O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou nesta 5ª feira (8.jan.2026) que a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “salvou a democracia do Brasil”. A declaração foi dada durante a cerimônia em memória aos 3 anos dos atos extremistas do 8 de Janeiro.
Segundo Alckmin, a atuação de Lula foi decisiva diante da tentativa de ruptura institucional após as eleições de 2022: “Quero dizer ao presidente Lula que foi a sua liderança que salvou a democracia no Brasil. Se, quando perderam as eleições, tentaram um golpe de Estado, imagine o que não teriam feito se tivessem vencido”.
Assista (1min45s):
O vice-presidente destacou o caráter simbólico do ato e disse que o episódio evidenciou a força das instituições brasileiras. De acordo com ele, houve reação conjunta dos Três Poderes diante dos ataques às sedes do Executivo, Legislativo e Judiciário. “Os Três Poderes reagiram de maneira uníssona no 8 de Janeiro”, declarou.
Alckmin associou a preservação da democracia ao desempenho econômico do país. Disse que o Brasil vive um cenário de inflação mais baixa e de aumento da renda da população. Para ele, “democracia traz estabilidade, segurança jurídica, atrai investimento”.
O vice-presidente também defendeu a responsabilização dos envolvidos nos atos golpistas. Segundo ele, a distinção entre agentes públicos passa pelo compromisso com o regime democrático. “O que diferencia homens e mulheres públicos é quem tem apreço pela democracia e quem não tem”, disse.
“Justiça não se divide, justiça não se fraciona. Aqueles que roubaram, cometeram crime, devem sofrer o rigor da justiça e o peso da história”, completou o vice-presidente.
Assista ao discurso (6min23s):
A cerimônia no Palácio do Planalto começou por volta das 11h, no Salão Nobre, com a presença de ministros, parlamentares aliados, governadores e representantes das Forças Armadas. Do lado de fora, militantes do PT e movimentos sociais acompanharam o evento por um telão instalado na Via N1, em um ambiente marcado por palavras de ordem contra a anistia aos envolvidos nos atos golpistas.
O presidente entrou no salão acompanhado da primeira-dama Janja Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), da segunda-dama Lu Alckmin e de quadros centrais da articulação política do governo, como os deputados Guilherme Boulos (PSOL-SP), ministro da Secretaria Geral da Presidência, e Gleisi Hoffmann (PT-PR), ex-presidente nacional do PT e ministra da Secretaria de Relações Institucionais.
O ato foi aberto com a exibição de um vídeo institucional. Antes do discurso do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, parte da plateia entoou gritos de “sem anistia”, em reação direta à tramitação no Congresso de propostas que suavizam penas impostas aos condenados pelos ataques de 8 de Janeiro. Esta foi uma de suas últimas aparições públicas como ministro, já que ele deixa o cargo nesta semana, abrindo espaço para uma mudança relevante no comando da Justiça.
Na sequência, Alckmin afirmou que a “liderança de Lula salvou a democracia no Brasil”, alinhando o discurso do governo à narrativa de defesa das instituições.
Lula encerrou a cerimônia. No discurso, voltou a defender a punição dos envolvidos nos atos golpistas e vetou o PL (Projeto de Lei) da dosimetria das penas. Segundo o presidente, cabe ao Judiciário, e não ao Congresso, definir critérios de punição.
Chamou atenção a ausência dos chefes dos outros Poderes. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não participaram do evento. O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, também não compareceu.
Em contrapartida, o Planalto reuniu praticamente todo o primeiro escalão do governo, além de lideranças do Congresso e autoridades da área de segurança. Entre os presentes estava o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, nome que vem sendo ventilado nos bastidores como possível integrante de uma futura reestruturação da área de segurança pública, caso o governo avance na criação de um novo ministério.
Também participou do ato Jorge Messias, indicado pelo presidente ao STF. Até o momento, porém, o Planalto ainda não encaminhou ao Senado a mensagem oficial com a indicação, etapa necessária para o início da tramitação.
Ao final da cerimônia, Lula desceu a rampa do Planalto para cumprimentar o público na área externa, repetindo o gesto simbólico feito no ato do ano passado e encerrando o evento com uma demonstração de proximidade com a militância.
Eis a lista completa dos presentes no ato de 3 anos do 8 de janeiro, no Palácio do Planalto:


