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Estrangeiros voltam para Bolsa brasileira em 2025, mas desaceleração no 2º semestre é inédita

2026/01/09 00:56
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O fluxo de investimento estrangeiro para a Bolsa brasileira (B3) encerrou 2025 em terreno positivo, ainda que a segunda metade do ano tenha sido marcada pela interrupção do fluxo estrangeiro, algo inédito na história da B3, aponta um levantamento da Elos Ayta.

Em dezembro, as aquisições realizadas por investidores de fora do país alcançaram R$ 339,6 bilhões, representando um crescimento de 9,1% frente a novembro. No mesmo período, as alienações somaram R$ 341,5 bilhões, avanço mensal de 10,4%.

No consolidado do ano, as compras realizadas por estrangeiros atingiram R$ 3,56 trilhões e as vendas chegaram a R$ 3,54 trilhões, encerrando o ano com um dos meses mais líquidos da série recente.

Na comparação com 2024, os volumes cresceram 6,3% e 4,5%, respectivamente, indicando manutenção de elevada participação operacional do investidor estrangeiro na B3.

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semestre rompe padrão observado desde 2022

Considerando as captações via IPOs e follow-ons, o saldo líquido do capital estrangeiro na B3 entre julho e dezembro de 2025 foi praticamente nulo, com saída de R$ 34 milhões. Ao excluir essas operações, a retirada líquida no semestre se amplia para R$ 941 milhões.

Com base nesses números, a Elos Ayta analisa que desde 2022, nenhum semestre havia registrado um saldo tão próximo de zero. Até então, apenas o primeiro semestre de 2024 apresentou saldo negativo, com saída líquida de R$ 38,86 bilhões.

No extremo oposto, o maior ingresso de investimento estrangeiro na Bolsa brasileira ocorreu no primeiro semestre de 2022, quando a entrada somou R$ 68,75 bilhões.

3º trimestre confirma perda de fôlego do investimento estrangeiro

No terceiro trimestre de 2025, o saldo líquido ficou positivo em R$ 170 milhões quando considerados IPOs e follow-ons. Já no quarto trimestre, houve retirada líquida de R$ 200 milhões.

Sem essas operações, o terceiro trimestre registrou ingresso de apenas R$ 60 milhões, enquanto o quarto trimestre apresentou saída de R$ 1,04 bilhão. Os números indicam atuação sem direcionamento claro, com ajustes pontuais e ausência de expansão consistente da exposição.

Segundo a Elos Ayta, “os dois últimos trimestres do ano revelam um investidor estrangeiro operando sem convicção direcional, ajustando posições pontualmente, mas evitando ampliar exposição.”

Meses positivos não sustentam tendência de alta

Ao longo de 2025, quatro meses terminaram com saída líquida de recursos estrangeiros. Julho concentrou a maior retirada do ano, com R$ 6,17 bilhões, enquanto maio apresentou o maior saldo positivo, com ingresso de R$ 10,66 bilhões, considerando IPOs e follow-ons.

A exclusão dessas operações não altera o padrão observado. Novamente, quatro meses ficaram no negativo, com julho liderando as saídas, em R$ 6,37 bilhões, e maio registrando a maior entrada, de R$ 10,58 bilhões.

O fluxo favorável ficou restrito a períodos específicos e não se manteve ao longo do segundo semestre, aponta o estudo.

2025 reverte perdas em investimento estrangeiro do ano anterior

Apesar do desempenho mais fraco na segunda metade do ano, o balanço de 2025 terminou positivo. O estudo revela que, incluindo IPOs e follow-ons, a entrada líquida somou R$ 26,87 bilhões em no ano, revertendo a saída de R$ 24,2 bilhões registrada em 2024.

Sem considerar essas operações, o saldo também ficou no campo positivo, em R$ 25,47 bilhões, após resultado negativo de R$ 32,11 bilhões no ano anterior.

Segundo a Elos Ayta, os dados indicam que o capital estrangeiro permaneceu ativo no mercado brasileiro, ainda que de forma mais seletiva e estratégica.

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2021 lidera histórico de investimento estrangeiro

Em perspectiva mais ampla, 2021 segue como o ano de maior atividade estrangeira, com R$ 4,17 trilhões em compras e R$ 4,18 trilhões em vendas. O patamar observado em 2025, embora inferior, confirma o retorno do Brasil ao radar operacional dos grandes investidores globais.

O estudo revela que diferença está no grau de comprometimento, considerando que houve presença constante, volumes elevados e interesse operacional, mas sem avanço significativo na alocação estrutural.

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