As exportações brasileiras de commodities agrícolas começaram 2026 em forte alta, principalmente no milho e nas proteínas animais nesta segunda-feira (5). O milho, foi beneficiado tanto pelo aumento das exportações quanto pela demanda do setor de proteínas e do etanol, que utilizam o grão como insumo.
Dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) apresentados por Guto Gioielli, analista CNPI e fundador do Portal das Commodities, mostram que os embarques da primeira semana de janeiro indicam ritmo superior ao do mesmo período do ano passado, com impacto direto sobre o mercado de grãos.
Confira a análise na íntegra abaixo:
Na comparação anual, o milho soma 26 milhões de toneladas exportadas, acima das 16 milhões registradas no mesmo intervalo do ano anterior. Na primeira semana de janeiro, os embarques atingiram 877 mil toneladas, mantendo um patamar considerado relevante para o início do ano.
Já a soja apresentou desempenho mais contido no curto prazo. Os embarques somaram 980 mil toneladas, abaixo dos 1,29 milhão registrados um ano antes. No acumulado anual, a oleaginosa registra 16 milhões de toneladas, contra 29 milhões no mesmo período do ciclo anterior.
Esse movimento reforça a diferença de ritmo entre os dois grãos no início de 2026.
Do lado das importações, o milho apresentou retração. As compras externas caíram 23,3%, com 96 mil toneladas importadas, ante 176 mil toneladas no mesmo período anterior. Esse movimento contribui para um maior equilíbrio entre oferta interna e demanda.
As exportações de carnes tiveram crescimento expressivo e ajudam a sustentar a demanda por milho no mercado interno, já que o grão é usado na ração animal.
Na comparação com dezembro do ano passado:
Somente a carne bovina já acumula 218 mil toneladas embarcadas, superando o volume total de dezembro do ano anterior. A carne de aves soma 327 mil toneladas, próxima de ultrapassar o desempenho passado, enquanto a carne suína já se aproxima do volume total do último dezembro.
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