Integrantes do movimento Venezuela Livre participaram de um ato no domingo (4.jan.2026), na Torre de TV, em Brasília (DF), para celebrar a ação militar dos Estados Unidos que culminou na captura de Nicolás Maduro (PSUV, esquerda), em Caracas, no sábado (3.jan).
Cerca de 30 pessoas, que integram o grupo formado por venezuelanos exilados, carregavam bandeiras do país e comemoravam a deposição de Maduro do poder.
Já em São Paulo (SP), também no domingo (4.jan), foi realizado um ato em repúdio à operação norte-americana que depôs e deteve Maduro.
Com cartazes nos quais se lia “Fora Trump da Venezuela”, a manifestação na Avenida Paulista foi convocada por integrantes do MRT (Movimento Revolucionário dos Trabalhadores), da Conlutas, e por outros movimentos sociais e sindicais.
Veja imagens do ato em Brasília (DF):
Veja imagens do ato em São Paulo (SP):
A CUT (Central Única dos Trabalhadores), a UNE (União Nacional dos Estudantes) e outros coletivos e movimentos sociais convocaram para esta 2ª feira (5.jan) atos sob o mote “Contra o imperialismo e em solidariedade ao povo venezuelano”.
As manifestações estão programadas para serem realizadas em São Paulo (SP), no Rio de Janeiro (RJ), em Brasília (DF), em Salvador (BA), em Belo Horizonte (MG) e em Porto Alegre (RS).
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), anunciou no sábado (3.jan), em seu perfil na rede Truth Social, que o país realizou uma operação militar contra a Venezuela e capturou Nicolás Maduro (PSUV, esquerda) e a mulher dele, Cilia Flores.
O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, afirmou que Trump ordenou a captura de Maduro na noite da 6ª feira (2.jan). A operação foi realizada na madrugada de sábado (3.jan). Houve também ataques a 4 alvos no país com 150 caças e bombardeios, que decolaram de diferentes pontos e neutralizaram sistemas de defesa aérea venezuelanos.
Helicópteros militares dos EUA transportaram tropas para Caracas, capital venezuelana para capturar Maduro. A missão durou cerca de duas horas e 20 minutos.
Há questionamentos quanto ao fato de os EUA fazerem uma operação militar em outro país sem aprovação do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas). Trump diz que isso é desnecessário.
Mas também há dúvidas sobre o descumprimento de leis dos EUA. A operação deveria ter sido previamente aprovada pelo Congresso dos EUA. O secretário de Estado, Marco Rubio, declarou que não foi possível comunicar os congressistas com antecedência.
Um oficial norte-americano disse que não houve baixas entre militares dos EUA. Não falou sobre eventuais mortes venezuelanas.
No início da tarde de sábado (3.jan), Trump afirmou a jornalistas que os Estados Unidos assumiriam temporariamente a administração do país até que uma transição política fosse definida. Não detalhou como isso seria feito, concentrando-se em declarações sobre a exploração e a venda do petróleo venezuelano.
Pela Constituição venezuelana, o poder deveria ser exercido pela vice-presidente, Delcy Rodríguez. Trump disse que Rubio conversou com Rodríguez e que ela manifestou disposição para cooperar com ações lideradas pelos EUA.
Sobre a líder oposicionista María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, Trump declarou que ela não teria apoio político suficiente para governar a Venezuela.
Em pronunciamento ao vivo no fim da tarde de sábado (3.jan), Rodríguez contestou as declarações de Trump, classificou a ação dos EUA como violação da soberania venezuelana e afirmou que Maduro continua sendo o presidente legítimo do país.
A vice também declarou que a Venezuela está aberta a uma relação respeitosa com o governo Trump, desde que baseada no direito internacional. “Esse é o único tipo de relação possível. Não seremos colônia de nenhum outro país”, disse.
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