O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta quarta-feira (7) em queda 1,03%, aos 161.975,24 pontos, após ter atingido o segundo maior nível de fechamento já registrado na B3 ontem.
A queda refletiu principalmente ao relatório ADP, que mede a criação de vagas no setor privado dos Estados Unidos. O dado apontou a abertura de 41 mil postos de trabalho em dezembro, abaixo da expectativa do mercado, que era de 48 mil.
Em sua fala ao Broadcast, Luise Coutinho, head de Produtos e Alocação na HCI Advisors, explicou que o número reforça a percepção de desaceleração do mercado de trabalho americano.
Embora o relatório não tenha correlação direta com os dados oficiais, ele costuma ser usado como uma referência preliminar para o payroll, relatório oficial de empregos, que será divulgado na sexta-feira (9).
No mesmo dia, será divulgada a inflação oficial (IPCA) no Brasil.
Além da agenda internacional, investidores acompanham os desdobramentos da invasão norte-americana à Venezuela e a sinalização de maior oferta de petróleo aos EUA. Segundo Marcos Vinícius Oliveira, economista e analista sênior da ZIIN Investimentos, esses fatores pressionam os preços das commodities.
A expectativa de aumento da oferta de petróleo tende a impactar as cotações da commodity no médio prazo, afetando diretamente ações do setor. O movimento limitou o avanço das ações da Petrobras, que subiram 0,09% (ON) e 0,64% (PN).
As ações da Vale (+0,59%), papel de maior peso no Ibovespa, também subiram, mas não foram suficientes para conter a queda generalizada do setor financeiro, com quedas que chegaram a 2,27% (Santander). Itáu recuou 1,6%.
Entre as maiores altas do dia destacaram-se Cogna (+7,51%), CSN (+5,69%), Brava (+2,74%). Já entre as quedas, ficaram Assaí (-6,33%), Cyrela (-4,87%) e Axia Energia (-4,81%).
Acompanhe o gráfico Ibovespa (em tempo real):
O post Ibovespa: Bolsa recua com emprego nos EUA e pressão sobre petróleo apareceu primeiro em Monitor do Mercado.


