TRABALHADORES FILIPINOS de ambos os géneros avaliaram-se como mais deficientes em competências linguísticas e operação de maquinaria, segundo um estudo do Banco Asiático de Desenvolvimento (BAD).
No seu relatório "Harnessing Survey Data to Shape the Future of Work", o BAD afirmou que, de acordo com as suas autoavaliações, os trabalhadores filipinos consideraram que a leitura, a escrita e a numeracia básica estão estreitamente alinhadas com os requisitos do trabalho, embora as competências informáticas ou de software e as competências de comunicação estivessem alinhadas em menor grau.
De acordo com a autoavaliação de competências face aos requisitos do trabalho, o BAD constatou que 39% dos homens inquiridos e 27,3% das mulheres se consideravam subqualificados em línguas estrangeiras, classificando a sua proficiência como abaixo do padrão ou necessitando de melhoria.
Para os homens, as outras principais lacunas de competências situavam-se na operação de maquinaria e equipamento (26,5%), gestão de projetos ou competências organizacionais (23,6%), competências informáticas ou de software (20,2%) e competências de trabalho em equipa ou liderança (19,3%).
Para as mulheres, a operação de maquinaria e equipamento (25,4%), gestão de projetos ou competências organizacionais (23,7%), competências informáticas ou de software (17,6%) e trabalho em equipa ou liderança (16,8%) foram as outras principais lacunas de competências autorreportadas.
O BAD observou que, embora algumas áreas de competências apresentassem diferenças de género, as tendências gerais de alinhamento e lacunas percecionadas eram amplamente semelhantes para homens e mulheres.
"Nas Filipinas, os homens estavam mais envolvidos do que as mulheres em tarefas manuais fisicamente exigentes, como levantar, conduzir e usar maquinaria pesada, enquanto as diferenças de género eram mais reduzidas no trabalho de precisão e na atividade física prolongada", afirmou o banco.
No geral, as Filipinas apresentaram a menor correspondência geral de competências, com 71,8% para ambos os géneros, a seguir ao Butão (92,6%) e à Geórgia (78,8%). — Aubrey Rose A. Inosante


