Boletim Focus. Foto: iStock
A primeira edição do Boletim Focus de 2026 trouxe uma leve alta nas expectativas de inflação para este ano. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 subiu de 4,05% na última leitura para 4,06%.
Já em relação ao IPCA de 2025, o Focus trouxe uma redução na projeção, que passou de 4,32% para 4,31%. Para os próximos anos, a estimativa para 2027 foi mantida em 3,80%, enquanto a mediana para 2028 segue em 3,50%.
Vale lembrar que a meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para baixo ou para cima.
As expectativas do mercado financeiro para os principais indicadores macroeconômicos seguem praticamente congeladas.
No caso do Produto Interno Bruto (PIB), que mede a soma de todas as riquezas produzidas no país, a previsão continua indicando avanço de 1,8% em 2026. O mesmo ritmo de crescimento é esperado para 2027. Já para 2028, os analistas projetam uma aceleração moderada, com expansão de 2%.
No mercado de câmbio, o dólar deve encerrar 2026 cotado a R$ 5,50, segundo as estimativas atuais. O valor permanece inalterado há 12 semanas. Para os anos seguintes, a expectativa é de estabilidade em 2027, também em R$ 5,50, e leve alta em 2028, quando a moeda norte-americana pode chegar a R$ 5,52.
Em relação aos juros, a taxa Selic, que fechou 2025 no patamar de 15%, deve entrar em trajetória de queda ao longo dos próximos anos. A projeção do Boletim Focus aponta para uma taxa de 12,25% em 2026, recuando para 10,50% em 2027 e alcançando 9,75% em 2028.


