O robô LilMilo, da Ecovacs — Foto: Divulgação
A inteligência artificial nem sempre serve para aumentar a produtividade de uma empresa ou tirar o emprego de alguém. Às vezes, é apenas uma boa companhia. Embora os robôs de estimação não tenham sido as maiores estrelas da CES 2026, eles fizeram sucesso entre aqueles que procuravam atrações curiosas e "fofas" dentro da feira de tecnologia de Las Vegas, relata o The Verge.
Não faltam máquinas projetadas para fins específicos em exibição em Las Vegas: há a geladeira controlada por voz da Samsung, o barista da Bosch com Alexa Plus e robôs aspiradores mais inteligentes, como o Flow 2 da Narwal, que encontra brincos, ou o Eufy S2 da Anker, que também funciona como difusor de aromaterapia.
Robôs humanoides como o CLOiD da LG e o Onero H1 da SwitchBot também roubaram a cena, ao prometerem ajudar nas tarefas domésticas. Ou no chão de fábrica, no caso da nova versão do Atlas, da Boston Dynamics.
Mas nem todos os robôs na CES parecem tão interessados em ter um emprego. Longe das grandes demonstrações, uma tendência mais discreta está se consolidando: máquinas projetadas para pouco além de existir. E elas estão por toda parte.
DeskMate, da Loona — Foto: Divulgação
Se você se cansar de carregar o celular, o DeskMate da Loona oferece uma solução: ele transforma seu iPhone em um companheiro fofo, no estilo Pixar, com olhos grandes que acompanham sua fala. Ele também possui recursos práticos, como integração com o Slack e assistência em reuniões. Mas aqui o que interessa mais é o jeito meigo como o celular te olha. A empresa afirma que a ferramenta é alimentada por IA, embora não explique como.
W1, da Zeroth — Foto: Divulgação
Falando em Pixar, a startup de robótica com IA Zeroth apresentou um robozinho que lembra de perto o simpático WALL-E do cinema. O robô, chamado W1, não faz muita coisa além de seguir você, carregar pequenos objetos ou tirar algumas fotos. A empresa afirma que o W1, disponível apenas na China por enquanto, é baseado em "IA ambiental e de mobilidade avançada", embora os detalhes sejam vagos.
M1, da Zeroth — Foto: Divulgação
A Zeroth também está trazendo para os EUA um robô humanoide do tamanho de um boneco, o M1. Com foco no público infantil, ele combina serviços úteis — lembretes, auxílio com cuidados infantis, detecção de quedas — com companhia, utilizando o modelo de IA Gemini do Google para conversas. Essa combinação já garantiu um público para robôs sociais populares em partes da Ásia, particularmente na China e na Coreia do Sul, onde os robôs são populares entre crianças e idosos. A CES 2026 sugere que esse conceito está sendo deliberadamente repaginado e comercializado para lares ocidentais.
Fuzozo, Robopoet — Foto: Divulgação
Entre os animais de estimação robóticos, destaque para o Fuzozo, uma bolinha de pelo que ronrona quando você a acaricia e pode reconhecer seu dono. Ao contrário de muitos dispositivos de IA domésticos, ele tem uma conexão com o celular, permitindo que seja carregado para onde você for - um indício de quão onipresentes esses produtos podem ser no futuro, mesmo que não esteja claro como exatamente a IA está sendo usada.
LilMilo, Ecovacs — Foto: Divulgação
A empresa de robôs aspiradores Ecovacs afirma que o robô companheiro LilMilo usa IA e “biometria realista” para reconhecer vozes, desenvolver uma personalidade e se adaptar aos hábitos do usuário. Como acontece com outros produtos, os detalhes sobre os elementos de IA dentro do LilMilo são genéricos e vagos. É um produto estranho para uma empresa que acabou de lançar um robô limpador de piscinas, e um sinal revelador de como as empresas esperam cada vez mais que aceitemos companheiros físicos de IA em nossas casas não pelo que fazem, mas simplesmente por estarem lá.


