Em 25 páginas, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusou formalmente o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro (PSUV), neste sábado (3.jan.2026) de atuar na corrupção de autoridades venezuelanas e na exportação e distribuição de cocaína no território norte-americano.
Segundo a acusação, Maduro “está no topo de um governo corrupto e ilegítimo que, por décadas, tem usado o poder governamental para proteger e promover atividades ilegais, incluindo tráfico de drogas”. Leia a íntegra (PDF – 557 kB, em inglês).
A chefe do órgão, Pam Bondi, afirmou que Maduro e a primeira-dama da Venezuela, Cilia Flores, deverão responder pelas acusações no Tribunal do Distrito Sul de Nova York. “Em breve, eles enfrentarão toda a força da Justiça americana em solo americano”, declarou.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou ter realizado um ataque “de larga escala” contra a Venezuela neste sábado (3.jan). Em publicação na plataforma Truth Social, Trump disse ter capturado Maduro e sua mulher, Cilia Flores.
Segundo Trump, eles foram levados para fora do país por via aérea. O governo dos EUA não deu mais detalhes sobre a operação. O republicano afirmou que os EUA governarão a Venezuela até uma transição “segura, adequada e criteriosa”. Autoridades venezuelanas afirmam desconhecer o paradeiro de Maduro.
Explosões, aeronaves e fumaça preta foram vistos em Caracas por volta das 2h no horário local (3h no horário de Brasília) durante aproximadamente 90 minutos, segundo testemunhas ouvidas pela agência de notícias Reuters e por imagens que circulam nas redes sociais. Um apagão afetou a área sul da cidade, próxima a uma importante base militar.
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