As Forças Armadas dos Estados Unidos usaram 150 aeronaves nos ataques a 4 alvos na Venezuela na madrugada deste sábado (3.jan.2026). A informação foi divulgada por Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA.
Segundo Caine, a ofensiva incluiu caças F-35, bombardeiros B-1, aviões-tanque para reabastecimento aéreo e drones. As aeronaves pertencem a fabricantes como Lockheed Martin e Boeing.
A operação que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro utilizou helicópteros MH-60 e MH-47, modelo de transporte pesado com 2 rotores, empregado em missões especiais.
De acordo com o comando norte-americano, os helicópteros voaram em baixa altitude para reduzir a detecção por radares e tiveram cobertura aérea de caças durante toda a aproximação.
A captura de Maduro foi conduzida pelo 160th Soar (160º Regimento de Aviação de Operações Especiais), unidade sediada no Estado do Kentucky e especializada em missões de reconhecimento, infiltração e ataque noturno, geralmente executadas em baixa altitude e alta velocidade.
Os militares envolvidos passaram por treinamento em uma réplica do bunker utilizado pelo presidente venezuelano, segundo informações divulgadas pelo comando dos EUA.
Caine é general da Força Aérea dos Estados Unidos, posto equivalente ao de brigadeiro no Brasil. Havia se aposentado em 2024 como general de 3 estrelas. Depois de assumir o 2º mandato, em janeiro de 2025, o presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), reintegrou Caine às Forças Armadas, promoveu-o a general de 4 estrelas e o nomeou chefe do Estado-Maior Conjunto –o cargo militar mais alto do país.
Em pronunciamento neste sábado (3.jan), Trump elogiou o comandante e declarou já ter trabalhado com generais que “não admira”.
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