Diversos líderes europeus se posicionaram a respeito do ataque dos Estados Unidos à Venezuela neste sábado (3.jan.2026). A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a UE (União Europeia) acompanha “de perto” a situação no país.
Já a vice-presidente da Comissão, Kaja Kallas, disse que conversou com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e com o embaixador europeu em Caracas. “A segurança dos cidadãos da UE no país é a nossa principal prioridade”, escreveu no X.
“Manifestamos nossa solidariedade ao povo venezuelano e apoiamos uma transição pacífica e democrática. Qualquer solução deve respeitar o direito internacional e a Carta da ONU”, declarou Ursula.
“A UE afirmou repetidamente que o Sr. Maduro carece de legitimidade e defendeu uma transição pacífica. Em todas as circunstâncias, os princípios do direito internacional e a Carta da ONU devem ser respeitados. Apelamos à moderação”, escreveu Kallas.
O vice-primeiro-ministro da Bélgica, Maxime Prevot, afirmou que os venezuelanos “merecem um regime democrático e legítimo” –o que, segundo ele, não tiveram com o presidente Nicolás Maduro (SPUV, esquerda).
Apesar disso, afirmou que a lei internacional deve ser respeitada e que espera uma “transição pacífica”.
O ministro das Relações Exteriores da Holanda, David van Weel, disse que a situação em Caracas ainda não está “clara”. Declarou que acompanha “de perto” os desdobramentos e está em contato com a embaixada, o Ministério da Defesa e ambos os países.
No X, o presidente da Espanha, Pedro Sánchez, pediu por um “alívio gradual das restrições e uma ação responsável”, além do respeito das leis internacionais (íntegra abaixo).
O Ministérios das Relações Exteriores espanhol afirmou, em nota, que está em contato permanente com a embaixada e o consulado em Caracas. “O pessoal da Embaixada e do Consulado da Espanha em Caracas, assim como seus familiares, encontra-se bem”, lê-se.
O primeiro-ministro inglês, Keir Starmer (Partido Trabalhista, centro-esquerda), disse que o país irá “apurar todos os fatos e conversar com os aliados”.
Em comunicado, a Rússia definiu os ataques estadunidenses como “ações agressivas” e disse que “exige esclarecimentos imediatos” sobre a situação de Maduro (íntegra abaixo).
O presidente francês, Emmanuel Macron (Renascimento, centro-direita), defendeu que o opositor ao regime de Nicolás Maduro (PSUV, esquerda) e candidato eleito na Venezuela em 2024, Edmundo González Urrutia, garanta uma “transição pacífica” no país.
“A transição que se aproxima deve ser pacífica, democrática e respeitosa da vontade do povo venezuelano. Esperamos que o presidente Edmundo González Urrutia, eleito em 2024, consiga garantir essa transição o mais rapidamente possível”, escreveu.
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni (Irmãos da Itália, direita) , escreveu que acompanha os acontecimentos na Venezuela desde o início. Afirmou que a Itália nunca reconheceu a vitória eleitoral de Maduro.
“Em consonância com a posição histórica da Itália, o Governo acredita que a ação militar externa não é o caminho para acabar com regimes totalitários, mas, ao mesmo tempo, considera legítima a intervenção defensiva contra ataques híbridos à sua segurança, como os perpetrados por entidades estatais que alimentam e facilitam o tráfico de drogas”, declarou.
Eis a íntegra do comunicado espanhol:
“O Ministério das Relações Exteriores acompanha de perto a situação na Venezuela, de forma coordenada com nossos parceiros da União Europeia e com os países da região.
“Em contato permanente com nossa Embaixada e nosso Consulado em Caracas, bem como com a unidade de emergência consular, estamos atentos à situação da comunidade espanhola no país.
“O pessoal da Embaixada e do Consulado da Espanha em Caracas, assim como seus familiares, encontra-se bem.
“A Espanha faz um apelo à desescalada e à moderação, e para que se atue sempre com respeito ao Direito Internacional e aos princípios da Carta das Nações Unidas.
“Nesse sentido, a Espanha está disposta a colocar à disposição seus bons ofícios para alcançar uma solução pacífica e negociada para a atual crise.
“A Espanha recorda que não reconheceu os resultados das eleições de 28 de julho de 2024 e que sempre apoiou as iniciativas para alcançar uma solução democrática para a Venezuela. Recorda também que acolheu –e continuará acolhendo– dezenas de milhares de venezuelanos que tiveram de deixar seu país por motivos políticos e que está disposta a ajudar na busca de uma solução democrática, negociada e pacífica para o país.”
Eis a íntegra do comunicado russo:
“Estamos extremamente preocupados com relatos que indicam que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa teriam sido retirados à força do país em voos, durante as ações agressivas realizadas hoje pelos Estados Unidos.
“Exigimos esclarecimentos imediatos sobre esses relatos. Caso tais ações tenham de fato ocorrido, elas representam uma violação inaceitável da soberania de um Estado independente, cujo respeito é um princípio fundamental do direito internacional.”


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