Embaixadores de 27 países europeus autorizam texto preliminar depois de 26 anos de negociações entre os blocos econômicosEmbaixadores de 27 países europeus autorizam texto preliminar depois de 26 anos de negociações entre os blocos econômicos

Foi o acordo possível, diz Fiesp sobre Mercosul-UE

2026/01/10 02:34
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A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) apoiou a aprovação preliminar do acordo comercial entre Mercosul-União Europeia. “O texto não é perfeito, mas foi o acordo possível para conciliar interesses de 31 países, em um cenário de transformação do comércio internacional”, lê-se no comunicado.

A federação destacou que participou “ativamente” ao longo dos 26 anos de negociações. O pacto comercial foi aprovado nesta 6ª feira (9.jan.2026). Ainda precisa ser assinado e ratificado pelo Congresso e pelo Parlamento Europeu. 

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A Fiesp afirmou que “recebeu com entusiasmo a autorização para a assinatura do Acordo de Comércio entre Mercosul e União Europeia”.

Para a federação, o documento trará transformações significativas nas relações comerciais. “O acordo é abrangente e mudará substancialmente a forma com que as empresas do Mercosul e da União Europeia fazem negócios, importam, exportam e investem entre si”, diz o comunicado.

França, Irlanda, Polônia, Áustria e Hungria votaram contra o texto, enquanto a Bélgica optou pela abstenção. Com a aprovação preliminar, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, poderá assinar o acordo com os países do Mercosul na próxima semana.

Eis a íntegra da nota:

“A Fiesp recebeu com entusiasmo a autorização para a assinatura do Acordo de Comércio entre Mercosul e União Europeia. A entidade participou ativamente das negociações nas últimas décadas, com o objetivo principal de que o entendimento trouxesse valor real para as pessoas e para a indústria brasileira. O texto não é perfeito, mas foi o acordo possível para conciliar interesses de 31 países, em um cenário de transformação do comércio internacional.

“O acordo é abrangente, e mudará substancialmente a forma com que as empresas do Mercosul e da UE fazem negócios, importam, exportam e investem entre si. ‘Para a Fiesp, o trabalho de verdade começa agora. Caberá a todos nós inovar, melhorar a produtividade e buscar incessantemente a excelência da porta para dentro das fábricas, onde já fazemos frente aos competidores europeus. E trabalharemos para assegurar a isonomia competitiva que permita ao empreendedor nacional prosperar e tirar o máximo proveito das oportunidades que o acordo oferece’, diz Paulo Skaf, presidente da Fiesp.

“Apesar do momento de celebração inicial, é importante destacar que o acordo ainda precisa ser assinado e ratificado pelo Congresso brasileiro e pelo Parlamento Europeu, para que os pilares econômico e comercial passem a vigorar o mais rápido possível e impactem positivamente a economia brasileira.”

Acordo Mercosul-UE

O Conselho da União Europeia aprovou nesta 6ª feira (9.jan.2026) o acordo comercial com o Mercosul depois de 26 anos de negociações. O texto ainda precisa ser assinado e ratificado pelo Congresso e pelo Parlamento Europeu. Leia a íntegra do comunicado do bloco europeu (PDF – 486 kB).

França, Polônia, Áustria, Irlanda e Hungria manifestaram oposição. A Bélgica se absteve. As capitais da União Europeia tiveram até as 17h (horário em Bruxelas, 13h em Brasília) desta 6ª feira para apresentar quaisquer objeções.

O texto segue agora para o Parlamento Europeu. Se houver o aval, Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, deverá viajar ao Paraguai para assinar o documento com o bloco sul-americano na 2ª feira (12.jan).

O Paraguai assumiu a presidência rotativa do Mercosul, que estava com o Brasil até 20 de dezembro de 2025.

UE & MERCOSUL

A União Europeia é o 2º maior parceiro comercial do Mercosul em bens. O acordo criaria um mercado comum com mais de 700 milhões de pessoas e PIB combinado de US$ 22 trilhões.

O Brasil exportou US$ 49,8 bilhões à União Europeia em 2025, uma alta de 3,2% em relação a 2024. As importações somaram US$ 50,3 bilhões no ano passado, com crescimento de 6,4% em 1 ano.

A corrente comercial –soma das exportações e importações– superou US$ 100 bilhões pela 1ª vez na série histórica, iniciada em 1997. O volume subiu 4,8% em relação ao mesmo período do ano passado.


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