Declaração de Mike Johnson se deu depois da operação militar que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás MaduroDeclaração de Mike Johnson se deu depois da operação militar que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro

EUA “não estão em guerra”, diz presidente da Câmara

2026/01/08 01:14
Leu 3 min
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O presidente republicano da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Mike Johnson, disse nesta 4ª feira (7.jan.2026) que o país “não está em guerra” depois da operação militar em Caracas que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro (PSUV, esquerda), no sábado (3.jan). A declaração se deu durante conversa com jornalistas depois de reunião com altos funcionário do governo norte-americano.

Segundo Johnson, a ação ordenada pelo presidente Donald Trump (Partido Republicano) não configura um conflito armado tradicional, visto que não há tropas norte-americanas em solo venezuelano nem ocupação do território. 

Johnson também comentou sobre a notificação da operação ao Congresso. Ele disse que foi informado por telefone pelo secretário de Estado, Marco Rubio, às 4h da manhã (horário local), horas antes do ataque começar. Segundo o presidente da Câmara, como a ação não foi caracterizada como o início de uma guerra, o governo não era obrigado a notificar o Congresso antes, mas deveria apresentar um relatório no prazo de até 48 horas depois do início das hostilidades, conforme estabelece a Lei de Poderes de Guerra dos EUA. 

O presidente da Câmara declarou ainda que a operação foi legal e não exigiu consentimento prévio do Legislativo, reforçando que a medida tem o objetivo de pressionar por uma mudança de comportamento no governo venezuelano, e não iniciar um novo conflito internacional. 

Assista:

O ataque

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), anunciou no sábado (3.jan.2026), em seu perfil na rede Truth Social, que o país realizou uma operação militar contra a Venezuela e capturou o presidente Nicolás Maduro (PSUV, esquerda) e a primeira-dama Cilia Flores.

O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, afirmou que Trump ordenou a captura de Maduro na noite da 6ª feira (2.jan.2026). A operação foi realizada na madrugada de sábado (3.jan). Houve também ataques a 4 alvos no país com 150 caças e bombardeios, que decolaram de diferentes pontos e neutralizaram sistemas de defesa aérea venezuelanos.

Helicópteros militares dos EUA transportaram tropas para Caracas, capital venezuelana, para capturar Maduro. A missão durou cerca de duas horas e 20 minutos.

Comando do país

No início da tarde de sábado (3.jan.2026), Trump afirmou a jornalistas que os Estados Unidos assumiriam temporariamente a administração do país até que uma transição política fosse definida. Não detalhou como isso seria feito, concentrando-se em declarações sobre a exploração e a venda do petróleo venezuelano.

Pela Constituição venezuelana, o poder deveria ser exercido pela vice-presidente, Delcy Rodríguez. Trump disse que Rubio conversou com Rodríguez e que ela manifestou disposição para cooperar com ações lideradas pelos EUA.

Sobre a líder oposicionista María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, Trump declarou que ela não teria apoio político suficiente para governar a Venezuela.

Em pronunciamento ao vivo no fim da tarde de sábado (3.jan), Rodríguez contestou as declarações de Trump, classificou a ação dos EUA como violação da soberania venezuelana e afirmou que Maduro continua sendo o presidente legítimo do país.

A vice também declarou que a Venezuela está aberta a uma relação respeitosa com o governo Trump, desde que baseada no direito internacional. “Esse é o único tipo de relação possível. Não seremos colônia de nenhum outro país”, disse.

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