A economia dos Estados Unidos criou 50 mil empregos em dezembro, segundo o payroll, relatório oficial de empregos, divulgado nesta sexta-feira (9) pelo Departamento do Trabalho do país.
O resultado ficou abaixo da projeção de economistas consultados pela Reuters, que previam a criação de 60 mil empregos.
A taxa de desemprego no país caiu de 4,5% em novembro para 4,4% em dezembro de 2025. A expectativa do mercado era de manutenção em 4,5%.
O salário médio por hora subiu 0,33% em dezembro na comparação mensal, o equivalente a US$ 0,12, alcançando US$ 37,02. A variação ficou em linha com a projeção do mercado, que previa alta de 0,3%.
Na comparação anual, os salários avançaram 3,76%, acima do consenso dos analistas, de 3,6%.
Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos, afirma que o conjunto de informações continua apontando para um mercado de trabalho aquecido, contrariando a narrativa de que o mercado de trabalho estaria se deteriorando rapidamente, o que exigiria cortes agressivos de juros por parte do Fed.
“O mercado de trabalho não sinaliza a necessidade dessa urgência no afrouxamento monetário. Pelo contrário: há inclusive fatores estruturais que tendem a manter a oferta de mão de obra mais restrita, como a pressão sobre a imigração, que historicamente é uma das principais fontes de trabalhadores nos EUA.”
Após a divulgação do payroll, a ferramenta de monitoramento FedWatch, do CME Group, apontou um leve aumento nas apostas de manutenção das taxas para janeiro. Agora, 95% do mercado enxerga uma estabilidade dos juros (confira o gráfico abaixo).
Imagem: CME Group/Divulgação
Já para o analista de investimentos da Daycoval Corretora, Gabriel Mollo, o resultado abaixo do esperado deve exercer pressão por corte de juros, fazendo investidores tomarem risco.
“Acreditamos que a partir de agora o mercado pode começar a subir, a Bolsa já começou a melhorar e o dólar deve voltar a cair, com os investidores buscando ativos de risco diante dessa possibilidade maior de que os juros diminuam nas próximas reuniões”, completa.
O relatório também trouxe revisões para baixo nos dados de criação de empregos. Em novembro, o número de vagas foi ajustado de 64 mil para 56 mil postos. Já o resultado de outubro aumentou, passando de retração de 105 mil vagas para eliminação de 173 mil postos de trabalho.
O desemprego de novembro foi revisado para baixo, de 4,6% para 4,5%, indicando um mercado de trabalho ainda com capacidade de absorção de mão de obra.
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