período de 2024.
O “Plano de Reestruturação para a Sustentabilidade e Soberania Logística dos Correios” terá duração de 2025 a 2027. Parte dos efeitos, porém, só iniciam em 2027, como o PDV (Programa de Demissão Voluntária) dos funcionários.
“Este plano não é apenas sobre reverter prejuízos. É sobre remodelar uma instituição centenária para que continue a cumprir sua missão pública em um novo mundo”, disse a estatal na apresentação nesta 2ª feira (29.dez.2025).
Segundo o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, houve um ponto de “inflexão” e o modelo econômico da estatal deixou de ser “viável”. Declarou que o mesmo ocorre com empresas similares em outros países do mundo, sem citar nenhuma. Em 2015, foi possível enxergar, segundo ele, uma tendência de queda das receitas com cartas. Passou-se a ter um crescimento do faturamento com as encomendas do e-commerce, o comércio digital.
“Essa mudança do ambiente fez com que o modelo de financiamento da companhia ficasse inviável. O monopólio de centros urbanos ou em locais que geravam rentabilidade passou a não ser suficiente para financiar as comunicações físicas ligadas à universalização do serviço postal em locais remotos ou locais que são originalmente deficitários”, declarou o presidente dos Correios.
Rondon afirmou que, sem nenhuma correção da rota, a estatal terá um saldo negativo de R$ 23 bilhões até 2027. Ele disse ainda que o modelo de negócio atual prevê um deficit anual de R$ 4 bilhões com a universalização do serviço.
Leia os desafios citados pelos Correios:
A 1ª etapa do plano é em relação à captação imediata de R$ 12 bilhões. Posteriormente, haverá uma reestruturação da companhia.
Na fase 1, os Correios vão “quitar/renegociar todas as obrigações em atraso” para recuperar desempenho operacional ideal.
A estatal fará 4 grandes programas em 2026 e 2027:
A operação de crédito terá vigência de 15 anos, com término estimado em 26 de dezembro de 2040, e conta com garantia da União. Na prática, isso significa que o governo federal atua como garantidor da dívida, reduzindo o risco para as instituições financeiras e permitindo condições mais favoráveis de prazo e custo.
Com a assinatura, serão liberados R$ 10 bilhões ainda em 2025 e outros R$ 2 bilhões até o final de janeiro de 2026. Os Correios atravessam um período de desafios financeiros e operacionais, pressionados pela queda no volume de correspondências físicas e pela concorrência no mercado de encomendas.
O crédito será dividido da seguinte forma, por bancos:
O empréstimo busca dar fôlego à estatal para manter suas atividades, reorganizar o fluxo de caixa e investir em áreas consideradas estratégicas para sua sustentabilidade no longo prazo.
O financiamento é classificado como uma operação de crédito de longo prazo e será destinado tanto ao capital de giro dos Correios quanto a investimentos considerados estratégicos para a empresa estatal se recuperar financeiramente.

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