Imagem simboliza estouro da bolha da IA Donald Iain Smith/Stock via Getty Images A economia global continuará a expandir-se em 2026, mas em bases mais inst Imagem simboliza estouro da bolha da IA Donald Iain Smith/Stock via Getty Images A economia global continuará a expandir-se em 2026, mas em bases mais inst

10 tendências de tecnologia para 2026

2026/01/05 23:38
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Imagem simboliza estouro da bolha da IA — Foto: Donald Iain Smith/Stock via Getty Images Imagem simboliza estouro da bolha da IA — Foto: Donald Iain Smith/Stock via Getty Images

A economia global continuará a expandir-se em 2026, mas em bases mais instáveis. As relações tensas entre os EUA, a China e a Rússia são fontes óbvias de tensão, além das questões não resolvidas em Gaza e no Oriente Médio, segundo a IESE Business School. Além disso, a escalada da crise na Venezuela também deverá gerar impactos econômicos, especialmente para a América Latina.

Pelo lado da tecnologia, há uma forte preocupação com o possível estouro da bolha da IA, ao mesmo tempo em que devem crescer nas empresas a adoção dos sistemas de multiagentes. A presença cada vez maior de robôs nas empresas - e também nas casas - deverá ser acompanhada pelo crescimento do mercado de veículos autônomos, que finalmente ganharam impulso nos EUA em 2025. Outros movimentos interessantes serão a expansão do setor de carros elétricos e uma retomada acentuada do turismo global.

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Confira abaixo dez tendências que nenhum executivo pode se dar ao luxo de ignorar no próximo ano.

1. A bolha estoura

Os gatos desenfreados em infraestrutura podem levar ao estouro da bolha — Foto: Divulgação Os gatos desenfreados em infraestrutura podem levar ao estouro da bolha — Foto: Divulgação

Os gastos desenfreados em infraestrutura para inteligência artificial podem estar mascarando a fragilidade econômica dos Estados Unidos. Será que a bolha vai estourar? É provável. Mas, assim como aconteceu com ferrovias, eletricidade e internet, um colapso não significaria que a tecnologia não tem valor real. Ela vai continuar avançando, apesar do impacto econômico do estouro da bolha, assinala a The Economist.

Na expectativa de que a inteligência artificial seja transformadora, grandes empresas de tecnologia americanas investiram mais de US$ 400 bilhões em data centers e outras infraestruturas necessárias durante 2025; segundo uma estimativa, impressionantes US$ 7 trilhões serão gastos até o final da década. No entanto, as receitas com IA até agora somam apenas US$ 50 bilhões por ano, cerca de um oitavo da receita anual total da Apple ou da Alphabet. Uma correção de mercado na área de IA teria consequências em cadeia para a economia americana. O investimento em data centers e os efeitos de riqueza provenientes de um mercado de ações em alta ajudaram a mascarar o impacto das tarifas, da menor imigração e da incerteza. Mas se o boom da IA ​​estagnar, trilhões de dólares em patrimônio das famílias americanas podem desaparecer.

Para o futurista Scott Galloway, a maior ilusão da IA ​​até agora é a suposição de que, nos próximos anos, construiremos algo próximo à capacidade de rede e energia necessária para mantê-la. A OpenAI precisa de 20% da capacidade elétrica atual dos EUA — o equivalente a 250 usinas nucleares — a um custo de US$ 10 trilhões. Há uma espera de cinco a oito anos para conectar um novo data center à rede. Enquanto isso, a China tem mais que o dobro da capacidade energética dos EUA pela metade do custo. E essa será, segundo o futurista, a razão do estouro da bolha em 2026.

2. Modelos de mundo superam os de linguagem

Os modelos de mundo vão impactar em primeiro lugar o mundo dos games — Foto: Divulgação/EPIC/Fortnite Os modelos de mundo vão impactar em primeiro lugar o mundo dos games — Foto: Divulgação/EPIC/Fortnite

Os grandes modelos de linguagem que alimentam o ChatGPT e outros chatbots de IA generativa não vão desaparecer tão cedo. Mas eles são limitados e provavelmente não nos levarão à “inteligência artificial geral” que os donos das big techs almejam. Um grupo crescente de pesquisadores está trabalhando no que vem a seguir: os world models (modelos de mundo). A “madrinha da IA”, Fei-Fei Li, e o ex-cientista-chefe de IA da Meta (e “padrinho da IA”) Yann LeCun, lançaram startups desenvolvendo essa abordagem. Em um modelo de mundo, a IA é capaz de vagar por um ambiente virtual, aprendendo por meio da experiência e da interação, em vez de apenas absorver livros, filmes e outros conjuntos de dados, assinala no WSJ.

Diferentemente dos grandes modelos de linguagem, que determinam as saídas com base em relações estatísticas entre palavras e frases, os modelos de mundo antecipam resultados imitando as construções mentais que os humanos fazem do mundo ao seu redor. Pense em uma criança que, sem habilidades linguísticas, aprende que, se empurrar um carrinho de brinquedo, ele rolará. O primeiro setor a ser impactado será o de games.O Google DeepMind e a startup World Labs, de Fei-Fei Li, estão apostando nos "modelos de mundo real" para remodelar o setor, já que os modelos de mundo são capazes de gerar ambientes 3D interativos a partir de simples comandos de texto.

3. Sistemas multiagentes entram em ação

Os sistemas multiagentes vão resolver problemas complexos dentro das empresas — Foto: Getty Images Os sistemas multiagentes vão resolver problemas complexos dentro das empresas — Foto: Getty Images

Apesar de todo o hype em torno dos agentes em 2025, a verdade é que a tecnologia ainda não decolou. Segundo estudo da Deloitte, apenas 11% das organizações globais empregam agentes em sua operação. O levantamento mostra ainda que 42% das empresas estão desenvolvendo uma estratégia para os agentes, enquanto 35% ainda nem começaram. Para a Gartner, 40% dos projetos com agentes realizados até agora irão falhar — não porque a tecnologia não funcione, mas porque as organizações estão automatizando problemas isolados em vez de redesenhar as operações de ponta a ponta.

Mas isso deve mudar em 2026, quando entrarão em ação os sistemas multiagentes (MAS), conjuntos de agentes de IA que interagem entre si para atingir objetivos complexos. “A adoção de sistemas multiagentes oferece às organizações uma maneira prática de automatizar processos estruturais, aprimorar as habilidades das equipes e facilitar o convívio entre pessoas e agentes de IA”, diz estudo da consultoria. Para a PwC, áreas promissoras para os sistemas multiagentes são detecção e previsão de demanda, hiperpersonalização, design de produto, finanças, impostos e auditoria interna, além de RH e, claro, TI. Com agentes de qualidade, diz a consultoria, será possível rastrear o valor que importa para o negócio, seja ele financeiro (impacto no lucro e prejuízo), operacional (diferenciação de mercado) ou relacionado à força de trabalho e à confiança.

4. Robótica avança, mas em ritmo lento

A 1X Technologies afirma que o robô será capaz de realizar tarefas domésticas — Foto: Divulgação A 1X Technologies afirma que o robô será capaz de realizar tarefas domésticas — Foto: Divulgação

Os robôs estão finalmente deixando de ser uma promessa para se tornarem realidade, à medida que a IA, os sensores e a ciência dos materiais convergem, resultando em máquinas que podem ver, pensar e se mover pelo mundo com propósito, na visão da futurista Amy Webb. Galloway não é tão otimista. Para ele, as oportunidades neste momento não estão nos robôs que imitam humanos, mas sim naqueles que substituem humanos em escala industrial. Nesse sentido, o maior exemplo é a Amazon, que implantou em 2025 seu milionésimo robô: sua IA DeepFleet coordena toda a frota de robôs, melhorando a eficiência de deslocamento dentro dos armazéns em 10%, segundo a Deloitte. Segundo Rodney Brooks, professor emérito de robótica do MIT, teremos muitos robôs humanoides daqui a 15 anos, mas eles não se parecerão nem com os robôs humanoides de hoje nem com humanos.

Por enquanto, apenas duas startups estão prontas para disponibilizar robôs domésticos nos Estados Unidos, e apenas em testes reduzidos, lembra o The Wall Street Journal: a 1X, com seu Neo cinza, e a Sunday Robotics, com o Memo, que usa um boné de beisebol. O objetivo é coletar dados do mundo real para tornar os robôs melhores em tarefas como dobrar roupas e esvaziar a máquina de lavar louça. No caso da 1X, porém, muitas dessas tarefas ainda serão realizadas por um operador humano remoto — alguém na sede controlando o robô por meio de um headset de realidade virtual. E, embora o CEO da Sunday Robotics, Tony Zhao, diga que os testes domésticos usarão robôs totalmente autônomos, esse grupo inicial será bastante limitado.

5. Autônomos e elétricos ganham terreno

Modelo Super 9, da Fang Cheng Bao, marca de luxo da BYD — Foto: Divulgação/Fang Cheng Bao Modelo Super 9, da Fang Cheng Bao, marca de luxo da BYD — Foto: Divulgação/Fang Cheng Bao

2025 foi um ótimo ano para os veículos autônomos nos Estados Unidos. A Waymo, da Alphabet, chegou a mais cidades, como Los Angeles e Phoenix; a Zoox, da Amazon, começou a transportar passageiros em Las Vegas e San Francisco; e os robotáxis da Tesla chegaram às ruas de Austin, no Texas. O impulso deve continuar no novo ano, diz o WSJ. A Waymo planeja atuar em Miami, Dallas, Houston, San Antonio e Orlando. E há testes programados para Nova York, Baltimore, Pittsburgh, St. Louis e Filadélfia. Já a Zoox faz testes em Los Angeles, Atlanta e Washington, e planeja chegar também a Austin e Miami.

Também em 2026, a vendas globais de veículos elétricos devem crescer 15%, chegando a 24 milhões de unidades, com a China respondendo por mais da metade desse total, segundo a The Economist. Nos Estados Unidos, a venda de elétricos deve crescer apenas 2%, à medida que os Estados Unidos deixam de oferecer incentivos a quem diminuir suas emissões de CEO2, e levando em conta a desistência de empresas como Honda e Aston Martin, que adiaram o lançamento de seus elétricos. Mesmo assim, algumas empresas deverão avançar com seus projetos de super elétricos de alta velocidade. Novos lançamentos da Polestar, Alpine e Porsche estão a caminho, junto com o primeiro carro totalmente elétrico da Ferrari.

6. Turismo forte, apesar de tudo

Resort da Red Sea Global tem bar exclusivo com vista para o Mar Vermelho — Foto: Divulgação/Red Sea Global Resort da Red Sea Global tem bar exclusivo com vista para o Mar Vermelho — Foto: Divulgação/Red Sea Global

Apesar das preocupações com restrições de viagens, cortes de emissões e superlotação, um número recorde de 2 bilhões de viajantes internacionais deverá gastar US$ 1,8 trilhão em 2026, segundo estimativas da The Economist - um quarto desse dinheiro será gasto por turistas americanos e chineses, e haverá um aumento de turistas indianos rodando o mundo. A China deve atrair 8% dos turistas globais, com a ajuda de um novo parque temático Legoland e da isenção de visto para alguns.

A Europa pretende facilitar o movimento entre países usando identificação biométrica e um sistema de autorização para viajantes sem visto. Outros pólos de crescimento do turismo serão o Sudeste Asiático, a Rússia (que vai testar o acesso sem visto para brasileiros, sul-africanos e outros), e a Arábia Saudita, que aposta no Amaala, seu mais novo empreendimento de turismo de luxo, desenvolvido pela Red Sea Global para aumentar o número de visitantes no país. Nos Estados Unidos, o turismo deve aumentar apenas 2%, por conta dos controles de fronteira e dos altos preços — embora nada disso vá impedir que os torcedores de futebol lotem o país para assistir à Copa do Mundo.

7. A realidade imersiva invade os negócios

A realidade virtual invade as empresas — Foto: Unsplash A realidade virtual invade as empresas — Foto: Unsplash

A realidade imersiva está rapidamente deixando para trás suas raízes em jogos e entretenimento para se tornar uma força transformadora em diversos setores, diz a McKinsey. À medida que a tecnologia amadurece, as organizações que integrarem a RA e a RV de forma criteriosa em suas operações desbloquearão novas dimensões de produtividade, criatividade e conexão humana. A próxima onda de inovação será definida não apenas pelos avanços técnicos, mas também pela forma como as experiências imersivas podem ser integradas ao cotidiano dos negócios.

8. Lua e Marte na mira

Nono voo da Starship, em maio de 2025 — Foto: SpaceX Nono voo da Starship, em maio de 2025 — Foto: SpaceX

Após muitos atrasos, a data prevista para o lançamento da missão Artemis II, que marca a volta do ser humano à Lua, é fevereiro de 2026. Este será o segundo voo do Sistema de Lançamento Espacial (SLS) da NASA em direção à Lua, e o primeiro com tripulação a bordo da espaçonave Orion, um foguete de grande porte e alto custo. Em uma missão de dez dias, os astronautas — Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen — devem sobrevoar a Lua para testar espaçonaves e sistemas de suporte à vida. A intenção é abrir caminho para a Artemis III, que deverá fazer, em 2027, o primeiro pouso lunar tripulado desde o fim do programa Apollo em 1972.

Enquanto isso, a SpaceX continuará testando seu gigantesco foguete Starship. Em 2026, a empresa pretende fazer seu primeiro avanço em direção a Marte. Neste ano,Terra e Marte estarão alinhados de maneira ideal para um lançamento, e Elon Musk já afirmou diversas vezes que deseja aproveitar essa janela de oportunidade para enviar uma Starship não tripulada ao planeta vermelho. Se ele perder a chance desta vez (e há uma boa probabilidade de que isso aconteça), a próxima oportunidade surgirá em 2028.

9. Medicamentos emagrecedores ganham mais alcance

Wegovy — Foto: Getty Images Wegovy — Foto: Getty Images

Remédios para perda de peso à base de GLP-1 estão se tornando mais eficiente e baratos - a última novidade é a aprovação de uma versão em comprimido do Wegovy, da Novo Nordisk, pela agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês), em dezembro. O aval da FDA marca uma nova era para os medicamentos voltados à perda de peso. Outras empresas também disputam esse espaço: a farmacêutica americana Eli Lilly, por exemplo, está no processo de desenvolver pílulas com mecanismos semelhantes. A expectativa é que o Wengovy em comprimido seja lançado nos Estados Unidos no início de janeiro de 2026.

Com a maior facilidade de acesso, fica a questão: qual será a ética para medicamentos acessíveis a todos, mas que não deveriam ser tomados por todos (especialmente sem orientação médica)? Em 2026, devem crescer os debates sobre a popularização extrema dos emagrecedores - e seu impacto em setores como saúde, alimentação, fitness e beleza.

10. A bioengenharia alcança a maturidade

A bioengenharia com IA irá reduzir custos na indústria — Foto: Getty Images A bioengenharia com IA irá reduzir custos na indústria — Foto: Getty Images

O uso de IA em bioengenharia está acelerando os setores de P&D das empresas e reduzindo custos, permitindo que pesquisadores identifiquem novos materiais, criem rotas biológicas mais otimizadas para a produção e prototipagem de mais produtos. A rápida evolução dessas tecnologias, no entanto, traz novos desafios éticos, regulatórios e sociais, lembra a McKinsey. A adoção bem-sucedida de inovações em bioengenharia depende de garantir a aceitação pública e criar estruturas robustas para o desenvolvimento e a aplicação responsáveis. “A bioengenharia finalmente chegou ao estágio em que estamos começando a ver algum nível de maturidade — como o uso mais ubíquo da IA ​​no projeto químico e biológico, medicamentos de precisão bioengenheirados no mercado e bioimpressão 3D. Ninguém mais duvida do impacto científico e econômico dessa área.”

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