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Da recompensa à captura: a cronologia da tensão entre EUA e Venezuela

2026/01/04 17:00
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A captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro (PSUV, esquerda), decorrente da invasão dos EUA (Estados Unidos) no sábado (3.jan.2026), foi o estopim de uma tensão geopolítica que se acirrava desde julho de 2025.

Em agosto, o governo de Donald Trump (republicano) anunciou o envio de 3 navios de guerra para a costa venezuelana, justificando a medida como esforço para combater o narcotráfico na América Latina. Ao mesmo tempo, aumentou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à captura de Maduro, acusado de liderar o grupo Cartel de Los Soles, designado como terrorista pelos EUA.

Em setembro, os EUA posicionaram forças militares próximo à costa venezuelana e iniciaram uma série de ataques a embarcações que, segundo o governo Trump, pertenciam ao tráfico de drogas. Mais de 100 pessoas foram mortas pelos EUA em operações marítimas desde então.

A tensão escalou e o espaço aéreo da Venezuela chegou a ser fechado. Trump e Maduro ensaiaram uma reunião em novembro, mas não avançaram. Em dezembro, o republicano disse que a decisão mais “inteligente” do venezuelano seria renunciar.

Após a operação de sábado (3.jan), o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que Maduro recebeu diversas chances para evitar a captura. Trump, declarou que a ação teve como objetivo levar o “ditador” à Justiça estadunidense.

O republicano disse que comandará a Venezuela até a transição de governo e garantirá a exploração de petróleo no país latino. Enquanto isso, a vice de Maduro, Delcy Rodríguez (Movimento Somos Venezuela, esquerda), assume a Presidência interinamente. Segundo Trump, ela está disposta a fazer o que for necessário para os EUA controlarem o país.

Entenda a escalada de acontecimentos que levaram à invasão dos EUA:

O ATAQUE

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), anunciou neste sábado (3.jan.2026), em seu perfil na rede Truth Social, que o país realizou uma operação militar contra a Venezuela e capturou o presidente Nicolás Maduro (PSUV, esquerda) e a primeira-dama Cilia Flores.

O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, afirmou que Trump ordenou a captura de Maduro na noite da 6ª feira (2.jan.2026). A operação foi realizada na madrugada deste sábado (3.jan). Houve também ataques a 4 alvos no país com 150 caças e bombardeios, que decolaram de diferentes pontos e neutralizaram sistemas de defesa aérea venezuelanos.

Helicópteros militares dos EUA transportaram tropas para Caracas, capital venezuelana para capturar Maduro. A missão durou cerca de duas horas e 20 minutos.

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