A Altside, primeira consultoria especializada em criptomoedas do Brasil, recebeu autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para expandir sua atuação e passar a oferecer também orientação em investimentos tradicionais.
Com isso, a empresa amplia sua presença no mercado financeiro e reforça sua proposta de planejamento patrimonial integrado.
A habilitação permite que a consultoria una, em uma mesma estratégia, ativos do mercado tradicional e criptoativos, dentro de um modelo de orientação estruturada de longo prazo.
De acordo com Felipe Mendes, CEO da Altside, a autorização da CVM chega em um momento de aumento da procura por serviços que combinem investimentos tradicionais e cripto.
“A CVM valida nosso compromisso com governança, independência e segurança para famílias que querem unir cripto e mercado tradicional em uma única estrutura de planejamento patrimonial”, afirma.
A empresa atua exclusivamente com consultoria técnica, sem executar ordens ou custodiar recursos dos clientes. O modelo de remuneração é baseado em fee fixo sobre o valor aconselhado, prática comum em consultorias independentes.
Dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) indicam que o mercado tradicional reúne cerca de R$ 3,5 trilhões em ativos sob gestão.
Já no mercado de criptomoedas, estimativas apontam que aproximadamente 26 milhões de brasileiros possuem algum tipo de criptoativo. No segundo trimestre de 2025, a B3 contabilizava cerca de 5,4 milhões de investidores pessoa física em renda variável.
A pesquisa divulgada pela Altside em outubro, com cerca de 3 mil investidores, revelou que quem investe em criptomoedas tem, em média, três vezes mais patrimônio do que outros investidores. Com a mudança, ela estará apta a aproximar os clientes tradicionais com o setor cripto.
“Estamos entrando em uma fase em que cripto deixa de ser um elemento isolado e passa a ocupar um papel estrutural no planejamento patrimonial brasileiro. Nosso objetivo é liderar essa transição com método, transparência e visão de longo prazo”, diz Mendes.
Segundo a Chainalysis, o Brasil movimentou cerca de R$ 1,7 trilhão em criptoativos entre 2024 e 2025, alta próxima de 110%. Levantamentos da Locomotiva e do Datafolha indicam que 16% dos brasileiros acima de 16 anos já investiram em cripto.
Entre investidores de alta renda, o percentual sobe para 42%, com patrimônio médio superior a R$ 521 mil. Esse público, segundo a consultoria, demanda maior estrutura de gestão, controle de risco e integração com outros ativos.
Na pesquisa realizada pela Altside, cerca de um em cada quatro pessoas possui mais de R$ 1 milhão em criptoativos, mas sem uma estratégia formal de risco, sucessão ou integração patrimonial.
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