As nações devem 'salvaguardar os direitos humanos e civis' dos venezuelanos, afirma o Papa Leão XIVAs nações devem 'salvaguardar os direitos humanos e civis' dos venezuelanos, afirma o Papa Leão XIV

Papa Leão denuncia 'fervor pela guerra' do mundo em discurso inflamado no Vaticano

2026/01/09 21:00

CIDADE DO VATICANO – O Papa Leão XIV criticou o uso da força militar como meio de alcançar objetivos diplomáticos na sexta-feira, 9 de janeiro, proferindo um discurso de política externa anual invulgarmente enérgico, no qual também apelou à proteção dos direitos humanos na Venezuela.

Leão, o primeiro papa norte-americano, afirmou que a fraqueza das organizações internacionais face aos conflitos globais era "uma causa particular de preocupação".

"Uma diplomacia que promove o diálogo e procura o consenso entre todas as partes está a ser substituída por uma diplomacia baseada na força", disse Leão a cerca de 184 embaixadores acreditados no Vaticano.

"A guerra voltou a estar em voga e está a propagar-se um fervor pela guerra", afirmou Leão, que foi eleito papa em maio.

'Respeitem a vontade' dos venezuelanos, diz Leão

Referindo-se à captura pelas forças norte-americanas do Presidente venezuelano Nicolas Maduro, por ordem do Presidente Donald Trump no fim de semana passado, o Papa apelou aos governos mundiais para que "respeitem a vontade" do povo venezuelano daqui em diante.

As nações devem "salvaguardar os direitos humanos e civis" dos venezuelanos, acrescentou Leão.

Os comentários de Leão fizeram parte de um discurso por vezes designado como discurso do "estado do mundo" do Papa. Foi o primeiro proferido por Leão, que foi eleito após a morte do Papa Francisco.

Tanto o embaixador norte-americano como o venezuelano junto da Santa Sé estiveram presentes no evento.

Leão, anteriormente o Cardeal norte-americano Robert Prevost, serviu como missionário no Peru durante décadas antes de se tornar papa. Já tinha criticado anteriormente algumas das políticas de Trump, em particular sobre imigração, mas não mencionou o presidente dos EUA pelo nome no discurso de sexta-feira.

Leão tinha demonstrado um tom mais moderado e diplomático nos primeiros oito meses do seu papado, em comparação com o seu antecessor, Francisco, que frequentemente ganhava manchetes com comentários improvisados.

Leão utiliza um tom mais enérgico

Mas no discurso de 43 minutos de sexta-feira, Leão utilizou um tom mais enérgico — condenando firmemente os conflitos em curso no mundo, mas também criticando severamente as práticas de aborto, eutanásia e gestação de substituição.

Numa linguagem invulgarmente firme para um pontífice, Leão também alertou que a liberdade de expressão está "a encolher rapidamente" nos países ocidentais.

"Está a desenvolver-se uma nova linguagem de estilo orwelliano que, numa tentativa de ser cada vez mais inclusiva, acaba por excluir aqueles que não se conformam com as ideologias que a alimentam", afirmou.

O Papa também criticou o que designou de "uma forma subtil de discriminação religiosa" sofrida pelos cristãos na Europa e nas Américas. – Rappler.com

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