OpenAI — Foto: Getty Images
A OpenAI, dona do ChatGPT, está pagando em ações aos seus funcionários mais do que qualquer startup de tecnologia nos últimos anos, de acordo com dados financeiros que a empresa apresentou a investidores. As informações são do The Wall Street Journal.
A remuneração baseada em ações da companhia é de cerca de US$ 1,5 milhão por funcionário, em média, considerando um quadro de aproximadamente 4.000 empregados. Esse valor é sete vezes maior do que a remuneração em ações divulgada pelo Google em 2003, antes de entrar com pedido de abertura de capital no ano seguinte, por exemplo.
Os US$ 1,5 milhão também representam cerca de 34 vezes a remuneração média dos funcionários de 18 outras grandes empresas de tecnologia no ano anterior aos seus IPOs, segundo a análise do Wall Street Journal com base em dados compilados pela Equilar. A pesquisa revisou os principais IPOs de tecnologia dos últimos 25 anos, e os números de remuneração foram ajustados para valores de 2025, para considerar a inflação.
A empresa informou recentemente que irá descontinuar a política que exigia que os funcionários trabalhassem na OpenAI por pelo menos seis meses antes que suas ações fossem adquiridas (vesting). Essa mudança pode levar a aumentos adicionais na remuneração.
À medida que a corrida em IA se intensifica, a OpenAI vem distribuindo pacotes massivos de remuneração em ações para pesquisadores e engenheiros, tornando alguns deles entre os funcionários mais ricos do Vale do Silício. A dona do ChatGPT passou a enfrentar pressão para aumentar os salários depois que Mark Zuckerberg, CEO da Meta, começou a oferecer pacotes de remuneração avaliados em centenas de milhões de dólares a executivos e pesquisadores de concorrentes.
Para se ter uma ideia, a ofensiva de recrutamento de Zuckerberg atraiu mais de 20 profissionais da OpenAI, incluindo o co-criador do ChatGPT, Shengjia Zhao.
Procurado pelo The Wall Street Journal, um porta-voz da OpenAI se recusou a comentar.


