Local é conhecido como o "presídio dos famosos"; condenado pelo STF cumprirá pena de 8 anos anos em penitenciária de Potim, também no interior de SPLocal é conhecido como o "presídio dos famosos"; condenado pelo STF cumprirá pena de 8 anos anos em penitenciária de Potim, também no interior de SP

Hacker Walter Delgatti é transferido de cadeia e deixa Tremembé

2026/01/07 21:12
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O hacker Walter Delgatti Neto, condenado pela invasão do sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), foi transferido em dezembro da Penitenciária II “Dr. José Augusto Salgado”, em Tremembé (SP), conhecida como o “presídio dos famosos”. Ele passa a cumprir a sua pena de 8 anos e 3 meses de prisão na Penitenciária 2 de Potim (SP), também no Vale do Paraíba.

A SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) de São Paulo informou que todos os detentos de regime fechado de Tremembé foram transferidos. Delgatti está preso há 3 anos e havia ido para esta unidade em fevereiro de 2025.

Em abril do ano passado, o presídio de Potim, onde o hacker cumpre pena desde dezembro, registrou um motim que deixou 3 presos feridos. O caso envolveu bloqueio de celas e brigas entre os detentos.

O STF (Supremo Tribunal Federal) condenou em maio Delgatti e a ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP) por inserirem dados falsos no sistema do CNJ, como um mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes. A invasão se deu em janeiro de 2023 e a Corte entendeu que ambos tentaram descredibilizar o Judiciário e questionar o processo eleitoral.

A PGR (Procuradoria Geral da República) se manifestou em dezembro favorável à progressão da pena de Delgatti para o regime semiaberto. O procurador-geral da República Paulo Gonet afirmou que o hacker já cumpriu 20% do tempo de detenção e apresentou bom comportamento. O ministro Alexandre de Moraes não tem prazo para decidir se seguirá ou não a manifestação. 

Delgatti também responde em liberdade a uma condenação de 20 anos de prisão por hackear autoridades públicas envolvidas na operação Lava Jato. O processo ainda tem recursos pendentes na 2ª Instância da Justiça Federal de Brasília. O Poder360 procurou sua defesa, mas ainda não obteve resposta. O espaço segue aberto.

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