O mercado de trabalho brasileiro criou 85.864 empregos formais em novembro, segundo dados do Novo Caged, divulgados nesta terça-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
O saldo é resultado de 1.979.902 admissões e 1.894.038 desligamentos no mês.
Apesar de positivo, o número representa uma queda de 19% na comparação anual, quando foram abertas 106.133 vagas, considerando a série ajustada.
O salário médio real de admissão foi de R$ 2.310,78 em novembro. O valor representa um aumento de R$ 5,78 (0,3%) em relação a outubro. Na comparação anual, o avanço foi de 3,03%, já descontados os efeitos sazonais.
O saldo de novembro superou a mediana do mercado, que indicava criação de 79.120 vagas no período. Os analistas estimavam um resultado entre 54 mil e 142 mil empregos formais no penúltimo mês do ano.
Ainda assim, este foi o pior resultado para um mês de novembro desde 2018, quando foram criadas 63.168 vagas com carteira assinada no país.
No acumulado de janeiro a novembro, o mercado de trabalho registra 1.895.130 postos formais criados. O número é inferior ao observado no mesmo período de 2024, quando o saldo havia sido de 2.126.843 vagas.
Já no acumulado de 12 meses, de dezembro de 2024 a novembro de 2025, foram abertas 1.339.878 vagas formais, uma queda de 25% frente ao período anterior, que havia registrado 1.781.293 contratações líquidas.
A criação de vagas em novembro ficou concentrada em apenas dois dos cinco grandes setores da economia.
O comércio liderou a geração de empregos, com 78.249 vagas, seguido pelo setor de serviços, que abriu 75.131 postos formais.
Por outro lado, três setores registraram saldo negativo:
Em novembro, 20 das 27 unidades da Federação registraram saldo positivo de empregos formais.
Os destaques ficaram para:
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