As bolsas dos Estados Unidos fecharam esta segunda-feira (5) em alta, em meio às repercussões da incursão dos EUA na Venezuela, que resultou na queda de Nicolás Maduro no fim de semana.
O movimento favoreceu ações de empresas dos setores de petróleo e defesa, diante das expectativas sobre a ampliação da presença de Washington na região e possíveis mudanças no setor energético venezuelano.
Indicadores econômicos dos EUA também permaneceram no radar dos investidores. O índice de atividade industrial dos EUA (PMI) recuou e veio abaixo da expectativa de analistas consultados pela FactSet, que projetavam avanço.
Confira o desempenho dos principais índices:
Segundo a Bloomberg, o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, pretende se reunir nesta semana com executivos da indústria petrolífera para discutir a revitalização do setor energético da Venezuela após a captura de Maduro.
Wright participará da Conferência de Energia, Tecnologia Limpa e Utilidades do Goldman Sachs, em Miami, evento que contará com executivos da Chevron, ConocoPhillips e outras empresas do setor.
As ações da Chevron, que mantém operações na Venezuela, subiram 5,10%. Os papéis da ConocoPhillips avançaram 2,59%, enquanto a Exxon Mobil registrou alta de 2,21%.
O setor de defesa foi outro destaque positivo do pregão, refletindo expectativas de aumento de contratos e investimentos ligados à atuação dos EUA na região. A Lockheed Martin teve alta de 2,92%. A Northrop Grumman avançou 4,38%. Já a Leidos Holdings encerrou o dia com ganhos de 6,55%.
O setor financeiro também apresentou desempenho positivo. O Goldman Sachs subiu 3,73%. O Citigroup avançou 3,88%. O JPMorgan teve alta de 1,23%, enquanto Bank of America e Morgan Stanley registraram ganhos de 1,68% e 2,55%, respectivamente.
Na ponta negativa, a Versant caiu 13,03% após anunciar a conclusão de sua cisão da Comcast. A empresa informou que seus papéis passarão a ser negociados separadamente na Nasdaq a partir desta segunda-feira.
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